Brasilianismo

Em editorial, ‘Le Monde’ diz que eleição no Brasil trouxe passado de volta

Daniel Buarque

''O Brasil acaba de eleger um presidente racista, sexista, homofóbico e defensor da tortura'', diz o começo de um editorial publicado nesta segunda-feira pelo jornal francês ''Le Monde'', sobre a escolha de Jair Bolsonaro para governar o país a partir de janeiro.

Na opinião da publicação, o resultado da eleição indica que o Brasil se juntou a uma lista de países recentemente sacudidos pelo populismo nacionalista.

''O percurso do futuro presidente não deixa nenhuma ambiguidade sobre o seu extremismo'', diz o jornal, que lista discursos radicais de Bolsonaro, como a declaração de que a ditadura deveria ter deixado uma quantidade ainda maior de mortos.

''Bolsonaro é, de longe, o mais extremista chefe de Estado de direita eleito na história recente da América Latina'', avalia.

Segundo o ''Monde'', a campanha eleitoral de 2018, em vez de revigorar a democracia brasileira, acentuou seus problemas.

''Para o Brasil, a Amazônia e o planeta, trata-se de um inquietante retorno do passado.''

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