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Deu no ‘Financial Times': Crise coloca governo de Temer na corda bamba
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Daniel Buarque

Financial Times': Crise coloca governo de Temer na corda bamba

Financial Times': Crise coloca governo de Temer na corda bamba

Com a crise política no Brasil, as denúncias de corrupção, a tentativa de anistia na Câmara e os protestos populares pelo país, o presidente Michel Temer está numa corda bamba, segundo o jornal de economia ''Financial Times''.

Temer ''não pode se opor abertamente ao Congresso e sua tentativa de proteger a si mesmo contra processos na investigação da Petrobras. Ele precisa do apoio do Congresso para se manter no poder. Mas ele também não pode apoiar os congressistas abertamente. Fazer isso geraria fúria popular e deixaria o país ingovernável'', avalia a publicação.

Em meio a isso tudo está a necessidade de o governo levar adiante reformas exigidas pelo mercado para que o país saia da pior recessão em um século, diz.

Até agora, segundo o jornal, Temer estava vivendo algo como uma lua de mel. ''Depois de disputar o poder com Dilma, ele empolgou mercados ao indicar uma equipe política afiada e propor o congelamento dos gastos do governo por 20 anos.''

Agora as coisas mudaram e ele vê a investigação sobre corrupção se aproximar do seu governo. ''O Partido de Temer, o PMDB, está mergulhado até o pescoço no escândalo'', diz.

O ''Financial Times'' foi um dos primeiros entre os grandes jornais internacionais a apontar, no mês passado, que as denúncias de corrupção se tornavam ameaças ao governo Temer e às reformas propostas por ele.

Nos últimos dias, mais veículos e analistas estrangeiros passaram a se voltar de forma crítica contra Temer, percebendo seu ''encolhimento'' como presidente e indicando até mesmo risco de impeachment dele.

Junto à crise entre os poderes e ao afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, o noticiário internacional tem reforçado ainda mais a imagem de instabilidade da política brasileira, que costuma ser descrita como ''disfuncional''.

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Estudo do ‘Guardian’ indica que Brasil vive uma ‘epidemia’ de linchamentos
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Daniel Buarque

Estudo do 'Guardian' diz que Brasil vive epidemia de linchamentos

Estudo do 'Guardian' diz que Brasil vive epidemia de linchamentos

Um estudo realizado pelo jornal britânico ''The Guardian'' revela que o Brasil vive uma ''epidemia'' de linchamentos, e que pelo menos 173 forma mortas por multidões fora do controle somente neste ano.

Segundo o levantamento, feito a partir de registros oficiais e jornalísticos de mortes violentas desde o início do ano, o país teve em média um linchamento a cada dois dias. Fortaleza foi a cidade que registrou mais casos, com 14 linchamentos.

A primeira morte deste tipo, diz o jornal, aconteceu logo em 1º de janeiro, marcando um ''ano de epidemia de linchamento que varreu o Brasil em um momento de intensa agitação política e econômica'', explica.

O jornal associa a onda de crimes deste tipo no país com a alta de violência e intolerância de forma geral. ''O 10º relatório anual do Fórum de Segurança Pública (…) revelou que 57% dos brasileiros concordam com a frase popular 'bandido bom é bandido morto''', diz.

Segundo o estudo do ''Guardian'', investigações mostram que suspeitos de roubo são mais da metade das vítimas de mortes por linchamento em 2016 (entre os que têm causa conhecida).

''A maioria das vítimas desses ataques tinha sido acusadas de pequenos crimes, como roubar bicicletas, celulares e, em um caso, um par de sandálias'', diz.

A publicação explica que pesquisadores começaram a perceber um aumento dos casos de linchamentos no Brasil em 2013, juntamente com a onda de protestos e agitação política e social registrados no país.

''Em meio a uma crise social, ataques de justiceiros se tornaram mais mortais'', explica.

Além disso, segundo o ''Guardian'' este tipo de crime nem sempre é registrado corretamente, e não há levantamentos oficiais sobre linchamentos e ação de justiceiros.

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Afastamento de Renan aumenta imagem de instabilidade da política brasileira
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Daniel Buarque

Suspensão de Renan aumenta a instabilidade no Brasil, dizem análises estrangeiras

Suspensão de Renan aumenta a instabilidade no Brasil, dizem análises estrangeiras

O afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros, pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF, aumentou a imagem internacional de instabilidade da política brasileira na imprensa estrangeira.

Vista pela maioria dos analistas no resto do mundo ao longo dos últimos meses como disfuncional, a política já vem passando esta insegurança a quem olha de fora desde o debate a respeito do impeachment de Dilma Rousseff — agora as incertezas se mostram resistentes, e já afetam o funcionamento do governo de Michel Temer.

Apesar de ter havido uma leve trégua após a posse de Temer, os escândalos envolvendo o novo governo e as atuais disputas entre os poderes Legislativo e Judiciário fazem com que se consolide a interpretação externa de que a política brasileira vive um longo momento de grande incerteza, com impressão de ''tumulto'', enfraquecimento do governo e uma política caótica.

''A Suprema Corte do Brasil suspendeu o presidente do Senado, Renan Calheiros, depois que ele se tornou suspeito em um caso de corrupção, ampliando a incerteza política no país'', diz uma reportagem publicada pelo jornal de economia ''Financial Times''.

''A suspensão de um poderoso líder político, que presidiu o Senado durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em agosto, coloca em questão a perspectiva de uma reforma fiscal crucial que está sendo levada adiante no Congresso pelo presidente Michel Temer'', complementa.

O ''FT'' destaca que a retirada de Renan é mais uma reviravolta em um processo de mudanças políticas no país. ''A suspensão marca a terceira vez que uma figura-chave da sucessão democrática brasileira — aquelas em linha para substituir o presidente, caso necessário — foram removidas do cargo neste ano'', diz, se referindo a Dilma, Eduardo Cunha (retirado da Presidência da Câmara) e Renan.

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O ''Wall Street Journal'' ressalta que a retirada de Renan do cargo pode dificultar a aprovação de reformas propostas pelo governo Temer, o que já faz com que analistas internacionais vejam riscos à governabilidade e até mesmo ao seu mandato.

''A decisão coloca fogo no país'', diz um cientista político ouvido pelo jornal.

O ''New York Times'' fala em agravamento do ''tumulto'' político no país, e destaca a disputa entre o Congresso e o Judiciário em meio aos debates sobre o combate à corrupção. Segundo o jornal americano, não há uma saída clara e rápida para os impasses do país,

''Com alguns no Congresso agora pedindo o impeachment de Temer após um escândalo envolvendo seu apoio a uma aliado na negociação de um imóvel, o establishment político do Brasil está enfrentando a perspectiva de mais instabilidade'', diz.

O jornal britânico ''The Guardian'' diz que a queda de Renan era apenas uma questão de tempo, dadas as investigações envolvendo seu nome, e diz que muitos políticos comemoraram sua saída, mas ressalta que isso deve dificultar a aprovação de medidas propostas pelo governo Temer.

''A retirada de Renan é um novo golpe para o presidente Michel Temer, cujo governo está sendo enfraquecido por escândalos de corrupção e luta para aprovar medidas de austeridade impopulares'', explica.

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Mundo vê ‘tempestades’ em crises do governo e ‘encolhimento’ de Temer
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Daniel Buarque

Mundo vê 'tempestades' em crises do governo e 'encolhimento' de Temer

Mundo vê 'tempestades' em crises do governo e 'encolhimento' de Temer

O noticiário internacional parece ter se virado contra o governo do presidente Michel Temer. Após poucos meses de trégua, com uma cobertura focada nas propostas de reformas e a perspectiva de trabalho pela recuperação da economia brasileira, o clima mudou, e análises publicadas no resto do mundo mostram um governo mergulhado em ''tempestades'' e um presidente ''encolhido'' já com seu mandato ameaçado.

Essa ''diminuição'' da força do novo governo foi percebida pelo professor Matthew M. Taylor, da American University, em Washington, DC. Em um artigo publicado no site do think tank Council of Foreign Relations (CFR), ele explica que Temer assumiu a Presidência com o plano simples e direto de fazer reformas para que a economia brasileira se recuperasse, mas isso acabou não acontecendo.

''O plano parece ter colidido com uma variedade de problemas autoinfligidos que vão forçar Temer, famoso por ser elástico, a fazer escolhas difíceis entre seu partido e o público com raiva'', avalia, citando os escândalos que já levaram à queda de seis ministros e o acúmulo de denúncias que tumultuam a política nacional.

''Apesar de algum sucesso inicial (…), a perspectiva para o restante do mandato de Temer é sombria'', diz.

Taylor é autor de vários estudos internacionais sobre democracia e corrupção no Brasil, como “Corruption and Democracy in Brazil: The Struggle for Accountability'' (Corrupção e democracia no Brasil: a luta por fiscalização), e “Judging Policy: Courts and Policy Reform in Democratic Brazil'' (Julgando política: Tribunais e reforma política no Brasil democrático). Ele acompanha de perto a política brasileira e avalia a situação da democracia brasileira em artigos e textos de opinião publicados pelo CFR.

Em entrevistas concedidas ao autor deste blog Brasilianismo, Taylor defendeu a legitimidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, apesar de criticar os políticos brasileiros. Segundo ele, ''grandes segmentos da população brasileira estão fartos do sistema político'' do país.

Mundo vê 'tempestades' em crises do governo e 'encolhimento' de Temer

Mundo vê 'tempestades' em crises do governo e 'encolhimento' de Temer

As dificuldades do governo Temer foram destacadas também pela edição mais recente da revista ''The Economist''. Primeira publicação estrangeira de peso a mudar o tom e cobrir positivamente o governo Temer logo após o impeachment, a revista avalia que ''tempestades múltiplas'' atingem o presidente e tornam difícil governar.

O tom da cobertura da revista, com a manutenção da defesa das reformas econômicas, condiz com a análise da sua linha editorial, que defende posturas mais liberais nas finanças nacionais e prioriza a economia à política.

''Seus esforços para reformar a economia brasileira estão progredindo, mas seu governo está em um turbilhão'', diz, ainda defendendo as propostas de Temer, apesar dos escândalos.

''A probabilidade é de que ele passe o resto da sua Presidência, que acaba no fim de 2018, lutando contra escândalos e brigando por vitórias legislativas, Contanto que os escândalos não previnam as vitórias, o Brasil deve se recuperar lentamente''.

A falta de avanço na área econômica é a fonte de grande parte da mudança de tom em relação a Temer na mídia estrangeira. Na semana passada, a divulgação de dados do PIB do país mostrou que a recessão continua e que o país vai se recuperar de forma mais lenta do que o previsto, o que vai contra a expectativa dos mercados, antes otimistas em relação à mudança de governo.

Também na semana passada, o jornal e economia ''Financial Times'' avaliou a crise brasileira e foi a primeira grande publicação estrangeira a dar atenção séria ao enfraquecimento de Temer, que chega a correr risco até mesmo de impeachment (por mais que a publicação diga que isso é pouco provável).

Apesar de a maior parte da cobertura ainda ser cautelosa em relação ao que pode ocorrer na política brasileira nos próximos meses, fica evidente a mudança de perspectiva, com forte domínio de notícias negativas para o governo do país.

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‘Guerra política’ cria clima de paranoia no Brasil, diz ‘New York Times’
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Daniel Buarque

'Guerra política' cria clima de paranoia no Brasil, diz 'New York Times'

'Guerra política' cria clima de paranoia no Brasil, diz 'New York Times'

''Quem está gravando a conversa de quem?'', pergunta o jornal norte-americano ''The New York Times'' ao descrever o atual clima da política brasileira, dominada por escândalos.

Depois que o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, deixou o governo e gravou conversas com o presidente Michel Temer, o clima de paranoia tomou conta da política nacional, segundo a publicação.

''Líderes brasileiros têm se envolvido em guerra política aberta há mais de um ano, culminando com o impeachment da primeira mulher presidente, Dilma Rousseff, e o triunfo do partido de Temer alguns meses atrás. Mas longe de as coisas se acalmarem, o turbilhão político brasileiro está entrando em outra fase complicada: paranoia'', diz.

O ''New York Times'' explica que em meio aos escândalos e tensões em Brasília, os políticos brasileiros passaram a apelar a gravações secretas de conversas para ''se proteger e trair uns aos outros''.

''Em cada virada da crise política no último ano, as gravações revelam táticas que deixariam Maquiavel orgulhoso'', diz.

Segundo o jornal, as investigações de corrupção ajudam a ampliar a preocupação generalizada em Brasília. Esta ''ansiedade'', diz, empurrou os políticos a tentarem tirar a autoridade de promotores e juízes que investigam corrupção no país em uma sessão noturna em meio ao luto nacional.

''Depois de descobrirem o que seus legisladores passaram a noite fazendo após a tragédia, muitos brasileiros ficaram furiosos'', diz.

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Mídia estrangeira: recessão indica que impeachment não melhorou economia
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Daniel Buarque

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A notícia sobre o encolhimento do PIB do Brasil pela sétima vez seguida e a manutenção da recessão acabam com a esperança do governo de que o aumento da confiança dos mercados após o impeachment ajudasse a recuperar a economia brasileira, segundo a avaliação da mídia internacional.

''A prolongada recessão brasileira se aprofundou no terceiro trimestre em meio a um turbilhão político que desencorajou empresas endividadas de investir e consumidores de gastar, enquanto a esperança de sinais de recuperação não apareceram'', diz reportagem publicada no jornal de economia ''Wall Street Journal''.

Recessão indica que impeachment não melhorou economia, diz mídia internacional

Recessão indica que impeachment não melhorou economia, diz mídia internacional

A avaliação aparece também em uma reportagem da agência de notícias Reuters publicada no site da revista ''Business Insider''.

''O desempenho econômico frustrante desde que o presidente Michel Temer assumiu no lugar de Dilma Rousseff, em maio, fez com que economistas e representantes do governo reduzissem a previsão de crescimento em 2017 para cerca de 1%, apesar de alguns analistas não rejeitarem a possibilidade de um terceiro ano de recessão, no que seria a pior de todos os tempos'', diz.

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‘O Brasil é um pouco infantil’, diz o sociólogo italiano Domenico De Masi
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Daniel Buarque

'O Brasil é um pouco infantil', diz o sociólogo Domenico De Masi

'O Brasil é um pouco infantil', diz o sociólogo Domenico De Masi

A velocidade com a qual o Brasil fez a transição política de uma situação de grande popularidade do ex-presidente Lula para a atual crítica generalizada a ele e a seu partido mostra uma certa infantilidade do país, segundo o sociólogo Domenico De Masi. Em entrevista à ''Folha de S.Paulo'', durante visita ao Brasil, o pesquisador falou sobre a situação do país.

''Olhando da Europa, lembro que durante o período de Lula o Brasil era feliz. Ele era um mito, as pessoas choravam diante dele. Dilma era um mito também no primeiro mandato. Porém em dois meses Dilma passa a ser odiada. Quem olha de fora não entende. Só um povo infantil faria uma coisa dessa.'', disse.

De Masi é professor da Universidade La Sapienza, na Itália, e, segundo o jornal, ''fã'' do Brasil. Segundo ele, chamar o país de infantil não é uma tentativa de ofender.

''É uma constatação, de uma presença muito forte do estômago em detrimento da cabeça'', explicou.

De Masi fez uma longa análise sobre vários pontos da política e da sociedade brasileiras. Segundo ele, Brasil há 500 anos vem imitando a Europa e os EUA. E não tem que copiar.

''O modelo de sociedade não deriva da elite, mas da cultura popular. E a cultura popular do Brasil tem grandes valores, como o de acolher bem. A Europa está demonstrando que não acolhe bem imigrantes. Só os brasileiros não amam o Brasil. Não sou eu que digo isso, é Nelson Rodrigues. O Brasil não é popular no Brasil. Sobretudo entre a elite'', disse. ''Não é que o povo brasileiro tem complexo de vira-lata. São os intelectuais que têm. Um morador da favela não tem complexo de vira-lata.''

Segundo o professor, a impressão externa deixada pelo impeachment de Dilma Rousseff é de que foi um golpe. ''Mas eu acredito que a dinâmica mudou. Até o que se entendia como golpe mudou. Quando se diz essa palavra, se pensa em militares, de noite, com tanques. Mas um golpe se prepara também pelos jornais, pela televisão'', avalia.

Apesar de defender o legado do ex-presidente Lula e de criticar a forma como o ''mito'' é tratado atualmente no país, De Masi diz que a corrupção não deve ser perdoada.

''A corrupção é sempre ruim, porém, se é na esquerda, é ainda mais grave. Sou de esquerda, mas se Dilma, se Lula, são julgados desonestos, têm que ser punidos.''

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Queda de avião da Chapecoense se torna um dos principais assuntos no mundo
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Daniel Buarque

Queda de avião da Chapecoense se torna um dos principais assuntos no mundo

Queda de avião da Chapecoense se torna um dos principais assuntos no mundo

O acidente com o avião que levava o time da Chapecoense, deixando 75 mortos, se tornou uma das principais notícias da imprensa mundial e um dos temas mais comentados na internet em todo o planeta na manhã desta terça-feira (29).

O assunto foi manchete de alguns dos sites de jornalismo mais importantes do mundo, como o jornal britânico ''The Guardian'', o espanhol ''El País'' e a rede de TV dos EUA CNN.

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Logo no início da manhã, a tragédia era o 4º assunto mais popular nos Estados Unidos, segundo o Google Trends, com grande aumento de buscas, o que deve tornar o tema ainda mais relevante ao longo de todo o dia. O tema aparecia na lista de dez principais assuntos do dia em quase todos os países.

O acidente também dominou a lista de assuntos mais lidos na Colômbia, onde o avião caiu, e em outros países da América Latina, que acompanham de forma mais próxima temas relacionados à Copa Sul-Americana.

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Um dos destaques da cobertura internacional era a apresentação do clube catarinense, ainda pouco conhecido no resto do mundo. O tom adotado geralmente era de que o time era jovem e vivia uma temporada de ''conto de fadas'' com o avanço na Copa Sul-Americana.

''Um clube humilde em sua primeira final internacional'', diz o espanhol ''El País''.

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Portais de notícias brasileiros como o ''Globoesporte.com'' e a revista ''Veja'' estão desde cedo reunindo relatos sobre o caso na mídia do resto do mundo. Entre as principais reações internacionais, vários clubes de futebol, como Barcelona e Real Madrid prestaram homenagens aos jogadores mortos.

Pouco depois das 8h da manhã, seis dos dez principais assuntos em destaque no Twitter mundial eram relacionados à tragédia. Os dois primeiros, mais evidentes, eram #ForçaChape e #Chapecoense, ambos com muitos comentários em outros idiomas, não apenas em português.

Além dos comentários tratando do clube, apareciam entre os principais temas o nome de vítimas do acidente, como Mário Sérgio, Cléber Santana e Caio Júnior.

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‘Financial Times’ diz que ameaça de impeachment dificulta reformas de Temer
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Daniel Buarque

'Financial Times' diz que ameaça de impeachment dificulta reformas de Temer

'Financial Times' diz que ameaça de impeachment dificulta reformas de Temer

Uma nova série de escândalos ameaça o governo de Michel Temer de impeachment e dificulta a aprovação de reformas econômicas em discussão no país, segundo uma reportagem publicada pelo jornal de economia ''Financial Times''.

''Desde que Temer assumiu o poder, ele perdeu em média um ministro por mês. Na semana passada, dois ministros renunciaram em meio a acusações de que o presidente usou sua influência para ajudar um aliado na negociação de um imóvel'', diz a publicação.

Segundo o ''FT'', Temer tem tentado equilibrar o fato de não ter sido eleito para a Presidência e sua baixa popularidade com a promessa de importantes reformas, o que tem enfrentado dificuldades.

Depois de meses com voto de confiança dos mercados, ''agora estão crescendo as dúvidas de que a economia possa se recuperar tão rapidamente quanto o esperado'', diz. ''Controvérsias políticas ameaçam atrapalhar o progresso'' na recuperação.

''É pouco provável que o pedido de impeachment feito por um partido de oposição menor ganhe força por enquanto, segundo analistas. Mas as controvérsias aparecem num momento em que o governo Temer está sendo testado sobre sua capacidade de entregar um resgate da economia do Brasil'', diz.

Apesar do tom ainda cético em relação ao crescimento do movimento pelo impeachment, vale lembrar que a discussão sobre a deposição da ex-presidente Dilma Rousseff também começou sem que houvesse muita confiança no andamento do processo. A imprensa estrangeira acompanhou a discussão sobre o impeachment durante meses, e em muitos momentos usou argumentos semelhantes, de que seria pouco provável ver o pedido contra a presidente avançar.

Temer pode se afundar em instabilidades políticas e econômicas ao longo do próximo ano, diz o ''FT''. Foram instabilidades e a incapacidade de reverter as crises políticas e econômicas que levaram ao crescimento do movimento de impeachment de Dilma.

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Anthony Bourdain: Desconhecida, Minas é a terra dos cozinheiros brasileiros
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Daniel Buarque

Anthony Bourdain: Desconhecida, Minas Gerais é a terra dos cozinheiros brasileiros

Anthony Bourdain: Desconhecida, Minas Gerais é a terra dos cozinheiros brasileiros

O apresentador de programas de viagem e gastronomia Anthony Bourdain tomou um susto em passagem recente por Belo Horizonte.

Enquanto gravava seu programa em um café da cidade, um assalto a um carro acabou com a sua equipe jogada ao chão para se proteger. Passado o apuro sem maiores problemas, o chef-celebridade deixou para trás o medo e passou a se debruçar sobre encantos do que diz ser a desconhecida terra dos melhores cozinheiros do Brasil, diz artigo dele publicado no site da rede CNN.

''Não deixe este momento breve dissuadi-lo de visitar. Minas Gerais é bela; tem alma e uma cozinha com estilo próprio. É diferente do Rio, de São Paulo, Salvador, Belém e qualquer outro lugar que tenha visitado no país'', explica.

Apresentador do programa Parts Unknown (partes desconhecidas), ele diz que Minas é a verdadeira ''parte desconhecida'' do país que ele já visitou várias vezes para seus programas, passando por cada uma das cidades que ele citou anteriormente. Mesmo brasileiros conhecem pouco o estado, segundo ele.

É dali, diz, que vêm ''tantos cozinheiros dos melhores restaurantes do Brasil''.

''A comida é calorosa, confortável e deliciosa, refletindo a demanda de apetites de comunidades trabalhadoras do campo'', diz.

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