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Lava Jato pode destruir sistema político do Brasil, diz estudo americano
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Daniel Buarque

Lava Jato pode destruir sistema político do Brasil, diz agência de geopolítica dos EUA

Após anos de revelações e escândalos de corrupção a Operação Lava Jato pode “destruir o sistema político brasileiro”, segundo uma análise publicada pela agência norte-americana de inteligência e geopolítica Stratfor.

De acordo com esta análise internacional, quanto mais os políticos convencionais do país aparecem ligados a esquemas de corrupção “maiores as chances de um nome de fora da política chegar ao poder nas próximas eleições, em 2018”, diz, em tom preocupado com a falência do sistema atual, ainda que ele tenha problemas.

O trabalho divulgado pela Stratfor indica que políticos e partidos tradicionais do Brasil estão trabalhando para criar pactos que possam salvá-los deste fim, ou ao menos diminuir os impactos das revelações da investigação. Uma das tentativas, explica, é tentar argumentar que fazer caixa 2 não seria uma forma de corrupção.

“Independentemente de os políticos serem considerados culpados, a investigação fez estragos em suas reputações com o público e diminuiu suas chances na eleição de 2018. Para agentes externos da política, a perda dos partidos tradicionais é uma conquista”, avalia.

“É claro que os políticos tradicionais do Brasil ainda têm mais de um ano para se preparar para as próximas eleições, mas considerando o progresso da Operação Lava Jato, e o sucesso limitado das tentativas de barrar a investigação, talvez já seja tarde demais para a classe política do país”, diz.

A Stratfor tem publicado de forma regular análises e estudos sobre a crise política no Brasil. Em um relatório recente, a agência dizia que a fragmentação política do país em dezenas de partidos era uma das raízes das instabilidades vividas pelo país.

Antes disso, em junho do ano passado, um estudo indicava algo semelhante ao mais recente a respeito dos impactos das investigações, apontando para o fim da tolerância dos brasileiros com a corrupção, o que seria sentido nas urnas.

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Crise pode ter efeitos devastadores para segurança do Brasil, diz Stratfor
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Daniel Buarque

Crise pode ter efeitos devastadores sobre segurança do Brasil, diz think tank

A greve de policiais no espírito Santo é um reflexo da crise econômica que atinge o Brasil há mais de dois anos e pode ser um exemplo de como a recessão pode ter efeitos devastadores sobre a segurança do país. A análise é de um estudo da agência norte-americana de inteligência e geopolítica Stratfor.

“As greves das polícias no Espírito Santo e no Rio de Janeiro podem ser o começo de uma tendência perigosa no Brasil”, diz a análise do think tank.

O texto se debruça sobre os efeitos da crise econômica sobre as finanças dos estados brasileiros, que beiram a calamidade, e cujos cortes de gastos têm efeito sobre a população.

“A expectativa é que o Brasil saia da recessão neste ano. Mas analistas de mercado antecipam que a economia do país vai crescer lentamente, se crescer, dependendo de como a investigação do escândalo da Petrobras e da Odebrecht se desenrolam”, avalia.

“Mesmo se a economia voltar a crescer ao nível projetado de 0,5% a 1%, nao vai ser o suficiente para aliviar os problemas financeiros que afligem o país.”

A Stratfor vem acompanhando as crises política e econômica no país nos últimos anos. Em um texto publicado em julho, o think tank dizia que o sistema político fragmentado em dezenas de partidos e a necessidade de formação de coalizões para governar o país são as raízes dos problemas e instabilidades vividos pelo Brasil.

“O problema com um sistema que incorpora tantos partidos políticos é que ele enfraquece o Executivo, caso ele seja incapaz de unir uma coalizão”, dizia.

Um mês antes, a mesma agência de inteligência avaliava o processo de impeachment e indicava que os graves entraves políticos enfrentados pelo país representam uma ruptura com um traço nacional que fazia mal ao país. O Brasil perdeu a paciência e deixou de ser tolerante com a corrupção, explicava.

“Nos últimos dois anos, a tolerância dos cidadãos brasileiros e do sistema judiciário com a corrupção diminuiu drasticamente.”

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Fragmentação política é raiz de problemas do Brasil, diz agência dos EUA
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Daniel Buarque

Sistema de coalizões é raiz de problemas do Brasil, diz agência dos EUA

Sistema de coalizões é raiz de problemas do Brasil, diz agência dos EUA

O sistema político fragmentado em dezenas de partidos e a necessidade de formação de coalizões para governar o país são as raízes dos problemas e instabilidades vividos pelo Brasil, segundo um estudo da agência norte-americana de inteligência e geopolítica Stratfor.

“O problema com um sistema que incorpora tantos partidos políticos é que ele enfraquece o Executivo, caso ele seja incapaz de unir uma coalizão”, diz a análise.

“Manter o equilíbrio em um ambiente tão heterogêneo se torna mais difícil em tempos de crise política e social”, continua, justificando a instabilidade vivida pelo país com o crescimento da insatisfação popular com o governo de Dilma Rousseff, entre o final de 2015 e o começo de 2016.

“O sistema político brasileiro requer muita manobra política pelo presidente para formar e manter uma coalizão ampla. Quando seis de nove partidos da coalizão do governo abandonaram a presidente Dilma Rousseff, ela foi incapaz de atingir o total de um terço dos votos necessários para impedir o impeachment”, diz.

A Stratfor vinha acompanhando o processo de afastamento da presidente. A análise afasta a ideia de golpe de Estado e explica que o sistema tem problemas que permitem este tipo de manipulação.

“Apesar de um impeachmente precisar se basear em uma alegada violação legal específica, ele é em último caso uma decisão política, e não jurídica. Se Dilma tivesse sido capaz de manter uma coalizão coesa, ela teria recebido os votos necessários para evidar o processo de impeachment contra ela”, diz.

Segundo a agência, Dilma foi perdendo apoio aos poucos, e acabou sendo incapaz de manter a coalizão que a mantinha no poder.

Além da instabilidade, a Stratfor alega ainda que o sistema político fragmentado favorece a corrupção. A análise cita esquemas de desvios formados em empresas a partir de indicações políticas. “Ao indicar partidos aliados para posições importantes em estatais, políticos podem garantir propinas e subornos para eles mesmos”, explica.

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Brasil perdeu a tolerância com a corrupção, diz estudo de geopolítica
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Daniel Buarque

Brasil perdeu a tolerância com a corrupção, diz estudo de geopolítica

Brasil perdeu a tolerância com a corrupção, diz estudo de geopolítica

No meio do noticiário negativo sobre os problemas nas crises brasileiras, há análises e estudos que indicam coisas boas para o país. Um desses trabalhos mais recentes, publicado pela agência de inteligência geopolítica norte-americana Stratfor, indica que os graves entraves políticos enfrentados pelo país representam uma ruptura com um traço nacional que fazia mal ao país. O Brasil perdeu a paciência e deixou de ser tolerante com a corrupção, explica.

“Nos últimos dois anos, a tolerância dos cidadãos brasileiros e do sistema judiciário com a corrupção diminuiu drasticamente”, diz o texto.

A avaliação vai além de comentários partidários sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff ou o governo interino de Michel Temer. Segundo a Stratfor, a rejeição à corrupção afeta todo o sistema e deixa o Brasil sem uma perspectiva imediata para solucionar seus problemas – o que pode ser positivo, já que afasta da política elementos envolvidos em escândalos.

“Algumas décadas atrás, os brasileiros poderiam perdoar seus políticos por seus delitos, mas os dias ‘rouba mas faz’, de tolerância com a corrupção, parecem coisa do passado”, explica.

A Stratfor é um think tank que produz regularmente trabalhos de análise sobre a situação brasileira, e vem acompanhando a crise desde a eleição de 2014.

Segundo o estudo mais recente, a delação premiada de pessoas envolvidas em corrupção tem exposto os desvios éticos da política brasileira, e tem o potencial de influenciar de forma de forma significativa a política brasileira nos próximos meses.

A análise mostra que havia corrupção nos governo recentes do país, mas explica que as denúncias mais recentes colocam em xeque o governo interino, e dão chances de mais ampla defesa à presidente afastada.

“O tamanho da crise de corrupção no Brasil pode tornar a ideia de eleições antecipadas uma opção atraente para ajudar o país a ir além do escândalo que está travando o governo”.

Para a Stratfor, as acusações contra Temer jogam um elemento extra de incerteza na crise política brasileira.

“No mínimo, Temer vai ter que se defender das acusações de corrupção – o que pode se tornar um risco real para sua Presidência. Quando ele chegou no poder, pouco mais de um mês atrás, Temer era visto como alguém que poderia guiar o Brasil dos destroços do escândalo da Petrobras. Em vez disso, a investigação envolveu ele”, diz.

“A investigação de corrupção na Petrobras mostrou uma resiliência impressionante. De Temer e Lula aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, todo líder em potencial está sendo engolido pelas suspeitas de corrupção, e o Brasil está ficando sem substitutos viáveis para Dilma.”

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Agência de inteligência dos EUA vê aumentar risco de impeachment no Brasil
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Daniel Buarque

Análise da agência de inteligênncia geopolítica Stratfor aponta aumento no risco de impeachment no Brasil

Análise da agência de inteligênncia geopolítica Stratfor aponta aumento no risco de impeachment no Brasil

Os escândalos de corrupção e a crise econômica enfraquecem a posição do governo brasileiro, que se torna cada vez mais frágil. Segundo uma análise da agência de inteligência geopolítica norte-americana Stratfor, entretanto, a maior ameaça a Dilma Rousseff vem da oposição, que deve continuar levando adiante a ameaça de impeachment em um processo longo para desgastar ainda mais o PT. “A ameaça existe”, diz a Stratfor.

O estudo divulgado nesta semana atualiza a posição da Stratfor, que vem acompanhando de perto o desenrolar da situação política do Brasil. Em julho, a agência havia publicado um texto falando que o risco de impeachment era baixo e que a oposição parecia não querer de fato tirar a presidente, mas apenas enfraquecer o PT de olho nas próximas eleições. Em menos de dois meses, muito já mudou.

“A oposição tentou por meses conquistar apoio público para o processo de impeachment, mas faltava conseguir os votos para isso no Congresso. Entretanto, nos últimos meses as investigações contra o governo avançaram a um ponto em que as decisões podem acontecer rapidamente, oferecendo à oposição um catalisador para voltar a buscar os votos para abrir o processo de impeachment”, diz a agência.

Analistas internacionais e a mídia estrangeira até agora têm se colocado fortemente contra a ideia de um impedimento de Dilma. Além de críticos da ruptura com o sistema atual, os observadores do resto do mundo vinham até agora vendo dificuldades no avanço do impeachment, e a análise da Stratfor parece ser o primeiro importante posicionamento que vê possibilidade real de o governo atual ser abreviado. Isso é importante especialmente porque a Stratfor é uma agência de análises sobre relações internacionais com forte influência nos Estados Unidos, servindo de referência para políticos e empresas – o que reforça a imagem de fragilidade do Brasil no momento atual.

“Por mais que um impeachment presidencial esteja longe de ser certo, a oposição tende a abrir os procedimentos para garantir seu futuro político”, diz.

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