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Arquivo : Ranking

Brasil é o melhor país do mundo para aventura, mas tem má qualidade de vida
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Daniel Buarque

Brasil é o melhor país do mundo para aventura, mas tem má qualidade de vida

O Brasil é apenas o 28º “melhor país do mundo”.

A avaliação é do ranking internacional Best Countries, um dos mais recentes levantamentos sobre a percepção internacional de diferentes países do mundo. O estudo considera a reputação de 80 nações em diferentes aspectos políticos, econômicos e sociais.

O levantamento revela que o Brasil despencou oito posições no ranking em apenas um ano. Em um período de graves crises na economia e na política, país deixou de ser o 20º colocado e ficou em 28º lugar.

Esta perda de status global em meio às instabilidades internas foi percebida também em outras avaliações de imagem do Brasil, como o Nation Brands Index, em que o país também despencou.

O mais interessante do estudo recente sobre os “melhores países”, entretanto, não é exatamente o ranking geral de nações, mas o fato de que ele apresenta a classificação do Brasil em cada uma das categorias avaliadas no levantamento.

Assim, é possível saber que o Brasil é o país mais bem avaliado do mundo enquanto um destino para turismo e aventura, no nota 10 no quesito. O país vai bem ainda na avaliação da sua influência cultural, aparecendo em 8º lugar entre os países avaliados.

E mesmo com toda a crise, o Brasil ainda é o 11º colocado no ranking “movers”, que mede o potencial de crescimento e desenvolvimento do país (uma queda em relação ao 6º lugar no item no ranking do ano anterior).

“O Brasil é um dos principais destinos turísticos do mundo. Entretanto, o país enfrenta no século 21 sérias questões ligadas a pobreza, desigualdade, política e ambiente”, diz o estudo.

Assim como já se registrava no estudo de 2016, os problemas da reputação do Brasil aparecem em aspectos mais ligados a questões mais sérias, como economia e política.

O Brasil é apenas o 63º colocado na avaliação da sua abertura para negócios internacionais, por exemplo. É também mal avaliado em termos de qualidade de vida para seus cidadãos, ficando em 58º lugar. E é apenas o 31º em termos de cidadania.

A comparação entre os aspectos bem avaliados e mal avaliados da reputação brasileira ecoa a interpretação já feita pelo consultor Simon Anholt de que o Brasil é um país “decorativo”, servindo bem a questões culturais e de diversão, mas mal para pontos relacionados a questões mais sérias no resto do mundo.

“Ocupando metade do território da América do Sul, o Brasil é um gigante do continente –tanto em tamanho quanto em população. A história do Brasil é marcada por turbulências econômicas, alternando entre crescimento e crise, e sua cultura é um caldeirão que tradicionalmente recebe bem o mundo”, diz o estudo sobre o país.

Essa questão do contraste entre o apelo “decorativo” e os problemas políticos e sociais fica ainda mais evidente no ranking “Best Countries” por conta da avaliação que ele faz a respeito do “Poder” dos países.

O Brasil é classificado como o 29º país mais poderoso do mundo, com uma nota de apenas 1,3 ponto.

Trata-se de uma avaliação sobre a projeção de influência de um país no palco global –ranking liderado pelos Estados Unidos, pela Rússia e pela China.

“Os países mais poderosos do mundo podem não ser os mais queridos, mas são nações que consistentemente dominam o noticiário, preocupam políticos e moldam as perspectivas econômicas. De forma certa ou errada, suas decisões de política externa e econômica têm efeitos em todo o mundo”, explica o estudo.

Isso pode ser interpretado como uma demonstração ainda de que o Brasil, apesar do seu tamanho e do seu apelo cultural e turístico (apesar de todo o soft power), não tem tanta relevância real. É como se o país, no fundo, não fosse levado tão a sério.

A questão do poder tem influência no ranking total de “melhores países”, mas não é definitiva. O “melhor país do mundo”, segundo o levantamento, é a Suíça, seguida pelo Canadá e pelo Reino Unido. Os EUA aparecem em 7º lugar.

O último colocado entre os países avaliados é a Sérvia, seguida do Irã e da Argélia.

O estudo é desenvolvido anualmente pela consultoria Y&R’s BAV, em parceria com a Universidade da Pensilvânia e a agência de notícias US News & World Report (no levantamento de 2016, a WPP fazia o estudo). Ele analisa dezenas de características qualitativas, impressões que têm potencial de influenciar as negociações globais, viagens, investimentos e afetar diretamente economias locais.

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Reputação do Brasil piora em ranking, e país é ultrapassado pela Argentina
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Daniel Buarque

Reputação do Brasil piora em ranking e país é ultrapassado pela Argentina

O Brasil despencou sete posições no ranking de países com a melhor reputação global, segundo o índice Country RepTrak deste ano, segundo o Reputation Institute.

O país aparece em 31º lugar na lista que inclui 55 nações de várias partes do mundo. E agora aparece atrás de países que não costumavam ter uma imagem internacional melhor do que ele, como Argentina (30º) e Chile (29º).

O Brasil acumulou 59,6 pontos no índice, o que indica uma posição de raputação “fraca” (60 pontos é o mínimo para que a imagem seja classificada como “moderada”).

Apesar da grande queda do país no ranking, e da “grave crise institucional” percebida pelo estudo, o Reputation explica que a imagem do Brasil no exterior não sofreu queda, e se manteve estável. O problema é que a maioria dos outros países tiveram melhora em sua avaliação no período, o que deixou o Brasil para trás.

A queda na reputação externa do Brasil aconteceu há mais tempo. Um gráfico divulgado no estudo mostra como o país foi de uma avaliação externa de 67,2 pontos em 2013 para 49,4 em 2015. A atual é de 47,6.

Reputação do Brasil piora em ranking e país é ultrapassado pela Argentina

Enquanto o Brasil apresentou uma queda no ranking, o país que teve a maior queda em sua reputação internacional, na verdade, foram os Estados Unidos. Segundo o estudo, isso aconteceu especialmente por conta da eleição de Donald Trump.

A eleição do presidente dos EUA também teve efeito sobre o México, mas de forma positiva. o México ganhou simpatia por conta dos ataques de Trump, e melhorou sua reputação.

Além de medir a reputação internacional dos países, o Reputation também avalia a autoimagem dos lugares avaliados. O Brasil é o segundo país que tem a pior autoimagem entre os analisados pelo ranking –à frente apenas da África do Sul.

Entretanto, o Brasil é o país que registra a maior diferença entre a reputação externa (melhor) e a interna (pior). São 12 pontos de diferença.

Esta autocrítica já estava presente no levantamento do ano anterior, que mostrava que enquanto o país tinha 57,8 pontos na avaliação externa, tinha apenas 47,5 na autoavaliação.

Fundado em 1997, o instituto criou o RepTrak para analisar dados sobre 7 dimensões de reputação dos países. O estudo avalia 55 nações diferentes, ouve grupos de interesse e empresas. A cada ano, são realizadas mais de 6 mil pesquisas para gerar os dados analisados.

O modelo de estudo calcula a reputação emocional, medida pela percepção gerada pelo país, e a reputação racional, com base em dados sobre eficiência governamental, avanço econômico e ambiente do país.

O Canadá é o país com a melhor reputação do mundo no ranking deste ano, com um total de 82,8 pontos no índice. Em seguida, aparecem Suíça (também com 82,8 pontos), Suécia (82,5), Austrália (81,6) e Nova Zelândia (81,1).

No outro lado da tabela, o Itaque tem a pior reputação do mundo (28,3 pontos), seguido pelo Irã (32,8) e pelo Paquistão (37,3).

A queda do Brasil no ranking reflete o que outros estudos semelhantes sobre imagem e reputação internacional.

O noticiário sobre as crises política e econômica e os problemas registrados durante a Olimpíada no país derrubaram o Brasil no principal ranking internacional que mede a imagem das nações no mundo. O Brasil aparece em 23º lugar na edição mais recente, de 2016, do Anholt-GfK Nation Brands Index (NBI), a sua pior classificação na história do índice.

A crise política e a recessão também fizeram o Brasil cair quatro posições no ranking Good Country Index— o índice do bom país. Depois de estrear na 49ª posição em 2015 e subir para o 43º lugar no ano passado, o Brasil voltou a cair e agora está em 47º no índice que avalia a contribuição de cada país para o planeta.

Por conta da situação tão crítica, o Brasil desabou no ranking internacional que mede o soft power, o ”poder brando”, ”poder suave” ou ”poder de convencimento”, de acordo com o recém-divulgado relatório anual sobre o tema divulgado pela consultoria britânica Portland.

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Imagem do Brasil piora em pesquisa da BBC sobre percepções internacionais
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Daniel Buarque

Brasil cai em ranking da BBC sobre imagem internacional de países

O Brasil aparece em 8º lugar em um ranking global de países com imagens mais positivas encomendado pelo serviço mundial da rede britânica BBC.

Segundo a pesquisa, 38% dos entrevistados em 19 países acham que o Brasil tem imagem mais positiva, enquanto 30% acham que a influência do Brasil é majoritariamente negativa.

Isso indica a perda de seis pontos percentuais em sua imagem positiva em relação ao último levantamento deste tipo, realizado em 2014.

O intervalo entre as pesquisas, entretanto, indica que o Brasil caiu até menos do que o que se podia esperar, dado que o levantamento anterior se deu no ano em que o país sediou com sucesso a Copa do Mundo, e antes de mergulhar de cabeça na atual grave crise política e econômica.

Por outro lado, a realização da Copa tinha o potencial de só melhorar a imagem do Brasil, então é possível que o torneio de futebol e a ausência de graves problemas durante os Jogos Olímpicos do ano passado tenham mitigado a deterioração da imagem do Brasil.

O índice ecoa o que outras pesquisas de imagens e marcas de países no mundo já vinham indicando. As crises e os escândalos estão piorando a percepção de mundo sobre o país.

O Brasil despencou no ranking Nation Brands Index, por exemplo, e apareceu em dezembro do ano passado em sua pior posição na história da pesquisa.

A crise fez o Brasil perder posições também no índice Good Country, que mede as contribuições do país para o mundo.

O país perdeu uma posição no ranking global de soft power, que dizia que o país estava “no limite do desastre”.

Por outro lado, o Brasil apareceu bem em rankings nada lisonjeiros. O país é o 6º entre os países “mais ignorantes” do mundo, e liderou a lista americana de corrupção global.

“Acreditamos que os problemas enfrentados pelo Brasil se refletem nessa mudança de percepção”, avaliou um dos diretores da pesquisa, em entrevista à BBC Brasil.

Segundo a reportagem da BBC Brasil sobre o levantamento, o país mais “simpático” ao Brasil foi a China, com 57% de percepção positiva sobre o companheiro de BRIC.

Oito dos países em que foi feita a pesquisa têm opinião mais positiva, cinco parecem divididos e outros cinco apresentaram tendências negativas. “França e Reino Unido apresentaram maior rejeição internacional (43%), enquanto os próprios entrevistados brasileiros registraram a maior percepção negativa da influência do país no mundo (64%)”, diz.

O levantamento foi realizado com base em entrevistas com 18 mil pessoas em 19 países. Os entrevistados responderam a perguntas sobre a opinião deles sobre 16 países e a União Europeia. Além disso, a pesquisa convidava as pessoas a classificarem os países como influências negativas ou positivas no mundo.

O Canadá lidera a lista, com 61% de opiniões positivas, seguido pela Alemanha (59%), Japão (56%), França (52%) e Reino Unido (51%).

No outro lado do ranking, o Irã tem 61% de opiniões negativas, a Coreia do Norte é o segundo mais mal visto (59% negativo), seguido pelo Paquistão (58%) e por Israel (50%).

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Brasileiros mais caros da história do futebol inglês custaram R$ 1,7 bilhão
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Daniel Buarque

Brasileiros mais caros que já atuaram no futebol inglês custaram 1,7 bilhão

Os contratos dos 20 jogadores brasileiros mais caros que já atuaram no futebol inglês custaram, juntos, o equivalente a R$ 1,77 bilhão (416 milhões de libras).

O cálculo foi feito com base no ranking dos atletas brasileiros com maiores contratos já assinados com a primeira divisão da Inglaterra divulgado pelo site “Talk Sport”. A publicação diz que o Chelsea está tentando contratar o lateral Alex Sandro por 61 milhões de libras (R$ 259 milhões), no que se tornaria o maior contrato já assinado com um brasileiro naquele país.

Três jogadores contratados pelo Manchester City encabeçam a lista: Ederson Moraes (contratado neste ano por 35 milhões de libras), Fernandinho (contratado em 2013 por 34 milhões de libras) e Robinho (contratado em 2008 por 32,5 milhões de libras).

Na média, cada um dos 20 maiores contratos custou o equivalente a R$ 88,5 milhões.

A lista não leva em consideração a inflação entre 2007 e 2017, período em que foram assinados os 20 maiores contratos com brasileiros no país.

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Brasil cai 4 posições em ranking ‘bom país’, de contribuições para o mundo
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Daniel Buarque

A grave crise política e profunda recessão fizeram o Brasil cair quatro posições no ranking Good Country Index— o índice do bom país.

Depois de estrear na 49ª posição em 2015 e subir para o 43º lugar no ano passado, o Brasil voltou a cair e agora está em 47º no índice que avalia a contribuição de cada país para o planeta. A atualização está disponível no site do índice, por mais que ainda não tenha sido divulgada uma edição nova completa dos dados do ranking –a última atualização havia sido divulgada em junho de 2016.

O Good Country Index foi criado por Anholt após anos de estudos sobre reputação e imagem internacional dos países. Sua intenção era medir não apenas a imagem, mas o quanto cada país do mundo de fato é “bom” para o mundo. O Índice avalia a contribuição de cada nação para além das suas fronteiras, buscando descobrir o país que mais contribui para o bem da humanidade a partir de informações de 35 bancos de dados da ONU.

O índice avalia 163 nações em ciência e tecnologia, cultura, paz e segurança, ordem mundial, ambiente, prosperidade e igualdade, saúde e o bem estar do planeta. A ideia não é entender o quanto o país é bom para seus próprios cidadãos, mas o quanto eles são bons para o mundo todo.

Apesar na queda no índice, a avaliação do Brasil em cada um dos sete quesitos que formam o índice manteve-se muito parecida entre 2016 e 2017.

A classificação brasileira em cada quesito do índice 

O país manteve a 33ª posição em sua contribuição para a questão ambiental do planeta e o 42º lugar em contribuições à ordem mundial. Manteve ainda o 98º lugar no ranking de contribuições para a ciência e tecnologia globais e continua perto do último lugar, 158º, em contribuições para a prosperidade e igualdade. Ficou na mesma 32ª posição em contribuições para a saúde e bem estar internacionais, e a 37ª em contribuições para a paz e a segurança globais.

A queda no índice geral se deu basicamente porque o Brasil caiu da 49ª para a 63ª posição em contribuições para a cultura global –único item que apresentou mudança.

O dado geral negativo consolida a decadência do país em uma perspectiva global e ressalta uma crítica internacional feita pelo criador do ranking, o consultor britânico Simon Anholt. Segundo ele, o ranking indica que o Brasil tem uma imagem internacional melhor do que merece.

Para Anholt, a má classificação do Brasil contrasta com o quanto o país é bem visto no resto do mundo (costuma ficar em torno da 20ª colocação em rankings de reputação), apesar de não contribuir tanto para o planeta.

“O Brasil poderia contribuir muito mais para o mundo, ser mais aberto e ter maior colaboração internacional”, disse Anholt, em entrevista ao autor deste blog Brasilianismo.

Assim como em 2016, Suécia, Dinamarca e Holanda são os três países que mais contribuem para o planeta, segundo o GCI. Nos últimos lugares do ranking, a República Centro Africana (ultrapassada pela Mauritânia), Guiné Equatorial e a Líbia aparecem como países que menos contribuem para o resto do mundo.

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Estudo internacional diz que o Brasil é o 22º país mais feliz do mundo
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Daniel Buarque

Estudo diz que o Brasil é o 22º país mais feliz do mundo

O Brasil é o 22º país mais feliz do mundo, diz um estudo global sobre qualidade de vida publicado nesta semana. Segundo o relatório World Happiness Report de 2017, o país melhorou levemente seu índice de felicidade entre 2005 e 2016, intervalo analisado pelo estudo.

Segundo a BBC Brasil, o país caiu cinco posições na edição mais recente do ranking. Esta foi a segunda queda consecutiva. Na edição de 2016, referente ao período de 2013 a 2015, o país já havia caído do 16º para o 17º lugar.

Relatório Mundial da Felicidade 2017 avaliou 155 países levando em consideração o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, a expectativa média de vida, a percepção de apoio recebido no próprio ambiente social e a percepção de confiança no governo e nas empresas em relação à corrupção.

Segundo o trabalho, a felicidade é cada vez mais considerada a medida apropriada de progresso social no mundo, e deve se tornar o objetivo de políticas públicas. O projeto visa livrar os países da “tirania do PIB” como única medida de progresso. “O que importa é a qualidade de vida”, diz.

Além destes itens, o estudo considera entrevistas com a população dos países para entender a percepção dela quanto à liberdade de tomar decisões próprias para influenciar suas vidas e a generosidade dos entrevistados em relação a doações.

Produzido desde 2012, com apoio da ONU, o WHR é editado por um time que inclui o economista americano Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, além de John F. Helliwell e Richard Layard, que coordenam o trabalho com apoio de uma equipe de especialistas internacionais.

No topo do ranking de felicidade aparecem a Noruega, a Dinamarca, a Islândia, a Suíça e a Finlândia. O Brasil, em 22º, aparece logo depois do reino Unido, do Chile a dos Emirados Árabes, e à frente da República Tcheca, da Argentina e do México.

Os países menos felizes do mundo, segundo o ranking, são a República Centro Africana, o Burundi, a Tanzânia, a Síria e Ruanda.

Apesar de o Brasil aparecer em uma posição relativamente boa para o país, e de ter apresentado melhora no índice, o relatório não detalha a avaliação feita do país. O Brasil é mencionado uma vez nas 186 páginas do relatório, além de aparecer nas tabelas do WHR.

A classificação do Brasil neste ranking de felicidade tem um paralelo curioso com outros índices internacionais sobre o país, sua reputação e sua qualidade de vida. Em muitos desses estudos, o país aparece em torno da 20ª colocação, como no caso do índice Best Countries e o Nation Brands Index.

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Brasil tem a 24ª melhor reputação do mundo, mas tem autoimagem negativa
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Daniel Buarque

Brasil tem a 24ª melhor reputação do mundo, mas tem autoimagem negativa

Brasil tem a 24ª melhor reputação do mundo, mas tem autoimagem negativa

O Brasil é listado em 24º lugar no ranking de países com a melhor imagem internacional do mundo pelo índice Country RepTrak de 2016. O ranking foi desenvolvido pelo Reputation Institute, uma consultoria multinacional especializada em medir e administrar marcas e imagem de empresas. O índice avalia a imagem de 70 países no mundo.

O Brasil atingiu 57,75 pontos no ranking, o que é considerado um índice de reputação fraca/vulnerável.

A avaliação é próxima do que aparece em outros rankings semelhantes que avaliam a “marca” internacional de países – essas pesquisas de nation branding costumam avaliar a forma como um país é avaliado no resto do mundo. O Brasil costuma ser listado sempre em torno da 20ª colocação nesses índices.

O Brasil é o 20º “mais admirado do mundo” segundo o Nation Brands Index, mais tradicional levantamento deste tipo, e aparece em 20º também no Best Countries, um dos estudos mais recentes de avaliação de imagem internacional dos países.

Além de medir a reputação internacional dos países, o Reputation também avalia a autoimagem dos lugares avaliados. O Brasil é um dos poucos casos de países que têm uma reputação interna pior do que a internacional. Enquanto o país tem 57,8 pontos na avaliação externa, tem apenas 47,5 na autoavaliação.

“Entrevistados no exterior dão a esses países o benefício da dúvida quando se trata de eficiência de governo e transparência, mas sul-africanos, italianos e brasileiros avaliam a reputação dos seus países como muito mais baixa do que ela é percebida por estrangeiros”, diz o relatório sobre o levantamento.

Este dado é curioso, pois se alinha à avaliação do consultor britânico Simon Anholt, criador do Nation Brands Index e um dos pioneiros em pesquisas de nation branding deste tipo.

Segundo ele a reputação do Brasil talvez seja melhor do que o país merece de fato. Quando a contribuição real do país para o planeta é medida, o país cai dezenas de posições, e fica apenas em 49º lugar em um novo ranking de países desenvolvido por Anholt, o Good Country Index.

Assim como outros estudos sobre imagem e reputação de nações, o Reputation destaca que a forma como o país é visto no exterior influencia na atração de turismo e investimentos diretos, melhora nas exportações e na atração de talentos de outros países e cria até mais oportunidades para a diplomacia nacional.

Em resumo, diz o relatório publicado neste ano, a percepção criada pela experiência de estrangeiros, pela divulgação do país, pela influência de terceiros e por estereótipos influencia o comportamento internacional e ajuda a criar valor para o país.

O levantamento realizou mais de 58 mil entrevistas online de avaliação de países com maior visibilidade internacional.

Segundo o ranking, a Suécia é o país com a melhor reputação do mundo, com pontuação 78,3. Ela é seguida pelo Canadá (77,8), pela Suíça (77), pela Austrália (76,8) e pela Noruega (76,2).

“O que esses países têm em comum? Eles estão no topo da listas de países com maior índice de felicidade, mais pacíficos e progressistas socialmente (casamento entre pessoas do mesmo sexo, melhor educação e saúde públicas)”, diz o relatório.

O estudo faz uma comparação para mostrar que entre os dez países com maior PIB, maior área e maior população, apenas o Canadá é listados entre os de melhor reputação. Por outro lado, quase todos os países no topo dos rankings internacionais de felicidade, paz e sem corrupção estão entre os de melhor reputação.

Segundo o Reputation, a marca de um país é algo que demora a ser consolidado, mas pode se desfazer rapidamente na era da comunicação veloz de hoje. A construção da imagem passa por dezenas de fatores, mas receber bem estrangeiros, ser seguro e ser bonita estão entre os três principais pontos para a avaliação positiva no resto do mundo.

O ranking dos dez primeiros países da lista pouco mudou nas últimas três edições do índice, mas em 2015 o Canadá aparecia em primeiro e em 2014 a Suíça liderava.

No fim da lista, com pior reputação entre as nações avaliadas, aparecem o Iraque (24,56 pontos), o Irã (29,74), o Paquistão (31,03), a Arábia Saudita (36,32) e a Nigéria (36,37).

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No ‘limite do desastre’, Brasil cai uma posição em ranking de soft power
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Daniel Buarque

No 'limite do desastre', Brasil cai uma posição em ranking de soft power

No ‘limite do desastre’, Brasil cai uma posição em ranking de soft power

O Brasil parece estar no limite de um desastre político e econômico, e por isso o país caiu uma posição no ranking internacional de soft power, o “poder brando” ou “poder de convencimento”, de acordo com o recém-divulgado relatório anual sobre o tema divulgado pela consultoria britânica Portland.

A avaliação mede a capacidade de alcançar objetivos em relações internacionais de forma pacífica e com base no convencimento de outros países. Segundo a pesquisa, o Brasil é o 24º país com mais soft power, e alcançou 47,69 pontos, um a mais do que os 46,63 registrados no ano anterior.

O país ainda é o mais bem colocado entre os BRICS, mas se mostrou mais fraco do que o que era esperado pelo resto do mundo. Ele teve uma boa classificação na avaliação relacionada a envolvimento e cultura, mas foi mal em termos de política e economia.

No 'limite do desastre', Brasil cai uma posição em ranking de soft power

No ‘limite do desastre’, Brasil cai uma posição em ranking de soft power

Em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, “o Brasil tem os olhos do mundo assistindo para ver se ele vai conseguir entregar bem sucedidos Jogos Olímpicos”, diz o trecho do relatório que fala sobre o país. Para os brasileiros, os jogos podem oferecer uma oportunidade de esquecer suas preocupações por duas semanas e fazer o que eles fazem de melhor: festa, diz.

O trabalho ecoa outros índices internacionais sobre imagem internacional de países, colocando o Brasil em torno da 20ª colocação e indicando que o país tem uma boa avaliação em áreas culturais e de lazer, mas vai mal na avaliação de temas mais sérios, como política e economia. Esta é a interpretação de que no resto do mundo o país é “decorativo”.

O texto da Portland explica que o Brasil foi rebaixado por agências internacionais de classificação de risco de crédito, e que mais de cem personalidades políticas e econômicas do país estão envolvidas em escândalos de corrupção. Fala ainda sobre a epidemia de zika, que assusta o país e afasta visitantes estrangeiros.

A situação do país parece não ser tão ruim, com perda de uma posição, mas o relatório explica que houve um viés negativo na mudança de perspectiva do Brasil: “No ranking do ano passado, dissemos que o Brasil estava entre os paíse mais interessantes a serem observados”, diz.

O trabalho ressalta ainda que o país teve a oportunidade de melhorar sua posição no índice. “Mas uma apresentação pobre no sub-índice de Governo e notas baixas em Educação ofiscaram a força do Brasil no sub-índice Cultura, em que ele brilha com o futebol, o samba e o carnaval”, explica.

Além de reforçar os clichês que apontam que o Brasil tem uma imagem internacional de ser um país decorativo, mas sem muita utilidade, o trabalho indica ainda que o país ainda tem uma oportunidade para reverter o viés negativo.

“Apesar de estar ofuscado pela instabilidade política e econômica, não se pode ter uma plataforma melhor de que as Olimpíadas”, explica, fazendo referência aos efeitos dos jogos de Londres para a imagem da Inglaterra.

“O velho rótulo de que o ‘Brasil é o país do futuro… e sempre vai ser’ representa a montanha russa que tem sido a economia do Brasil nos últimos anos. O país exótico ainda se beneficia de um perfil verdadeiramente global e tem um ótimo reconhecimento de marca. Mesmo assim, o Brasil continua sendo um país a assistir para vermos se ele pode triunfar em sua eterna batalha contra a corrupção.”

Assim como no ano passado, o resultado é frustrante, dado que o soft power tem sido uma das grandes apostas da diplomacia nacional, numa tentativa de ser o “boa praça” das relações internacionais.

Uma vez que o Brasil não dispõe de um poderio militar que o coloque como uma das grandes potências do mundo, o Ministério das Relações Exteriores tem apostado nessa tradição pacífica de engajamento com a comunidade internacional, e muitos analistas chegam a pensar no Brasil como uma grande “potência” em termos de soft power, o que permitiria que se imaginasse que o país teria um posicionamento melhor de que o revelado por este índice.

A lista reúne os 30 países com mais soft power no mundo e é dominada por países ricos e desenvolvidos. O primeiro lugar do ranking são os Estados Unidos (com 77,96 pontos), que ultrapassaram o Reino Unido (75,97), seguidos pela Alemanha (72,60) e pelo Canadá (72,53).

O ranking foi desenvolvido pela empresa de consultoria estratégica e de pesquisas de “place branding” Portland em parceria com o Facebook. Ele é calculado pela combinação de 76 bases de dados de diferentes fontes sobre soft power, classificados em seis categorias: Governo, Cultura, Educação, Envolvimento Global, Empreendimento, e Digital. Além disso, foram entrevistadas mais de dez mil pessoas em 25 países para avaliar a interpretação sobre as diferentes nações do ranking.

O termo “soft power” foi criado pelo cientista político norte-americano Joseph Nye na década de 1980. Ele faz referência a uma nova modalidade de influência em relações internacionais, mais relacionada à capacidade de convencimento por argumentos de que pela força. Por esta teoria, não basta a um país ter poder militar e bélico para ser uma potência internacional, mas é preciso cativar “corações e mentes” e convencer outros países a agirem em parceria de forma pacífica.

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Afastada do poder, Dilma é excluída de ranking das mulheres mais fortes
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Daniel Buarque

Afastada do poder, Dilma é excluída de ranking das mulheres mais fortes

Afastada do poder, Dilma é excluída de ranking das mulheres mais fortes

Afastada do poder, a presidente Dilma Rousseff também saiu do ranking das mulheres mais poderosas do mundo pela revista “Forbes”. A brasileira não é mencionada na lista publicada nesta semana, depois de aparecer entre os primeiros lugares nas edições anteriores.

Dilma estreou na lista antes mesmo de se tornar presidente, em 2010, na 95ª posição. Meses depois, se elegeu presidente do Brasil pela primeira vez. Subiu para o terceiro lugar em 2011, seu primeiro ano de mandato, e manteve a posição no ano seguinte.

Seu auge no índice foi em 2013, quando ficou em segundo lugar, apenas atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel (que faz em 2016 sua 11ª aparição na lista, tendo ficado na primeira posição em dez das ocasiões).

Em 2014, Dilma caiu para a 4ª posição, e no ano passado foi a 7ª da lista.

O último ranking de poder divulgado pela “Forbes”, em novembro do ano passado, listava pessoas de ambos os sexos, e Dilma aparecia ainda com alguma relevância, em 37º lugar.

Além da ausência de Dilma no ranking divulgado nesta semana, nenhuma Brasileira aparece entre as cem mais poderosas do mundo.

Em 2014, a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, chegou à 16ª posição do ranking. No mesmo ano, a modelo Gisele Bündchen, que aparecia na lista desde 2010, tinha ficado em 89º lugar.

Com informações da “Folha de S.Paulo”

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Brasil tem melhora de classificação em ranking do ‘bom país’
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Daniel Buarque

Brasil tem melhora de classificação em ranking do 'bom país'

Brasil tem melhora de classificação em ranking do ‘bom país’

Mesmo em meio a um de seus momentos mais críticos em décadas, com grave crise política e profunda recessão, o Brasil subiu da 49ª para a 43ª posição no ranking do Good Country Index – o índice do bom país.

O dado foi divulgado nesta semana, poucos dias depois de o criador do ranking, o consultor britânico Simon Anholt, falar sobre este seu projeto de política externa por um desenvolvimento global.

Leia também: Brasil tem imagem internacional melhor do que merece, diz Simon Anholt

Apesar da melhora no ranking, a avaliação indica piora do Brasil em vários dos itens usados como referência. O país caiu da 5ª para a 33ª posição em sua contribuição para a questão ambiental. Saiu do 37º lugar para o 42º em contribuições à ordem mundial, manteve o 49º em contribuições para a cultura, caiu ainda do 75º lugar para o 98º no ranking de contribuições para a ciência e tecnologia globais, e, por fim, manteve-se perto do último lugar, 158º, em contribuições para a prosperidade e igualdade.

Uma das maiores melhoras foi em contribuições para a saúbe e bem estar internacionais, passando do 52º lugar para o 32º. Outro ponto de avanço foi em contribuições para a paz e a segurança globais, em que subiu da 83ª posição para a 37ª.

Depois de passar décadas trabalhando estudos sobre reputação e imagem internacional dos países, Anholt desenvolveu o índice para medir o quanto cada país do mundo é “bom”. O Good Country Index avalia a contribuição de cada nação para além das suas fronteiras. Seu projeto visa descobrir o país que mais contribui para o bem da humanidade a partir de informações de 35 bancos de dados da ONU.

O índice avalia 163 nações (na edição anterior eram 125) em ciência e tecnologia, cultura, paz e segurança, ordem mundial, ambiente, prosperidade e igualdade, saúde e o bem estar do planeta. A ideia não é entender o quanto o país é bom para seus próprios cidadãos, mas o quanto eles são bons para o mundo todo.

O interessante é que as crises também não afetaram a imagem internacional do Brasil, que continua avaliada em torno da 20ª colocação nos principais rankings internacionais.

Na entrevista concedida ao blog Brasilianismo, Anholt avaliou a situação do Brasil no ranking, que é pior que a avaliação dele em índices que medem reputação e admiração internacionais.

“O Brasil aparenta ter uma reputação melhor de que merece”, disse.

“O Brasil poderia contribuir muito mais para o mundo, ser mais aberto e ter maior colaboração internacional”, disse Anholt, em entrevista publicada pela “Folha de S.Paulo”.

O ranking mais recente também mudou a classificação no topo da lista. Suécia, Dinamarca e Holanda são os três países que mais contribuem para o planeta, segundo o GCI. Mauritânia, Guiné Equatorial e Líbia estão nos três últimos lugares.

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