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Brasileiros deveriam ter orgulho de combate à corrupção, diz think tank
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Daniel Buarque

Brasileiros deveriam ter orgulho de combate à corrupção, diz think tank dos EUA

Por mais que a situação atual do Brasil, com crises na política e na economia, deem poucos motivos para alegria, “os brasileiros deveriam ter orgulho da forma como o seu sistema legal está lutando contra a corrupção”.

A análise foi publicada pelo instituto Cato, um think tank americano especializado em questões políticas internacionais.

Segundo o artigo publicado no site do grupo, as reformas constitucionais e de política implementadas nas últimas duas décadas no sistema Judiciário “são um exemplo para outros países”, diz. A referência é à autonomia da Polícia Federal e de procuradores, além da autorização para delação premiada.

“Se você falar sobre corrupção e abuso de poder com pessoas de quase todos os países latino-americanos, é muito provável que eles expressem admiração –e um alto grau de inveja– sobre a imagem de políticos poderosos e empresários sendo levados à Justiça no Brasil”, diz.

O Cato admite que a classe política está lutando para evitar ser julgada pela corrupção, mas diz que “as instituições mudaram” no país.

“Os brasileiros demonstram ter menos tolerância em relação à corrupção e o abuso de poder”, diz.

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Para think tank dos EUA, sobrevivência de Temer depende de alívio econômico
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Daniel Buarque

Apesar de o presidente Michel Temer ter mostrado ainda ter força política ao evitar investigações contra ele sobre corrupção, o governante está enfraquecido, segundo uma análise publicada pelo think tank norte-americano Council on Hemispheric Affairs.

Segundo um artigo assinado pela pesquisadora Madeline Asta, se Temer tentar aprovar reformas que retirem acesso da população a serviços como educação e saúde, a reação pública pode ameaçar sua legitimidade e a sensação de recuperação econômica promovida pelo seu governo.

“Enquanto Temer enfrenta acusações de corrupção, ele só consegue manter seu poder político pela promessa de alívio econômico. Apesar de o Congresso recentemente ter votado para proteger Temer das investigações de corrupção, se suas políticas mostrarem sinais de enfraquecimento, seus aliados congressistas vão provavelmente abandoná-lo quando novas acusações aparecerem”, diz o texto.

“Para realmente melhorar a atual estrutura social, política e econômica, o Brasil precisa de uma reforma tributária progressista e do fim da corrupção; além disso, qualquer reforma também precisa ser acompanhada de medidas efetivas de controle de gastos públicos e não pode ser obscurecida por manobras políticas”, defende.

O tom crítico ao governo Temer é natural para o Coha, que recentemente publicou um artigo alegando que o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão ao poder de Temer criaram uma situação análoga a um “Estado de exceção” semelhante ao que governou o Brasil a partir de 1964.

Desde o início do processo de impeachment, a maioria dos textos publicados pelo think tank com sede em Washington DC. e fundado em 1975, tinham um tom crítico à saída dela do poder.

Apesar de a postura política de esquerda não ser declarada ou oficial pelo instituto, que diz defender apenas a democracia e condenar regimes autoritários, o Coha na prática faz um contraponto aos think tanks americanos mais populares, como o Instituto Brookings e o Council on Foreign Relation.

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Para ‘think tank de Trump’, corrupção no Brasil começa no topo da política
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Daniel Buarque

Para o ‘think tank de Trump’, a corrupção no Brasil começa no topo político

Para o centro de estudos americano que costuma ser considerado uma referência para a forma de pensar do presidente Donald Trump, a corrupção toma conta do Brasil, e vem de cima para baixo.

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção é apenas um símbolo do grave problema que o Brasil enfrenta por conta da generalização deste tipo de crime em sua política, segundo uma análise da Heritage Foundation.

A opinião foi publicada pelo “Daily Signal”, site do “think tank de Trump”. “A corrupção no Brasil começa no topo”, diz.

“Os crimes pelos quais Lula foi considerado culpado certamente são significantes. Mais importante, entratento, é que eles ilustram como as elites públicas e privadas do Brasil têm se comportado –muito mal”, diz um texto assinado pelos pesquisadores James M. Roberts e Charles Busch.

Em meio a dezenas de análises críticas sobre a corrupção no Brasil, a avaliação da fundação Heritage pode parecer não ter nada de muito novo. Sua importância fica mais clara por conta da ligação deste think tank com o governo Trump. Segundo a rede de TV CNN, a Heritage pode ser considerada uma das principais referências sobre as ideias em torno do atual governo americano –por mais que o relacionamento tenha passado por turbulências recentemente. “O think tank conservador tem velhas raízes em Washington e está se tornando uma das maiores influências no governo Trump”, diz.

Mais preocupada com política interna, a Heritage não costuma publicar muitos textos sobre questões entre EUA e Brasil, mas fez esta análise recente sobre corrupção. Segundo ela, o problema atinge todo o sistema político do país.

“A troca de favores e a corrupção afetaram todos os partidos políticos no Brasil. Michel Temer, que assumiu a Presidência após a remoção de Rousseff, também foi manchado por alegações de corrupção”, diz.

A falta de confiança nas leis brasileiras faz com que o país perca pontos no Índice de Liberdade Econômica, calculado pela Heritage. Segundo a fundação, o Brasil tem caído nesta avaliação, e deixou de ser “majoritariamente livre” para uma situação de “majoritariamente sem liberdade”.

“Até agora, os únicos heróis a surgirem neste longo drama brasileiro são os procuradores e juízes. (…) Vai ser preciso haver mais gente como [o juíz Sérgio] Moro, com uma defesa firme de princípios”, para mudar isso, diz.

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Instabilidade do Brasil vai muito além do impeachment, dizem pesquisadoras
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Daniel Buarque

Instabilidade do Brasil vai muito além do impeachment, dizem pesquisadoras

Instabilidade do Brasil vai muito além do impeachment, dizem pesquisadoras

Dias depois da maior manifestação pública contra o governo de Dilma Rousseff, enquanto o mercado internacional já trabalha com a ideia de mudança de governo e agências de avaliação de risco político indicam que a presidente Dilma Rousseff não deve ficar mais de que dois meses no poder, pesquisadores estrangeiros começam a analisar, preocupados, o que vai acontecer com o Brasil no futuro. Segundo uma análise publicada pelo think tank Council on Hemispheric Affairs (Coha), o impeachment está longe de resolver a crise política, e a instabilidade vai muito além da saída de Dilma.

“O Brasil está entrando em um período sem precedentes, extremamente polarizado com elevada tensão política”, diz o texto assinado pelas pesquisadoras Esther Fuentes e Rachael Hilderbrand, do Coha. “Enquanto o ciclo de corrupção do Brasil continua, as demandas públicas podem mudar, mas é incerto quem irá liderar a nação, ou que opções para a mudança existem”.

Segundo elas, a situação atual do Brasil é ainda mais preocupante, tendo em conta o que aconteceria no dia após Dilma ser finalmente retirada do poder. “Considerando que os políticos da oposição foram rejeitados pelo público nas manifestações de domingo, é evidente que a instabilidade política do Brasil vai muito além desse processo de impeachment”, dizem.

“Quem, aos olhos dos brasileiros tem legitimidade suficiente para liderar o país e retirá-lo das crises política e econômica? Se ocorrer o impeachment, pode não haver um líder político para governar o Brasil no lugar de Dilma”, questionam.

O texto do Coha explica que, pela legislação brasileira, a retirada de Dilma do poder coloca o vice-presidente, Michel Temer, em seu lugar, mas que ainda há o risco de Temer ser retirado por conta do julgamento da campanha de 2014. Nesse caso, em seguida na linha de sucessão estaria o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que seria responsável por convocar novas eleições. No entanto, Cunha também é acusado na Operação Lava Jato. Se ele for processado e não puder suceder o presidente, o quarto na linha seria o presidente do Senado, Renan Calheiros, que também foi mencionado em delação premiada.

“Uma presidente supostamente corrupta pode ser cassada, as investigações sobre um ex-presidente e vários senadores proeminentes e funcionários públicos continuam, e até aqueles que continuam a oferecer alguma liderança política também são acusados ​​de corrupção”, dizem, indicando um futuro de muitas incertezas para o país.

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Analistas estrangeiros veem clima de tensão e riscos à democracia no Brasil
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Daniel Buarque

Analistas estrangeiros veem clima de tensão e riscos à democracia no Brasil

Analistas estrangeiros veem clima de tensão e riscos à democracia no Brasil

A chamada da reportagem do jornal espanhol “El País” logo na sexta-feira, dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado a depor pela Polícia Federal, já resumia o que diriam os pesquisadores internacionais ao analisar a atual situação do país: “O ‘caso Lula’ põe à prova a democracia brasileira”.

“Voltou a ressoar o fantasma do golpe”, ressalta a publicação espanholsa, indicando que desta vez a “ameaça” não vem dos quartéis, mas das operações policiais e judiciais e pela pressão de conservadores que apostam na queda do governo. “O Brasil vive um momento histórico delicado, precisa mais de bombeiros de que de incendiários, e deve prevalecer a responsabilidade de todos”, complementa.

O argumento publicado no calor dos acontecimentos pelo jornal espanhol se fortaleceu na análise mais cuidadosa de dois importantes centros de estudo nos Estados Unidos. Artigos publicados pelos “think tanks” Brookings e Council on Hemispheric Affairs (Coha) também demonstram preocupação com a saúde da democracia brasileira.

Segundo o Coha, o país está enfrentando um momento complicado na sua relação historicamente problemática com a corrupção, o que leva a uma escalada de problemas sociais e riscos.

“A crescente tensão política em torno dos escândalos de corrupção vão aumentar a pressão sobre a atual presidente Dilma Rousseff, que também enfrenta acusações por envolvimento no escândalo da Petrobras e pode sofrer impeachment. O Escândalo da Petrobras penetrou o sistema político brasileiro e representa uma ameaça à democracia do país”, avalia.

O artigo publicado pelo Instituto Brookings tem uma abordagem mais ampla, e foca não apenas na atual crise brasileira e nas notícias recentes envolvendo o ex-presidente Lula, mas na onda de transformações pelas quais têm passado vários países da América Latina nos últimos meses.

O Brookings parte de dados publicados recentemente no Índice de Democracia do Economist Intelligence Unit, que indica que a democracia está em risco em todo o continente. Segundo o estudo as crises, a instabilidade e o risco de impeachment são alguns dos pontos que fazem com que a democracia brasileira seja vista como “flawed”, com falhas.

A análise do “think tank” ressalta que os brasileiros têm participado de grandes protestos desde 2013, e que, apesar da insatisfação popular com a política, o país não tem mudado. “Sua principal demanda, por melhores condições de vida, continuam não sendo respondidas no Brasil enquanto uma crise fiscal continua”, explica.

Leia também: Recessão e impeachment derrubam Brasil em ranking mundial de democracias

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Brasil é um dos 5 países que vão definir o futuro da democracia, diz livro
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Daniel Buarque

Brasil é um dos 5 países que vão definir o futuro da democracia, diz livro

Brasil é um dos 5 países que vão definir o futuro da democracia, diz livro

Enquanto alguns dos principais centros de pesquisa política do mundo avaliam que o momento atual é de recessão global em termos de democracia, direitos humanos e estado de direito, um novo livro lançado nos Estados Unidos defende que cinco países, incluindo o Brasil, vão decidir o futuro da democracia no mundo.

“Cinco potência emergentes de todos os cantos do planeta – Índia, Brasil, África do Sul, Turquia e Indonésia – vão determinar se e como a democracia global e os direitos humanos desenvolvidos nos últimos 70 anos vão sobreviver”, diz o autor do livro, Ted Piccone, em artigo sobre a obra publicado no site do think tank norte-americano Brookings.

Piccone é um pesquisador senior do Brookings, especialista em ordem global e política internacional. Ele escreveu o livro recém-publicado “Five Rising Democracies and the Fate of the International Liberal Order” (Cinco democracias emergentes e o destino da ordem liberal internacional). No artigo publicado nesta semana, ele resume algumas das ideias contidas na obra.

“Estes cinco países representam 25% da população do mundo e fizeram um imenso progresso desde suas transições históricas rumo a liberalização política e econômica. Mas eles têm caminhos irregulares quando se trata de validação e aplicação de normas fundamentais para além das suas fronteiras”, explica.

Segundo o pesquisador, o Brasil e a África do Sul estão vivendo um momento difícil, em que problemas econômicos limitam a ambição dos países em relação a seu potencial internacional. Ainda assim, esses países emergentes precisam deixar de se preocupar apenas com problemas internos de desenvolvimento, e se envolver em relações mais firmes com outras democracias do mundo para poder fortalecer os valores e práticas democráticas em todo o planeta.

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Na UTI, economia brasileira deveria pedir ajuda ao FMI, diz think tank
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Daniel Buarque

Na UTI, economia brasileira deveria pedir ajuda ao FMI, diz think tank

Na UTI, economia brasileira deveria pedir ajuda ao FMI, diz think tank

Enquanto o Brasil vê sua nota de crédito internacional ser rebaixada pela segunda vez, agora pela agência Fitch, um artigo publicado pelo think tank norte-americano Brookings defende uma opção incômoda e que não traz boas lembranças, mas que poderia ser vista como uma opção para ajudar a recuperar a economia e fazer o país sair da UTI: “Pode ter um gosto amargo, mas só o FMI pode oferecer o remédio de que o Brasil precisa”, diz.

O artigo é assinado por Monica de Bolle e Ernesto Talvi e explica que o Brasil precisa de forças para retomar um papel importante no cenário da economia global, e que não tem muitas alternativas para isso. “Se o Brasil quiser reconquistar sua credibilidade rapidamente, vai precisar do apoio da comunidade internacional. O Brasil não tem um equivalente institucional ao Banco Central Europeu para fazer ‘o que for preciso’ para manter o acesso ao crédito com taxas de juros razoáveis enquanto busca fazer ajustes fiscais e estruturais. O mais perto que o Brasil tem é o Fundo Monetário Internacional, com que ele deveria negociar um programa de ajustes.”

Segundo o Instituto Brookings, este programa aumentaria o superávit primário a 2-3% do PIB no médio prazo e ajudaria a contrair os gastos do governo, eliminando as regras de indexação que deixam os gastos do governo muito rígidos.

“O FMI daria ao programa de ajustes o selo de aprovação e ofereceria seus recursos, para o Brasil não tenha que depender do capital internacional por um longo período.”

O artigo admite que pedir ajuda ao FMI é algo que carrega um estigma negativo, mas defende que países na situação do Brasil podem ser ajudados por este tipo de medida. “O Brasil ficou sem opções boas – ou mesmo fáceis de implementar. As únicas alternativas a um programa do FMI trariam uma espiral inflacionária.”

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Agência de inteligência dos EUA vê aumentar risco de impeachment no Brasil
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Daniel Buarque

Análise da agência de inteligênncia geopolítica Stratfor aponta aumento no risco de impeachment no Brasil

Análise da agência de inteligênncia geopolítica Stratfor aponta aumento no risco de impeachment no Brasil

Os escândalos de corrupção e a crise econômica enfraquecem a posição do governo brasileiro, que se torna cada vez mais frágil. Segundo uma análise da agência de inteligência geopolítica norte-americana Stratfor, entretanto, a maior ameaça a Dilma Rousseff vem da oposição, que deve continuar levando adiante a ameaça de impeachment em um processo longo para desgastar ainda mais o PT. “A ameaça existe”, diz a Stratfor.

O estudo divulgado nesta semana atualiza a posição da Stratfor, que vem acompanhando de perto o desenrolar da situação política do Brasil. Em julho, a agência havia publicado um texto falando que o risco de impeachment era baixo e que a oposição parecia não querer de fato tirar a presidente, mas apenas enfraquecer o PT de olho nas próximas eleições. Em menos de dois meses, muito já mudou.

“A oposição tentou por meses conquistar apoio público para o processo de impeachment, mas faltava conseguir os votos para isso no Congresso. Entretanto, nos últimos meses as investigações contra o governo avançaram a um ponto em que as decisões podem acontecer rapidamente, oferecendo à oposição um catalisador para voltar a buscar os votos para abrir o processo de impeachment”, diz a agência.

Analistas internacionais e a mídia estrangeira até agora têm se colocado fortemente contra a ideia de um impedimento de Dilma. Além de críticos da ruptura com o sistema atual, os observadores do resto do mundo vinham até agora vendo dificuldades no avanço do impeachment, e a análise da Stratfor parece ser o primeiro importante posicionamento que vê possibilidade real de o governo atual ser abreviado. Isso é importante especialmente porque a Stratfor é uma agência de análises sobre relações internacionais com forte influência nos Estados Unidos, servindo de referência para políticos e empresas – o que reforça a imagem de fragilidade do Brasil no momento atual.

“Por mais que um impeachment presidencial esteja longe de ser certo, a oposição tende a abrir os procedimentos para garantir seu futuro político”, diz.

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