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Transparência Internacional cobra investigação sobre a morte de Teori
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Daniel Buarque

Transparência Internacional cobra investigação sobre morte de Teori

Transparência Internacional cobra investigação sobre morte de Teori

A organização global de luta contra a corrupção Transparência Internacional publicou um comunicado defendendo que o Brasil continue com a investigação da Lava Jato e indique um novo ministro do STF comprometido com ela após a morte de Teori Zavascki em um acidente aéreo. A organização também pede que as circunstâncias do acidente sejam investigadas.

''O governo não pode deixar que esta tragédia interrompa o importante trabalho que o ministro Zavascki estava fazendo'', diz o comunicado, se referindo à Lava Jato como ''o maior escândalo de corrupção envolvendo políticos brasileiros experientes e poderosos interesses econômicos''.

''É uma terrível tragédia e uma grande perda de um homem corajoso'', declarou José Ugaz, diretor da Transparência Internacional, no comunicado. ''Deve ser feita a indicação rápida de um novo ministro do Supremo competente e comprometido'', complementa.

Segundo o texto, por conta da ''sensibilidade'' dos casos em que Teori estava trabalhando, ''é preciso ter uma investigação completa da queda do avião para confirmar que foi um acidente''.

A Transparência Internacional vem acompanhando as investigações sobre corrupção no Brasil e premiou a Lava Jato em dezembro com o Prêmio Anti-Corrupção de 2016.

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Robert Wood: Brasil não vai estar no radar do governo de Donald Trump
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Daniel Buarque

Robert Wood: Brasil não vai estar no radar do governo de Donald Trump

Robert Wood: Brasil não vai estar no radar do governo de Donald Trump

O Brasil não vai estar no radar do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que toma posse nesta sexta (20).

A avaliação é do analista-chefe para a América Latina da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), ligada à revista ''The Economist'', Robert Wood, em entrevista à Rádio França Internacional.

“O Brasil não estará no foco das políticas econômicas e comercias da administração Trump. Os Estados Unidos estarão focados nas relações com o México, o parceiro no âmbito de um tratado de livre comércio da América do Norte, e talvez com a China. Se olharmos durante a administração de Obama, o Brasil também não esteve no centro das políticas externas do governo americano. Não vai haver mudanças”, disse Wood.

Segundo ele, o Brasil pode ser afetado indiretamente pelo novo governo americano. Mas ele diz não ver motivo para preocupação, pois os EUA mais exportam para o Brasil do que importam, entãoo país pode não ser visto como adversário no âmbito do comércio.

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Documentos secretos são liberados e revelam o Brasil visto pela CIA
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Daniel Buarque

Documentos sigilosos mostram como o Brasil era visto pela CIA

Documentos sigilosos mostram como o Brasil era visto pela CIA

Documentos recém-liberados pela agência de inteligência dos Estados Unidos mostram a visão do Brasil pelos olhos da CIA entre os anos 1940 e 1990.

Segundo reportagens da ''Folha de S.Paulo'', da BBC Brasil e da revista ''Carta Capital'', a CIA liberou nos últimos meses milhões de documentos antes mantidos em segredo. São telegramas, recomendações sobre política externa, análises semanais e anuais sobre o país e artigos de jornal que citam o Brasil –entre muitos outros temas. No total, 11,1 mil documentos mencionam o Brasil.

Análises publicadas pela ''Folha'' e pela ''Carta Capital'' focam na atenção dada pela CIA à ascensão do PT no país.

''Em julho de 1986, a CIA produziu um relatório secreto no qual tratou, em seis páginas, dos esforços do PT para deixar de ser um mero 'partido de operários' para formar uma base de militância maior e conquistar eleitores mais jovens, além de ampliar contatos no exterior'', diz a ''Folha''.

''O capítulo Os problemas das lideranças trabalhistas, o documento destaca: 'Acreditamos que a ascensão de Lula no final dos anos 70, usando o apoio de 300 mil metalúrgicos, foi o mais importante desenvolvimento do trabalhismo desde o golpe militar. O 'fenômeno Lula' revela que o trabalhismo não é tão dócil quanto os observadores acreditavam e que, com a liderança renovada, o movimento teria potencial como uma força política''', diz a ''Carta Capital''.

A BBC Brasil enfocou outro tema: o interesse dos EUA em defender o Nordeste do Brasil de um possível ataque soviético.

''Segundo a CIA, o Nordeste era tão importante para a segurança dos EUA quanto o Canadá e o Canal do Panamá, a conexão marítima entre o Atlântico e o Pacífico. A agência cita o general francês Lionel Max-Chassin, para quem uma hipotética ofensiva soviética contra os EUA incluiria ataques a partir do Ártico e da 'faixa costeira entre Natal e a Bahia''', diz a reportagem.

Os documentos antes sigilosos formam um amplo acervo para pesquisas e estudos sobre relações internacionais e a imagem do Brasil aos olhos da inteligêcia dos EUA.

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Mídia estrangeira: Onda de violência revela horror de presídios do Brasil
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Daniel Buarque

Onda de violência mostra que presídios brasileiros são um horror, diz mídia estrangeira

Onda de violência mostra que presídios brasileiros são um horror, diz mídia estrangeira

A onda de violência que se espalhou pelos presídios brasileiros e já deixou mais de cem mortos é uma clara evidência de que o sistema correcional brasileiro é um horror, segundo uma análise publicada na importante revista de relações internacionais ''Foreign Affairs''.

Em um longo texto o pesquisador da ONG de direitos humanos Human Rights Watch César Muñoz Acebes descreve a péssima situação do sistema prisional, que compara a prisões da Idade Média.

''Historiadores dos tempos medievais reconheceriam muito em uma prisão dos tempos modernos no Brasil. Detentos eram tradicionalmente mantidos em celas escuras, úmidas e sem ventilação. Doenças se espalhavam; prisioneiros tinham 30 vezes mais chances de ter tuberculose'', diz.

Assim como a HRW já fez em textos divulgados nos últimos dias, o texto da revista de diplomacia defende que o país precisa reformar seu sistema prisional.

A HRW tem sido muito ativa em publicação de análises críticas à situação em que o Brasil mantém seus detentos. Após as últimas rebeliões, ela publicou um artigo defendendo que o Brasil deve retomar o controle do sistema prisional do país.

Segundo a HRW, as autoridades brasileiras abdicaram da responsabilidade de manter a ordem e a segurança nas prisões, e isso viola os direitos dos prisioneiros. ''O Brasil precisa tomar das gangues o controle do seu sistema prisional e garantir a segurança de todos os detentos'', diz.

O artigo publicado na ''Foreign Affairs'' é a análise mais recente em uma onda recente de reportagens publicadas em veículos de comunicação estrangeiros criticando o sistema de prisões do Brasil e tratando os presídios do país como lugar de ''terror''.

O massacre de mais de 50 pessoas dentro de um presídio de Manaus, a primeira da atual série de rebeliões, transformou a questão da violência nos presídios brasileiros no assunto relacionado ao Brasil mais citado no resto do mundo neste início de 2017.

Centenas de reportagens em veículos de todo o mundo denunciam a barbárie registrada em várias prisões –com grande destaque para decapitações– e reforçam no resto do planeta a péssima imagem das prisões e dos direitos humanos no país.

A situação dos presídios brasileiros é destaque frequente no resto do mundo há muitos anos, sempre revelando problemas no respeito aos direitos humanos.

“A punição ainda é vista pela sociedade brasileira como uma forma de vingança”, explicava o site da rede Al Jazeera sobre a barbaridade dessas prisões em dezembro de 2014.

A crítica internacional e a imagem negativa associada às prisões brasileiras mancham a forma como o país é visto no resto do mundo e fazem com que questões de direitos humanos como estas deixem de ser apenas do interesse de grupos ligados à sua defesa. Garantir a integridade de prisioneiros do Estado é algo que é regularmente cobrado de países que querem ter relevância no cenário internacional.

O respeito aos direitos humanos é parte fundamental do funcionamento de um país realmente democrático. ''A forma como uma sociedade cuida de sua população prisional é um bom índice dos seus valores e da sua civilidade. Uma inspeção cotidiana do sistema penal do Brasil revela uma cultura que beira o sadismo'', dizia uma reportagem do jornal ''Los Angeles Times'' em 2014.

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Deu na ‘Folha': Relação de Obama com o Brasil foi definida por desencontros
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Daniel Buarque

Deu na 'Folha': Relação de Obama com o Brasil foi definida por desencontros

Deu na 'Folha': Relação de Obama com o Brasil foi definida por desencontros

Ben Rhodes, o principal assessor de política externa do presidente norte-americano, Barack Obama, lamentou que as relações entre os EUA e o Brasil durante o governo do democrata, que chega ao fim nesta semana, tenham sido definidas pelos desencontros.

Em um último contato com a imprensa antes de a Presidência dos EUA ser passada a Donald Trump, Rhodes falou com a ''Folha de S.Paulo'' sobre a relação diplomática entre os países e a crise gerada em 2013,  pela revelação de que os EUA espionavam a ex-presidente Dilma Rousseff.

''Nunca conseguimos ter o timing certo com o Brasil. Há tantos benefícios naturais em termos cooperação. Quando chegamos [à Casa Branca], nós realmente queríamos dar prioridade a isso. Uma das primeiras conversas que o presidente Obama teve foi com Lula. É uma relação de potencial não realizado em termos do que podemos fazer em comércio e economia, e também na região.''

Segundo ele, as relações com o Brasil, porém, foram as que mais sofreram.

''Começamos a construir uma ampla base de iniciativas para cooperar em áreas como energia e os desafios do desenvolvimento em outros países. Fizemos progresso até que vieram as revelações. Não há outro país no mundo com que nossas relações sofreram mais por causa dessas revelações. Não há dúvida.''

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Pesquisa indica que metade do país quer que Brasil tenha seu próprio Trump
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Daniel Buarque

Pesquisa e Bloomberg indicam que brasileiros querem ter seu próprio Trump

Pesquisa e Bloomberg indicam que brasileiros querem ter seu próprio Trump

O desespero por um líder ''de fora da política'' que ajude o Brasil a se recuperar da longa crise que aflige o país faz com que brasileiros aceitem cada vez mais a ideia de ter uma versão local do que Donald Trump representa nos Estados Unidos, diz uma reportagem publicada no portal da rede de economia Bloomberg, reforçada por dados de uma recém-publicada pesquisa global de opinião.

''O desdenho pela política tradicional vem crescendo há anos no Brasil, como em quase todo o mundo. A economia afundou em sua recessão mais profunda no início de 2015 e ainda não se recuperou. A imensa investigação de corrupção da Lava Jato envolveu poderosos nomes da política, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua sucessora, Dilma Rousseff, sofreu impeachment no ano passado. O atual líder, Michel Temer, está tentando estabilizar as finanças do país implementando medidas de austeridade draconianas em meio a um redemoinho de escândalos de corrupção que derrubou seis dos seus ministros em menos de oito meses. Sua avaliação, sem surpresa, está muito baixa'', resume o texto.

A reportagem diz que em meio a tantos problemas, a população sente necessidade de alguém para ''limpar'' o país.

O texto cita personagens alheios à política que vêm ganhando força, como o prefeito de São Paulo, João Dória, os apresentadores Roberto Justus e Doutor Rey, e até mesmo o deputado Jair Bolsonaro — e lembra que a crise de representatividade não é coisa nova, já que nos anos 1988 o Macaco Tião teve 400 mil votos, e Tiririca foi eleito em 2010.

''Qualquer pessoa com nome conhecido e dinheiro suficientes pode se aproveitar da frustração nacional e ser capaz de competir com políticos tradicionais'', diz.

A reportagem da Bloomberg ganha eco com uma pesquisa global realizada pelo instituto Ipsos. Segundo o levantamento feito em 22 países, a desilusão com a política tradicional e a defesa de líderes fortes, dispostos a falar o que pensam e a romper com as regras —fenômenos que têm sido usados para explicar a vitória de Donald Trump na eleição dos EUA— estão em alta em quase todo o mundo.

Segundo o levantamento ''Is The System Broken?'' (O sistema está quebrado?), quase metade dos entrevistados no mundo (49%) apoia a ascensão de líderes nacionais fortes, dispostos a romper com as regras do jogo em seus países.

O Brasil tem índice de apoio a políticos desse tipo abaixo da média global: 48%. Ainda assim é uma proporção alta. Além disso, 51% da população defende políticos ''falastrões'', que digam o que pensam sem se preocupar com as consequências.

O estudo diz que 72% dos brasileiros acham que o país está em declínio, mas que 80% acreditam que ele vai se recuperar. Diz ainda que 69% dos brasileiros acham que os políticos não se preocupam com a população comum.

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Após zika, febre amarela gera preocupação mundial sobre saúde no Brasil
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Daniel Buarque

Após zika, febre amarela gera alerta internacional sobre saúde no Brasil

Após zika, febre amarela gera alerta internacional sobre saúde no Brasil

Um ano após a imprensa internacional direcionar a atenção a problemas de saúde no Brasil por conta do surto de zika e da sua relação com a microcefalia, o mundo volta a se preocupar com a eclosão de uma outra doença no país: a febre amarela que já deixa o país em alerta.

O surto da doença foi tema na última semana de uma reportagem  do jornal americano ''The New York Times'', que destacou o estado de emergência declarado por Minas Gerais após dez mortes.

Segundo a publicação, alguns registros da doença costumam ocorrer em áreas rurais, mas costumam se controlados. ''Mas se a febre amarela chega a cidades infestadas com mosquitos Aedes aegypti –a mesma espécie que transmite o vírus zika– pode gerar surtos que se espelham tão rapidamente que campanhas de vacinação e equipes de controle de mosquitos não conseguem contê-los'', diz.

A relação do possível surto com o problema do país com o zika foi registrada pelo portal ''Huffington Post''. ''O país ainda está se recuperando do surto de vírus zika, outra doença transmitida por mosquitos que infectou cerca de 214 mil pessoas e resultou no nascimento de 2.366 bebês com síndrome congênita entre 2015 e 2017″, diz.

No início deste ano, a Organização Mundial da Saúde divulgou um comunicado em inglês tratando de 12 supostos casos de febre amarela no Brasil.

''A atual eclosão de febre amarela está ocorrendo em uma área de relativamente pouca cobertura de vacinação, o que pode favorecer a rápida transmissão da doença. A preocupação é que a transmissão se estenda a áreas próximas a Minas Gerais, como os estados do Espírito Santo e da Bahia, que têm ecossistemas favoráveis à transmissão do vírus'', diz.

''Esforços de resposta são mais complicados por que os casos estão acontecendo em contexto concomitante com os surtos de vírus zika, chikungunya e dengue'', complementa.

A OMS não chega a recomendar que as pessoas evitem viajar ao Brasil por conta da doença, mas diz estar monitorando a situação e avaliando os riscos.

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O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) sempre está atento a possíveis casos de febre amarela no Brasil, e lembra casos registrados no país em 2009.

''O Brasil atualmente não exige vacina contra febre amarela para entrada no país. Entretanto, viajantes são fortemente incentivados a se vacinar contra febre amarela antes de viajar para áreas do Brasil onde há risco de transmissão do vírus'', diz o site do CDC.

A instituição americana recomenda a vacina para quase todo o país. A principal exceção são as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Fortaleza.

A notícia sobre risco de febre amarela no país tende a piorar ainda mais a imagem já negativa deixada pelo zika ao longo do ano passado. É verdade que no caso anterior havia o agravante de ser uma doença menos conhecida e que causava o nascimento de bebês com sequelas graves, além do fato de ter pesado fortemente no noticiário em um momento em que o Brasil receberia centenas de milhares turistas durante a Olimpíada. Ainda assim, e mesmo que sejam controlados, os casos de febre amarela tornam mais difícil para o país superar a onda de más notícias que se espalhou sobre o país no resto do mundo desde o fim de 2015.

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Em carta, políticos e acadêmicos britânicos criticam ‘perseguição’ a Lula
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Daniel Buarque

Em carta, políticos e acadêmicos britânicos criticam 'perseguição' a Lula

Em carta, políticos e acadêmicos britânicos criticam 'perseguição' a Lula

Em uma carta aberta publicada pelo jornal britânico ''The Guardian'', um grupo de mais de 20 políticos, intelectuais e ativistas britânicos declararam solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticaram o que chamam de ''julgamento midiático'' do líder do PT.

''Após a derrubada antidemocrática de Dilma Rousseff como presidente do Brasil por um processo ilegítimo, em que 62 senadores invalidaram os votos de 54 milhões de pessoas, houve uma campanha de difamação sem precedentes contra o ex-presidente Lula'', diz a carta.

''Este 'julgamento midiático' é uma tentativa de evitar que Lula participe do processo político'', continua.

Segundo a carta, Lula mantém alta popularidade no país, e é um possível candidato nas próximas eleições presidenciais, o que geraria perseguição a ele.

''Investigadores foram incapazes de achar nenhuma atividade ilegal cometida por ele. Apesar disso, eles o fizeram passar por várias restrições arbitrárias e detenções, levando a uma investigação na ONU sobre possíveis infrações a seus direitos'', continua a carta.

Desde o início do processo de impeachment de Dilma, a sessão de cartas do ''Guardian'' se tornou um importante ponto de divulgação de manifestos públicos de britânicos contra a mudança de governo no Brasil.

Em abril do ano passado, um grupo de 19 pensadores e artistas com atuação fora do país escreveu no jornal que o processo para retirar Dilma da Presidência não era democrático. ''Estamos extremamente preocupados com os contínuos esforços de partes da direita do Brasil para desestabilizar –- e por fim retirar do poder-– o governo eleito e constitucional'', dizia o texto, acusando o processo de ser um golpe de Estado.

Em maio, um grupo de 20 parlamentares britânicos condenou o impeachment em uma outra carta no jornal. Segundo os políticos, o processo era um insulto à democracia do país. ''Condenamos a suspensão da presidente Dilma Rousseff no Brasil. É errado que alguns parlamentares pisoteiem a vontade política expressada nas urnas por 54 milhões de brasileiros'', dizia.

O espaço serviu também para que o governo de Michel Temer respondesse às acusações de golpismo. Um dia após as críticas, o embaixador brasileiro em Londres, Eduardo dos Santos, publicou uma carta no mesmo jornal reagindo à acusação de parlamentares britânicos. Segundo o embaixador, a democracia brasileira ''está viva e bem''.

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Resiliência e tolerância são as marcas do brasileiro, diz diplomata inglês
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Daniel Buarque

Resiliência e tolerância são as marcas do brasileiro, diz ex-embaixador britânico

Resiliência e tolerância são as marcas do brasileiro, diz ex-embaixador britânico

Resiliência e tolerância são duas das características mais marcantes dos brasileiros, segundo o diplomata britânico Alex Ellis, que acaba de deixar o posto de embaixador no Brasil.

''A capacidade de resolver problemas, de absolver dificuldades. São um povo muito tolerante. Isso tem o lado bom e o lado ruim. O lado ruim é que as pessoas às vezes toleram coisas que não deveriam ser toleradas'', explicou Ellis em entrevista à BBC sobre o período em que atuou em Brasília.

O diplomata avaliou o período conturbado do país, que acompanhou de forma intensa enquanto atuava no Brasil, incluindo a realização de uma Copa e de uma Olimpíada, bem como as crises econômicas e políticas, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

''Como embaixador, não cabe a mim dizer se (o impeachment) é uma coisa boa ou ruim. Aconteceu. Mas o processo de turbulência que termina na mudança de um líder é muito mais extenso no Brasil'', disse.

Falou ainda sobre questões que considera marcantes, como as instituições nacionais, a burocracia, a corrupção e a luta contra ela.

''A Lava Jato está tendo consequências profundas e é um ataque contra a impunidade no Brasil. Eu entendo isso como uma coisa boa para o país, e vejo que é algo que os brasileiros apreciam. A grande questão é como vai terminar. Porque até certo ponto é um ataque ao próprio sistema de organização política.''

Antes de assumir o posto de embaixador no Brasil, Ellis fez um curso sobre o país no Instituto Brasil do King's College London, com o professor Anthony Pereira, diretor do departamento. No Brasil, ele continuou estudando questões da cultura local, e escreveu com frequência sobre suas impressões sobre o país.

''Vejo hoje um país muito mais sofisticado, aberto, inovador e que está se internacionalizando rapidamente. Você olha para os últimos 20 anos e vê que o país avançou muito''

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Deu na ‘Folha': Brasil é líder em ranking americano de corrupção global
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Daniel Buarque

Deu na 'Folha': Brasil é líder em ranking americano de corrupção

Deu na 'Folha': Brasil é líder em ranking americano de corrupção

Reportagem publicada na ''Folha de S.Paulo'' diz que o Brasil é o primeiro lugar em um ranking americano sobre países onde empresas pagam propinas para fechar negócios.

''O Brasil é mencionado 19 vezes como o país em que empresas que operam globalmente pagaram propina no ranking divulgado nesta quinta (12). A China, segunda colocada na tabela, aparece com 17 menções, enquanto o Iraque está em terceiro lugar, com oito citações'', diz. Desde 2015, complementa, o número de menções ao Brasil praticamente dobrou, de 10 para 19.

Segundo o jornal, a lista é elaborada por um site especializado em atos de corrupção no exterior, e usa dados de investigações do Departamento de Justiça e do órgão que regula o mercado de capitais nos EUA.

Há tempos o Brasil desponta no noticiário internacional por conta de escândalos de corrupção no país, mas os casos costumavam estar relacionados apenas à política e à economia domésticas – e o Brasil acabava não sendo o pior entre os países onde há corrupção no mundo.

Nos últimos anos, entretanto, com a ampliação da investigação da Operação Lava Jato e a revelação de envolvimento de empresas brasileiras em ações de corrupção no exterior, o país começa a ser visto como um problema além das suas fronteiras.

Em um artigo publicado nesta semana, o professor de relações internacionais da FGV e membro não residente do Instituto Global de Política Pública (GPPi), em Berlim, Oliver Stuenkel, avalia que as revelações de corrupção sistêmica da Odebrecht são um desastre para a diplomacia brasileira e afetam a reputação internacional do país.

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