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Imprensa estrangeira critica abertura de reserva da Amazônia à mineração
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Daniel Buarque

Imprensa estrangeira critica abertura de reserva da Amazônia à mineração

A decisão do presidente Michel Temer de extinguir uma área de reserva na Amazônia para ampliar a mineração foi fortemente criticada pela imprensa internacional.

O jornal britânico “The Guardian” chamou a decisão de “maior ataque” à Amazônia em 50 anos, ecoando críticos ouvidos pela publicação no país.

Segundo especialistas, diz o jornal, a decisão vai “causar estragos à floresta e a comunidades indígenas para defender interesses de um pequeno grupo de empresas poderosas que estão mantendo Temer no poder”.

Para a ONG WWF, “além da exploração demográfica, desmatamento, perda de biodiversidade e recursos hídricos, isso pode levar à intensificação de conflitos por terra e ameaças a povos indígenas”.

A rede árabe Al Jazeera, tradicionalmente crítica ao governo Temer, disse que o Brasil está tentando estimular a atividade econômica com a decisão, o que está sendo alvo de protestos.

A reportagem ouve especialistas que se dizem preocupados com a decisão e ressaltam que “a Amazônia é crucial para o clima global”.

O “National Post”, do Canadá, chamou a decisão de tentar sair da recessão pela abertura à mineração de “catástrofe”.

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Temer é o foco da imprensa internacional em notícia sobre prisão de Geddel
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Daniel Buarque

Temer é o foco da imprensa internacional em notícia sobre prisão de Geddel

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso por suspeita de atrapalhar investigações sobre corrupção, mas o nome mais citado na imprensa internacional como epicentro do impacto da prisão é o do presidente Michel Temer.

Para o resto do mundo, a notícia mais importante é a de ação da Justiça contra “mais um” aliado de um governo já sob pressão, e que fica em situação ainda mais difícil.

As reportagens publicadas no site em inglês da rede árabe Al Jazeera, no da agência de economia Bloomberg e da TV americana ABC, por exemplo, só citam no nome de Geddel no segundo parágrafo do texto. No primeiro, dizem que a polícia prendeu um “aliado próximo” do presidente, o que “aumenta a pressão sobre Temer”.

Geddel, a Al Jazeera explica em seguida, “tentava bloquear delações que poderiam afundar ainda mais o governo mergulhado em escândalos”.

A Bloomberg ressalta ainda que Geddel deixou o governo no ano passado após acusações diferentes das atuais. “O mais recente escândalo pode aumentar o custo de o Congresso apoiar o governo Temer”, avalia.

O jornal francês “Le Monde” noticiou a prisão de quem chamou de “homem de confiança de Temer” e disse que poucos dias depois de Geddel ironizar delações, agora ele mesmo pode se beneficiar disso para sair da cadeia. A prisão suja ainda mais a imagem de um governo já cheio de problemas, diz.

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Violência volta a manchar a imagem do Brasil na imprensa estrangeira
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Daniel Buarque

Violência volta a manchar a imagem do Brasil na imprensa estrangeira

O título de uma reportagem publicada pela revista americana “Newsweek” dificilmente poderia ser mais direto na associação da violência ao Brasil: “Moradores de favelas do Rio estão cansados de ver seus vizinhos serem mortos”. No site da rede árabe Al Jazeera o tom de um texto sobre o Brasil é parecido: “Moradores de favelas do Rio protestam contra assassinatos”.

Notícias sobre diferentes casos de violência no Brasil são constantes na mídia estrangeira. Nos últimos dias a imprensa internacional voltou seus olhos para as manifestações contra mortes recentes na capital fluminense no fim de semana, e voltou a estampar no mundo a forte imagem da criminalidade e da violência que já é cotidianamente associada ao Brasil.

Segundo a revista americana, as crises política e econômica, bem como os escândalos de corrupção,praticamente destruíram os progressos limitados que haviam sido alcançados em comunidades pobres nas últimas décadas.

“Com as taxas de desemprego atingindo novos recorde, as gangues de traficantes retornaram às favelas. Quando a policia ataca os bairros e os tiroteios acontecem, os moradores frequentemente se tornam vítimas da violência”, explica.

A reportagem da Al Jazeera diz que tiroteios acontecem diariamente, e pessoas inocentes acabam vítimas de operações policiais de estilo militar.

“Traficantes controlam grande parte das favelas, que muitas vezes são formadas por becos e casas pequenas em encostas íngremes que são difíceis de acessar. A polícia monta periodicamente incursões e, quando ocorrem os tiroteios, as balas perdidas dos fuzis atravessam áreas densamente povoadas”, explica.

Em um artigo publicado em inglês no site “The Conversation”, o pesquisador Renato Sérgio de Lima, da FGV, argumentou que por mais que o país esteja mergulhado em escândalos de corrupção e instabilidade política, a violência, registrada no altíssimo índice de homicídios, constitui o maior problema real do Brasil.

Sem tratar exatamente do impacto na imagem, ele explica que a criminalidade deixa a população paralizada e gera um aumento no flerte com o autoritarismo em um “processo corrosivo”.

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Imprensa internacional noticia o fim da emergência por zika no Brasil
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Daniel Buarque

Depois de monopolizar o noticiário sobre o Brasil no exterior por meses, e de continuar presente no imaginário internacional por mais de um ano, o surto de zika e microcefalia registrado no país chegou ao fim, o que foi registrado na imprensa estrangeira.

O principal destaque foi dado pela agência de notícias Associated Press, que teve reportagem publicada em sites como o da rede árabe Al Jazeera, um dos principais veículos de fora do Brasil no acompanhamento desta crise de saúde.

“O Brasil declarou o fim da emergência de saúde do vírus zika, 18 meses após um surto em casos de atraíram as manchetes do mundo”, diz o texto.

A reportagem ressalta que por muito tempo organismos de saúde em outros países, como os EUA, fizeram ressalvas sobre a viagem de grávidas ao Brasil, e explica que o destaque internacional se deu especialmente por conta dos holofotes que se voltavam ao país por causa da Olimpíada no Rio de Janeiro.

“O susto de saúde veio bem quando o Brasil, epicentro da epidemia, estava se preparando para sediar a Olimpíada, aumentando as preocupações de que os Jogos podiam ajudar a espalhar o vírus”, explica.

Apesar do anúncio sobre o fim do surto, a Al Jazeera alerta que a Organização Mundial de saúde diz que o zika não foi totalmente embora, mesmo que o número de casos tenha diminuído.

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Para analistas estrangeiros, Brasil se tornou o país da corrupção sem fim
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Daniel Buarque

Para analistas estrangeiros, Brasil se tornou o país da corrupção sem fim

As mais recentes revelações sobre a corrupção na Odebrecht e a lista de Fachin geraram no resto do mundo a impressão de que o Brasil se consolidou de vez como o país da corrupção sem fim. O caráter interminável dos escândalos que se sucedem na política brasileira foi destacado por vários analistas nas avaliações publicadas na mídia do resto do mundo nos últimos dias.

A expressão “interminável” apareceu no título de um artigo do pesquisador Brian Winter na prestigiosa revista de diplomacia “Foreign Affairs”, por exemplo. Segundo Winter, o país está mergulhado em um “mar de lama” de forma rotineira desde os anos 1950, quando Vargas se suicidou.

Vice-presidente da Americas Society/Council of the Americas, e editor-chefe da revista “Americas Quarterly”, Winter foi correspondente internacional no Brasil, no México e na Argentina por dez anos e escreveu vários livros sobre a região. Ao avaliar a questão da corrupção do Brasil, ele cita problemas registrados nos anos 1960, escândalos durante o governo militar, as revelações que derrubaram Collor nos anos 1990 e vários outros casos até a queda de Dilma Rousseff, no ano passado, e as denúncias mais recentes na Lava Jato.

“Com a irritação pública em alta e a economia ainda estagnada, a democracia brasileira está em seu ponto mais vulnerável desde a volta dos governos civis três décadas atrás, e corre o risco de cair em uma disfunção de longo prazo ou no ‘autoritarismo suave’ que atualmente varre o mundo”, diz Winter.

Esta preocupação estava presente em avaliação da política brasileira no fim do ano passado. Em entrevista a este blog Brasilianismo, Winter disse que a atual crise criava um cenário parecido com o que deu espaço para a ascensão do populismo autoritário de Donald Trump nos EUA.

Apesar de a corrupção ser um problema global, e de ele não acreditar que seja um problema maior no Brasil, Winter explica que o país é recordista em fracassos de governos por conta de escândalos de corrupção. Ainda assim, “nas últimas décadas, a corrupção sistêmica do Brasil se tornou mais insustentável”, diz.

A única forma de conter a crise e reverter esta situação, segundo ele, é a transparência total do setor público. “Apenas se renunciarem a seus privilégios especiais e se comprometerem com uma reforma real, os políticos brasileiros serão capazes de reconquistar a confiança da população”, diz.

A interpretação dá continuidade à leitura sobre o caráter “disfuncional” da política brasileira, na avaliação de estrangeiros. Esta incapacidade de funcionar se tornou um dos símbolos do país para analistas do resto do mundo desde o processo de impeachment de Dilma, indicando que o problema não está necessariamente ligado a um partido ou político, mas a todo o sistema que rege o país.

Apesar de Winter fazer a análise internacional mais completa sobre este cenário atual da política brasileira, ele não é o único ao ver o escândalo como parte de uma tendência sem fim de corrupção. A expressão “interminável”, usada para se referir à corrupção brasileira deu título também a uma reportagem do jornal de economia “The Wall Street Journal”.

Um vídeo publicado pela página hispânica da rede alemão Deutsche Welle tem um tom parecido e compara o país a “um pântano de corrupção”.

Pablo Kummetz, economista da DW, diz que “o sistema político brasileiro está corrompido até a medula”. Segundo ele, o lado positivo é que o atual escândalo poe dar fim à conivência entre as empreiteiras e o Estado.

Para a rede canadense CBC, apesar de não ser uma novidade tão grande em meio às dezenas de denúncias recentes, o escândalo da última semana pode ser interpretado como uma ameaça à estabilidade política do país. “O presente e a esperança futura da política brasileira foram manchados”, diz.

Já a rede árabe Al Jazeera, em seu site em inglês, destacou as possíveis ramificações regionais do escândalo, indicando que a Lava Jato está criando preocupação em toda a América Latina. “A investigação chacoalhou o establishment político da região”, diz.

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Al Jazeera divulga documentário sobre trabalho escravo em São Paulo
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Daniel Buarque

Al Jazeera exibe documentário sobre trabalho escravo em São Paulo

Al Jazeera exibe documentário sobre trabalho escravo em São Paulo

A rede de TV árabe Al Jazeera publicou em seu site um documentário sobre a situação de trabalhadores em situação análoga à escravidão em São Paulo. O filme mostra como a indústria de roupas na “capital da moda na América Latina” explora de forma irregular e ilegal o trabalho de imigrantes na cidade.

Narrado em inglês, o documentário foi produzido pela jornalista brasileira Ana Aranha e pelo cineasta Lali Houghton, e foi exibido como um episódio da série “Latin America Investigates”.

“As roupas produzidas aqui (no Brás) chegam a vendedores em todo o país, alimentando um imenso mercado consumidor, o quinto maior do mundo, com preços muito competitivos. E ainda assim manter os preços baixos vem com um custo humano, onde as linhas entre terceirização e condições de trabalho degradantes se misturam”, diz o texto assinado por Houghton no site da Al Jazeera.

Os produtores do documentário acompanharam uma equipe do Ministério do Trabalho em fiscalizações em oficinas que produzem roupas usando o trabalho explorado de forma irregular. Imagens mostram a situação degradante em que vivem e trabalham os imigrantes que produzem essas roupas.

Além disso, uma jornalista boliviana se infiltrou em uma dessas fábricas clandestinas e conseguiu filmar a situação de trabalho no lugar que serve como moradia e oficina. Segundo ela, além da jornada exaustiva, há pressão constante pelo trabalho, ausência de tempo livre e grande dificuldade mesmo para dormir no mesmo ambiente de trabalho.

O vídeo explica que há um debate sobre a própria definição de trabalho escravo no país, e as empresas tentam mudar a classificação para ser associada apenas a situações em que os trabalhadores são mantidos em cativeiro.

Um dos fiscais diz no documentário que a situação nem sempre inclui violência física, mas muita violência simbólica, como o trabalho sem registro, medo, proibição de deixar do local de trabalho por conta de dívidas.

Segundo o documentário, estima-se que haja 12 mil fábricas clandestinas que exploram trabalho análogo à escravidão em São Paulo — e o ciclo está tão inserido no modo de produção e venda de roupas que muitos dos trabalhadores que encaram a situação análoga à escravidão abrem suas próprias oficinas quando conseguem deixar seus empregadores.

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Deu na ‘Al Jazera’: Austeridade e Pec do Teto são desastre para os pobres
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Daniel Buarque

Deu na 'Al Jazera': Austeridade e Pec do Teto são desastre para os pobres

Deu na ‘Al Jazera’: Austeridade e Pec do Teto são desastre para os pobres

Uma reportagem da rede árabe de notícias ‘Al Jazeera’ critica a Proposta de Emenda à Constituição 55, conhecida como PEC do Teto, que congela gastos federais pelos próximos 20 anos. Segundo o texto, a medida é “um desastre para os pobres”.

“A tentativa do governo de tirar o país da sua pior recessão em dácadas com uma medida drástica de austeridade tem sido atacada por críticos — incluindo um relatório especial da ONU — como um desastre para os pobres”, diz.

Segundo a reportagem, o cenário é trágico para populações que dependem de programas sociais e de sistemas públicos de educação e saúde. Ela critica ainda a forma como a PEC foi aprovada, sem um debate público amplo.

O texto também dá voz a economistas que defendem a medida, entretanto, indicando que é fundamental para evitar o crescimento exagerado da dívida pública.

“A emenda vem em um ponto de crise para o governo brasileiro de seis meses, que já era impopular, marcado por escândalos e, não tendo sido eleito, considerado ilegítimo por muitos por ter chegado ao poder pelo processo de impeachment chamado de golpe parlamentar pela ex-presidente Dilma Rousseff e seu Partido dos Trabalhadores, de esquerda.”

A PEC do Teto tem recebido atenção da mídia internacional nas últimas semanas. Segundo o site americano de jornalismo “Vox”, a medida que restringe as despesas à inflação do ano anterior é o programa de austeridade mais severo do mundo.

A “Al Jazeera” tem uma linha editorial mais ligada à esquerda e assumiu postura crítica ao impeachment de Dilma e às propostas do governo Temer. Segundo uma reportagem publicada após o afastamento da ex-presidente dizia que Temer levava o Brasil a viver um “carnaval neoliberal”.

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Brasil vive disputa política por seu futuro, diz artigo na ‘Al Jazeera’
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Daniel Buarque

Brasil vive disputa política por seu futuro, diz artigo na 'Al Jazeera'

Brasil vive disputa política por seu futuro, diz artigo na ‘Al Jazeera’

Duas gerações se enfrentam politicamente em uma disputa pelo futuro do país, diz um artigo publicado no site da rede árabe de notícias “Al Jazeera”.

Segundo a publicação, os jovens brasileiros estão liderando a resistência a mudanças em leis que podem reverter os ganhos sociais e proteger as elites do país.

“De um lado, uma nova geração que cresceu com melhor expectitaiva e horizonte mais amplo do que seus pais, e para quem a perspectiva até recentemente era de melhora; do outro, aqueles que não aceitaram perder privilégios enquanto os outros ganhavam direitos. Futuro contra passado, em resumo”, diz o texto assinado por Rodrigo Nunes, professor de filosofia da PUC-Rio.

Com tom fortemente crítico às propostas do governo Temer, o texto analisa as mudanças políticas pelas quais o Brasil vem passando neste ano, com o impeachment de Dilma Rousseff, o início do governo de Michel Temer e o resultado negativo para a esquerda nas eleições municipais.

“Se alguém pode falar em golpe no Brasil, não foi contra Dilma, mas contra a sociedade brasileira, contra tendências favoráveis à maior igualdade e prestação de contas que, aos poucos, mas com certeza, emergiram nas últimas décadas”, diz.

A “Al Jazeera” assumiu postura crítica a todo o processo de impeachment no Brasil, e às propostas do novo governo.

Em um artigo publicado após a votação para afastar Dilma, o canal dizia que o Brasil passava a viver um “carnaval neoliberal”, dizia. ”Este não é um golpe contra Dilma, mas contra a própria democracia”, argumentava.

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Impeachment faz Brasil viver carnaval neoliberal, diz Al Jazeera
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Daniel Buarque

Impeachment faz Brasil viver carnaval neoliberal, diz Al Jazeera

Impeachment faz Brasil viver carnaval neoliberal, diz Al Jazeera

O afastamento da presidende Dilma Rousseff e o início do governo de Michel Temer como presidente interino fazem o Brasil viver um “carnaval neoliberal”, segundo uma reportagem publicada no site em inglês da rede de TV árabe Al Jazeera.

“As tentativas de Dilma de esconder temporariamente o déficit do orçamento ofereceram um pretexto útil para os que queriam retirar o país das mãos da esquerda e condená-lo a um caminho de neoliberalismo sem constrangimentos”, diz um artigo assinado por Belen Fernandez, autora de um livro sobre o economista Thomas Friedman.

Segundo Fernandez, a reação do mercado e de parte da imprensa internacional mostra que o interesse excessivo por questões econômicas e por uma tentativa de tirar o país da crise tratam a democracia como algo “sobrevalorizado”.

Ela compara a situação do Brasil com o golpe de Estado em Honduras, em 2009, e a derrubada do presidente paraguaio Fernando Lugo, que também chegou a ser descrito como golpe, o que gerou controvérsias.

No caso do Brasil, o artigo da Al Jazeera destaca ainda o fato de que o governo interino montou um ministério conservador e sem mulheres, e diminuiu o espaço dadoa a políticas de proteção a minorias.

“Este não é um golpe contra Dilma, mas contra a própria democracia”, diz.

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‘Al Jazeera’: Brasil só não é mais perigoso para jornalistas do que guerras
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Daniel Buarque

'Al Jazeera': Brasil só não é mais perigoso para jornalistas de que zonas de guerra

‘Al Jazeera’: Brasil só não é mais perigoso para jornalistas de que zonas de guerra

À exceção de países que vivem guerras, o Brasil é um dos países mais perigosos para jornalistas atuarem, segundo uma longa reportagem especial publicada pelo site em inglês da rede árabe de comunicação “Al Jazeera”.

“O Brasil é um dos países com mais mortes de jornalistas que atuam fora de zonas de guerra”, diz.

A reportagem faz um levantamento de crimes contra repórteres por todo o país, e conta histórias de jornalistas ameaçados e mortos, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

“O Brasil está passando por uma onda sem precedentes de assassinatos de jornalistas, com pelo menos 17 mortes causadas por reportagens desde 2011”, diz a reportagem. “É o mesmo número de mortes registradas no país ao longo de 19 anos até então.”

O risco para quem trabalha com notícias no país não chega a ser novidade, o texto explica. “Jornalistas aqui há muito vivem com medo de serem ameaçados, processados, espancados, exilados ou assassinados. Mas, nos últimos anos, surgiu um novo grupo de jornalistas que trabalham sozinhos, atuando pela internet. Sem apoio institucional e muitas vezes trabalhando como únicos repórteres em suas cidades, eles são especialmente vulneráveis ao aumento da violência no país que registra quase 60 mil homicídios por ano.”

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