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Brasil cai 4 posições em ranking ‘bom país’, de contribuições para o mundo
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Daniel Buarque

A grave crise política e profunda recessão fizeram o Brasil cair quatro posições no ranking Good Country Index— o índice do bom país.

Depois de estrear na 49ª posição em 2015 e subir para o 43º lugar no ano passado, o Brasil voltou a cair e agora está em 47º no índice que avalia a contribuição de cada país para o planeta. A atualização está disponível no site do índice, por mais que ainda não tenha sido divulgada uma edição nova completa dos dados do ranking –a última atualização havia sido divulgada em junho de 2016.

O Good Country Index foi criado por Anholt após anos de estudos sobre reputação e imagem internacional dos países. Sua intenção era medir não apenas a imagem, mas o quanto cada país do mundo de fato é “bom” para o mundo. O Índice avalia a contribuição de cada nação para além das suas fronteiras, buscando descobrir o país que mais contribui para o bem da humanidade a partir de informações de 35 bancos de dados da ONU.

O índice avalia 163 nações em ciência e tecnologia, cultura, paz e segurança, ordem mundial, ambiente, prosperidade e igualdade, saúde e o bem estar do planeta. A ideia não é entender o quanto o país é bom para seus próprios cidadãos, mas o quanto eles são bons para o mundo todo.

Apesar na queda no índice, a avaliação do Brasil em cada um dos sete quesitos que formam o índice manteve-se muito parecida entre 2016 e 2017.

A classificação brasileira em cada quesito do índice 

O país manteve a 33ª posição em sua contribuição para a questão ambiental do planeta e o 42º lugar em contribuições à ordem mundial. Manteve ainda o 98º lugar no ranking de contribuições para a ciência e tecnologia globais e continua perto do último lugar, 158º, em contribuições para a prosperidade e igualdade. Ficou na mesma 32ª posição em contribuições para a saúde e bem estar internacionais, e a 37ª em contribuições para a paz e a segurança globais.

A queda no índice geral se deu basicamente porque o Brasil caiu da 49ª para a 63ª posição em contribuições para a cultura global –único item que apresentou mudança.

O dado geral negativo consolida a decadência do país em uma perspectiva global e ressalta uma crítica internacional feita pelo criador do ranking, o consultor britânico Simon Anholt. Segundo ele, o ranking indica que o Brasil tem uma imagem internacional melhor do que merece.

Para Anholt, a má classificação do Brasil contrasta com o quanto o país é bem visto no resto do mundo (costuma ficar em torno da 20ª colocação em rankings de reputação), apesar de não contribuir tanto para o planeta.

“O Brasil poderia contribuir muito mais para o mundo, ser mais aberto e ter maior colaboração internacional”, disse Anholt, em entrevista ao autor deste blog Brasilianismo.

Assim como em 2016, Suécia, Dinamarca e Holanda são os três países que mais contribuem para o planeta, segundo o GCI. Nos últimos lugares do ranking, a República Centro Africana (ultrapassada pela Mauritânia), Guiné Equatorial e a Líbia aparecem como países que menos contribuem para o resto do mundo.

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Estudo internacional diz que o Brasil é o 22º país mais feliz do mundo
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Daniel Buarque

Estudo diz que o Brasil é o 22º país mais feliz do mundo

O Brasil é o 22º país mais feliz do mundo, diz um estudo global sobre qualidade de vida publicado nesta semana. Segundo o relatório World Happiness Report de 2017, o país melhorou levemente seu índice de felicidade entre 2005 e 2016, intervalo analisado pelo estudo.

Segundo a BBC Brasil, o país caiu cinco posições na edição mais recente do ranking. Esta foi a segunda queda consecutiva. Na edição de 2016, referente ao período de 2013 a 2015, o país já havia caído do 16º para o 17º lugar.

Relatório Mundial da Felicidade 2017 avaliou 155 países levando em consideração o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, a expectativa média de vida, a percepção de apoio recebido no próprio ambiente social e a percepção de confiança no governo e nas empresas em relação à corrupção.

Segundo o trabalho, a felicidade é cada vez mais considerada a medida apropriada de progresso social no mundo, e deve se tornar o objetivo de políticas públicas. O projeto visa livrar os países da “tirania do PIB” como única medida de progresso. “O que importa é a qualidade de vida”, diz.

Além destes itens, o estudo considera entrevistas com a população dos países para entender a percepção dela quanto à liberdade de tomar decisões próprias para influenciar suas vidas e a generosidade dos entrevistados em relação a doações.

Produzido desde 2012, com apoio da ONU, o WHR é editado por um time que inclui o economista americano Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, além de John F. Helliwell e Richard Layard, que coordenam o trabalho com apoio de uma equipe de especialistas internacionais.

No topo do ranking de felicidade aparecem a Noruega, a Dinamarca, a Islândia, a Suíça e a Finlândia. O Brasil, em 22º, aparece logo depois do reino Unido, do Chile a dos Emirados Árabes, e à frente da República Tcheca, da Argentina e do México.

Os países menos felizes do mundo, segundo o ranking, são a República Centro Africana, o Burundi, a Tanzânia, a Síria e Ruanda.

Apesar de o Brasil aparecer em uma posição relativamente boa para o país, e de ter apresentado melhora no índice, o relatório não detalha a avaliação feita do país. O Brasil é mencionado uma vez nas 186 páginas do relatório, além de aparecer nas tabelas do WHR.

A classificação do Brasil neste ranking de felicidade tem um paralelo curioso com outros índices internacionais sobre o país, sua reputação e sua qualidade de vida. Em muitos desses estudos, o país aparece em torno da 20ª colocação, como no caso do índice Best Countries e o Nation Brands Index.

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Brasil tem a 24ª melhor reputação do mundo, mas tem autoimagem negativa
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Daniel Buarque

Brasil tem a 24ª melhor reputação do mundo, mas tem autoimagem negativa

Brasil tem a 24ª melhor reputação do mundo, mas tem autoimagem negativa

O Brasil é listado em 24º lugar no ranking de países com a melhor imagem internacional do mundo pelo índice Country RepTrak de 2016. O ranking foi desenvolvido pelo Reputation Institute, uma consultoria multinacional especializada em medir e administrar marcas e imagem de empresas. O índice avalia a imagem de 70 países no mundo.

O Brasil atingiu 57,75 pontos no ranking, o que é considerado um índice de reputação fraca/vulnerável.

A avaliação é próxima do que aparece em outros rankings semelhantes que avaliam a “marca” internacional de países – essas pesquisas de nation branding costumam avaliar a forma como um país é avaliado no resto do mundo. O Brasil costuma ser listado sempre em torno da 20ª colocação nesses índices.

O Brasil é o 20º “mais admirado do mundo” segundo o Nation Brands Index, mais tradicional levantamento deste tipo, e aparece em 20º também no Best Countries, um dos estudos mais recentes de avaliação de imagem internacional dos países.

Além de medir a reputação internacional dos países, o Reputation também avalia a autoimagem dos lugares avaliados. O Brasil é um dos poucos casos de países que têm uma reputação interna pior do que a internacional. Enquanto o país tem 57,8 pontos na avaliação externa, tem apenas 47,5 na autoavaliação.

“Entrevistados no exterior dão a esses países o benefício da dúvida quando se trata de eficiência de governo e transparência, mas sul-africanos, italianos e brasileiros avaliam a reputação dos seus países como muito mais baixa do que ela é percebida por estrangeiros”, diz o relatório sobre o levantamento.

Este dado é curioso, pois se alinha à avaliação do consultor britânico Simon Anholt, criador do Nation Brands Index e um dos pioneiros em pesquisas de nation branding deste tipo.

Segundo ele a reputação do Brasil talvez seja melhor do que o país merece de fato. Quando a contribuição real do país para o planeta é medida, o país cai dezenas de posições, e fica apenas em 49º lugar em um novo ranking de países desenvolvido por Anholt, o Good Country Index.

Assim como outros estudos sobre imagem e reputação de nações, o Reputation destaca que a forma como o país é visto no exterior influencia na atração de turismo e investimentos diretos, melhora nas exportações e na atração de talentos de outros países e cria até mais oportunidades para a diplomacia nacional.

Em resumo, diz o relatório publicado neste ano, a percepção criada pela experiência de estrangeiros, pela divulgação do país, pela influência de terceiros e por estereótipos influencia o comportamento internacional e ajuda a criar valor para o país.

O levantamento realizou mais de 58 mil entrevistas online de avaliação de países com maior visibilidade internacional.

Segundo o ranking, a Suécia é o país com a melhor reputação do mundo, com pontuação 78,3. Ela é seguida pelo Canadá (77,8), pela Suíça (77), pela Austrália (76,8) e pela Noruega (76,2).

“O que esses países têm em comum? Eles estão no topo da listas de países com maior índice de felicidade, mais pacíficos e progressistas socialmente (casamento entre pessoas do mesmo sexo, melhor educação e saúde públicas)”, diz o relatório.

O estudo faz uma comparação para mostrar que entre os dez países com maior PIB, maior área e maior população, apenas o Canadá é listados entre os de melhor reputação. Por outro lado, quase todos os países no topo dos rankings internacionais de felicidade, paz e sem corrupção estão entre os de melhor reputação.

Segundo o Reputation, a marca de um país é algo que demora a ser consolidado, mas pode se desfazer rapidamente na era da comunicação veloz de hoje. A construção da imagem passa por dezenas de fatores, mas receber bem estrangeiros, ser seguro e ser bonita estão entre os três principais pontos para a avaliação positiva no resto do mundo.

O ranking dos dez primeiros países da lista pouco mudou nas últimas três edições do índice, mas em 2015 o Canadá aparecia em primeiro e em 2014 a Suíça liderava.

No fim da lista, com pior reputação entre as nações avaliadas, aparecem o Iraque (24,56 pontos), o Irã (29,74), o Paquistão (31,03), a Arábia Saudita (36,32) e a Nigéria (36,37).

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No ‘limite do desastre’, Brasil cai uma posição em ranking de soft power
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Daniel Buarque

No 'limite do desastre', Brasil cai uma posição em ranking de soft power

No ‘limite do desastre’, Brasil cai uma posição em ranking de soft power

O Brasil parece estar no limite de um desastre político e econômico, e por isso o país caiu uma posição no ranking internacional de soft power, o “poder brando” ou “poder de convencimento”, de acordo com o recém-divulgado relatório anual sobre o tema divulgado pela consultoria britânica Portland.

A avaliação mede a capacidade de alcançar objetivos em relações internacionais de forma pacífica e com base no convencimento de outros países. Segundo a pesquisa, o Brasil é o 24º país com mais soft power, e alcançou 47,69 pontos, um a mais do que os 46,63 registrados no ano anterior.

O país ainda é o mais bem colocado entre os BRICS, mas se mostrou mais fraco do que o que era esperado pelo resto do mundo. Ele teve uma boa classificação na avaliação relacionada a envolvimento e cultura, mas foi mal em termos de política e economia.

No 'limite do desastre', Brasil cai uma posição em ranking de soft power

No ‘limite do desastre’, Brasil cai uma posição em ranking de soft power

Em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, “o Brasil tem os olhos do mundo assistindo para ver se ele vai conseguir entregar bem sucedidos Jogos Olímpicos”, diz o trecho do relatório que fala sobre o país. Para os brasileiros, os jogos podem oferecer uma oportunidade de esquecer suas preocupações por duas semanas e fazer o que eles fazem de melhor: festa, diz.

O trabalho ecoa outros índices internacionais sobre imagem internacional de países, colocando o Brasil em torno da 20ª colocação e indicando que o país tem uma boa avaliação em áreas culturais e de lazer, mas vai mal na avaliação de temas mais sérios, como política e economia. Esta é a interpretação de que no resto do mundo o país é “decorativo”.

O texto da Portland explica que o Brasil foi rebaixado por agências internacionais de classificação de risco de crédito, e que mais de cem personalidades políticas e econômicas do país estão envolvidas em escândalos de corrupção. Fala ainda sobre a epidemia de zika, que assusta o país e afasta visitantes estrangeiros.

A situação do país parece não ser tão ruim, com perda de uma posição, mas o relatório explica que houve um viés negativo na mudança de perspectiva do Brasil: “No ranking do ano passado, dissemos que o Brasil estava entre os paíse mais interessantes a serem observados”, diz.

O trabalho ressalta ainda que o país teve a oportunidade de melhorar sua posição no índice. “Mas uma apresentação pobre no sub-índice de Governo e notas baixas em Educação ofiscaram a força do Brasil no sub-índice Cultura, em que ele brilha com o futebol, o samba e o carnaval”, explica.

Além de reforçar os clichês que apontam que o Brasil tem uma imagem internacional de ser um país decorativo, mas sem muita utilidade, o trabalho indica ainda que o país ainda tem uma oportunidade para reverter o viés negativo.

“Apesar de estar ofuscado pela instabilidade política e econômica, não se pode ter uma plataforma melhor de que as Olimpíadas”, explica, fazendo referência aos efeitos dos jogos de Londres para a imagem da Inglaterra.

“O velho rótulo de que o ‘Brasil é o país do futuro… e sempre vai ser’ representa a montanha russa que tem sido a economia do Brasil nos últimos anos. O país exótico ainda se beneficia de um perfil verdadeiramente global e tem um ótimo reconhecimento de marca. Mesmo assim, o Brasil continua sendo um país a assistir para vermos se ele pode triunfar em sua eterna batalha contra a corrupção.”

Assim como no ano passado, o resultado é frustrante, dado que o soft power tem sido uma das grandes apostas da diplomacia nacional, numa tentativa de ser o “boa praça” das relações internacionais.

Uma vez que o Brasil não dispõe de um poderio militar que o coloque como uma das grandes potências do mundo, o Ministério das Relações Exteriores tem apostado nessa tradição pacífica de engajamento com a comunidade internacional, e muitos analistas chegam a pensar no Brasil como uma grande “potência” em termos de soft power, o que permitiria que se imaginasse que o país teria um posicionamento melhor de que o revelado por este índice.

A lista reúne os 30 países com mais soft power no mundo e é dominada por países ricos e desenvolvidos. O primeiro lugar do ranking são os Estados Unidos (com 77,96 pontos), que ultrapassaram o Reino Unido (75,97), seguidos pela Alemanha (72,60) e pelo Canadá (72,53).

O ranking foi desenvolvido pela empresa de consultoria estratégica e de pesquisas de “place branding” Portland em parceria com o Facebook. Ele é calculado pela combinação de 76 bases de dados de diferentes fontes sobre soft power, classificados em seis categorias: Governo, Cultura, Educação, Envolvimento Global, Empreendimento, e Digital. Além disso, foram entrevistadas mais de dez mil pessoas em 25 países para avaliar a interpretação sobre as diferentes nações do ranking.

O termo “soft power” foi criado pelo cientista político norte-americano Joseph Nye na década de 1980. Ele faz referência a uma nova modalidade de influência em relações internacionais, mais relacionada à capacidade de convencimento por argumentos de que pela força. Por esta teoria, não basta a um país ter poder militar e bélico para ser uma potência internacional, mas é preciso cativar “corações e mentes” e convencer outros países a agirem em parceria de forma pacífica.

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Afastada do poder, Dilma é excluída de ranking das mulheres mais fortes
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Daniel Buarque

Afastada do poder, Dilma é excluída de ranking das mulheres mais fortes

Afastada do poder, Dilma é excluída de ranking das mulheres mais fortes

Afastada do poder, a presidente Dilma Rousseff também saiu do ranking das mulheres mais poderosas do mundo pela revista “Forbes”. A brasileira não é mencionada na lista publicada nesta semana, depois de aparecer entre os primeiros lugares nas edições anteriores.

Dilma estreou na lista antes mesmo de se tornar presidente, em 2010, na 95ª posição. Meses depois, se elegeu presidente do Brasil pela primeira vez. Subiu para o terceiro lugar em 2011, seu primeiro ano de mandato, e manteve a posição no ano seguinte.

Seu auge no índice foi em 2013, quando ficou em segundo lugar, apenas atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel (que faz em 2016 sua 11ª aparição na lista, tendo ficado na primeira posição em dez das ocasiões).

Em 2014, Dilma caiu para a 4ª posição, e no ano passado foi a 7ª da lista.

O último ranking de poder divulgado pela “Forbes”, em novembro do ano passado, listava pessoas de ambos os sexos, e Dilma aparecia ainda com alguma relevância, em 37º lugar.

Além da ausência de Dilma no ranking divulgado nesta semana, nenhuma Brasileira aparece entre as cem mais poderosas do mundo.

Em 2014, a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, chegou à 16ª posição do ranking. No mesmo ano, a modelo Gisele Bündchen, que aparecia na lista desde 2010, tinha ficado em 89º lugar.

Com informações da “Folha de S.Paulo”

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Brasil tem melhora de classificação em ranking do ‘bom país’
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Daniel Buarque

Brasil tem melhora de classificação em ranking do 'bom país'

Brasil tem melhora de classificação em ranking do ‘bom país’

Mesmo em meio a um de seus momentos mais críticos em décadas, com grave crise política e profunda recessão, o Brasil subiu da 49ª para a 43ª posição no ranking do Good Country Index – o índice do bom país.

O dado foi divulgado nesta semana, poucos dias depois de o criador do ranking, o consultor britânico Simon Anholt, falar sobre este seu projeto de política externa por um desenvolvimento global.

Leia também: Brasil tem imagem internacional melhor do que merece, diz Simon Anholt

Apesar da melhora no ranking, a avaliação indica piora do Brasil em vários dos itens usados como referência. O país caiu da 5ª para a 33ª posição em sua contribuição para a questão ambiental. Saiu do 37º lugar para o 42º em contribuições à ordem mundial, manteve o 49º em contribuições para a cultura, caiu ainda do 75º lugar para o 98º no ranking de contribuições para a ciência e tecnologia globais, e, por fim, manteve-se perto do último lugar, 158º, em contribuições para a prosperidade e igualdade.

Uma das maiores melhoras foi em contribuições para a saúbe e bem estar internacionais, passando do 52º lugar para o 32º. Outro ponto de avanço foi em contribuições para a paz e a segurança globais, em que subiu da 83ª posição para a 37ª.

Depois de passar décadas trabalhando estudos sobre reputação e imagem internacional dos países, Anholt desenvolveu o índice para medir o quanto cada país do mundo é “bom”. O Good Country Index avalia a contribuição de cada nação para além das suas fronteiras. Seu projeto visa descobrir o país que mais contribui para o bem da humanidade a partir de informações de 35 bancos de dados da ONU.

O índice avalia 163 nações (na edição anterior eram 125) em ciência e tecnologia, cultura, paz e segurança, ordem mundial, ambiente, prosperidade e igualdade, saúde e o bem estar do planeta. A ideia não é entender o quanto o país é bom para seus próprios cidadãos, mas o quanto eles são bons para o mundo todo.

O interessante é que as crises também não afetaram a imagem internacional do Brasil, que continua avaliada em torno da 20ª colocação nos principais rankings internacionais.

Na entrevista concedida ao blog Brasilianismo, Anholt avaliou a situação do Brasil no ranking, que é pior que a avaliação dele em índices que medem reputação e admiração internacionais.

“O Brasil aparenta ter uma reputação melhor de que merece”, disse.

“O Brasil poderia contribuir muito mais para o mundo, ser mais aberto e ter maior colaboração internacional”, disse Anholt, em entrevista publicada pela “Folha de S.Paulo”.

O ranking mais recente também mudou a classificação no topo da lista. Suécia, Dinamarca e Holanda são os três países que mais contribuem para o planeta, segundo o GCI. Mauritânia, Guiné Equatorial e Líbia estão nos três últimos lugares.

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Brasil tem imagem internacional melhor do que merece, diz Simon Anholt
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Daniel Buarque

Brasil tem imagem internacional melhor de que merece, diz Simon Anholt

Brasil tem imagem internacional melhor de que merece, diz Simon Anholt

O Brasil é o 20º país mais admirado do mundo, mas esta reputação talvez seja melhor do que o país merece de fato. Quando a contribuição real do país para o planeta é medida, o país cai dezenas de posições, e fica apenas em 49º lugar em um novo ranking de países desenvolvido pelo consultor britânico Simon Anholt.

Pesquisas sobre a percepção internacinal do Brasil indicam que o país ficam sempre em torno da 20ª posição entre as nações com melhor reputação. Foi assim com o Nation Brands Index (NBI, desenvolvido pelo próprio Anholt), com o Country Brand Report (da agência FutureBrand) e com o recente ranking Best Countries, divulgado pela consultoria internacional WPP.

Brasil tem imagem internacional melhor de que merece, diz Simon Anholt

Brasil tem imagem internacional melhor de que merece, diz Simon Anholt

Estas avaliações apontam que a “marca” do país costuma ser bem vista em termos da sua natureza e da sua atratividade para o turismo, por mais que tenha uma imagem ruim em termos de política e economia.

Tudo isso pode ser um favorecimento exagerado do país, segundo Anholt, que tem deixado de avaliar apenas a imagem das nações em uma competição global e passado a estudar a ideia de cooperação internacional e a contribuição de cada uma dessas nações para o planeta.

Maior referência internacional em estudos sobre reputação internacional de países, ele é um dos responsáveis por retratar o Brasil como 20º lugar do NBI e por revelar a ideia de que o país tem reputação de ser “decorativo, mas não útil”. Sua nova abordagem de estudos internacionais, entretanto, avalia o quanto os países realmente fazem pelo resto do mundo, e o quanto eles são “bons”.

Anholt desenvolveu um índice para medir o quanto cada país do mundo é “bom”. O Good Country Index (índice bom país) avalia a contribuição de cada nação para além das suas fronteiras. O índice avalia 125 nações em ciência e tecnologia, cultura, paz e segurança, ordem mundial, ambiente, prosperidade e igualdade, saúde e o bem estar do planeta. A ideia não é entender o quanto o país é bom para seus próprios cidadãos, mas o quanto eles são bons para o mundo todo.

Anholt admite que há uma correlação entre o quanto um país é “bom” e o quanto ele é admirado no resto do mundo. “Há cerca de 70% de correlação entre estudos de imagem e estudos sobre o quão ‘bom’ um país é, o que sugere que a imagem internacional de países está relacionada com a forma como eles afetam o mundo”, disse.

Uma das maiores exceções a esta correlação é justamente o Brasil. Apesar de ter a 20ª melhor reputação, o Brasil é o 49º no ranking do “bom país”. “O Brasil aparenta ter uma reputação melhor de que merece”, disse.

“O Brasil poderia contribuir muito mais para o mundo, ser mais aberto e ter maior colaboração internacional”, disse Anholt, em entrevista ao autor do blog Brasilianismo, publicada pela “Folha de S.Paulo”.

O GCI coloca a Irlanda em primeiro lugar, como país “mais bom” do mundo (Anholt rejeita o uso to termo em inglês “better”, que seria equivalente a “melhor”).

A avaliação considera que o Brasil faz grandes contribuições para a questão ambiental, área em que o país é o 5º mais bem classificado, mas em todos os outros quesitos o país vai muito mal.

O Brasil é apenas o 37º em contribuições à ordem mundial, o 49º em contribuições para a cultura, o 52º em contribuições para a saúbe e bem estar internacionais. Aparece ainda em 75º no ranking de contribuições para a ciência e tecnologia globais, 83º em contribuições para a paz e a segurança globais e, por fim, o 123º, antepenultimo da lista, em contribuições para a prosperidade e igualdade.

Segundo Anholt, a questão não tem nada a ver com dinheiro, e o Quênia, que é muito mais pobre que o Brasil, está bem à frente no ranking do ‘bom país”.

Na entrevista, Anholt contou que, enquanto oferecia conselhos sobre como os países poderiam melhorar a forma como eram vistos, percebeu que as reputações tinham muito a ver com a realidade interna e identidades nacionais. Concluiu então que o caminho para ser bem visto era apenas “ser bom”, agir de forma correta e responsável com o planeta.

“A reputação internacional de um país não pode ser construída artificialmente, apenas conquistada. Ao analisar dez anos de dados sobre marcas de países, descobri que a principal razão pela qual uma pessoa admira um país mais de que o outro não é a crença em seu sucesso, poder, beleza ou riqueza, mas a percepção de que ele contribui para o mundo.”

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Crises, corrupção e zika criam tormenta, mas não destroem imagem do Brasil
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Daniel Buarque

Capa de edição da revista "The Economist", de fevereiro de 2015 mostra o Brasil em um atoleiro

Capa de edição da revista “The Economist”, de fevereiro de 2015 mostra o Brasil em um atoleiro

O clima do noticiário internacional em relação ao Brasil é de desastre. Com a cobertura do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se juntando a uma série de textos muito críticos, o cenário descrito na mídia estrangeira se tornou tão negativo que o historiador britânico Kenneth Maxwell chegou a dizer, em entrevista à rede BBC, que a imagem do Brasil nao poderia estar pior. As crises política e econômica, as denúncias de corrupção, o risco de violência, o desastre ambiental em Mariana e o surto de zika parecem criar a “tempestade perfeita” para destruir a reputação internacional do Brasil – mas os estudos sobre “marca país”, e “identidade competitiva”, que avaliam a forma como os países são vistos no exterior, indicam que mesmo que tudo isso seja muito ruim, não chega a afetar a essência da “marca Brasil”.

Em uma entrevista concedida no ano passado ao autor deste blog Brasilianismo – à época no jornal “Valor Econômico”-, o consultor britânico Simon Anholt, principal referência em estudos de imagem internacional e “marca país”, dizia que o acúmulo de notícias negativas não afetaria a reputação do Brasil. Segundo ele, só um desastre completo com consequências de muito longo prazo alteraria realmente o que o mundo pensa sobre um determinado país. Por mais que o noticiário dê impressão de estarmos vivendo um desastre real, ele está apenas amplificando um discurso que pode não ter um efeito real sobre a imagem da nação.

Anholt comentava à época o rebaixamento da nota de crédito do país, que afeta a forma de pensar de investidores estrangeiros, mas não mudava a forma como a população estrangeira pensava sobre o Brasil. “A maioria das pessoas nem sabe o que significa grau de investimento, e se for explicado o rebaixamento do Brasil, a primeira coisa que elas vão dizer é que sempre pensaram que o Brasil fosse pobre de qualquer jeito”. Segundo ele, nem mesmo uma catástrofe econômica mudaria os estereótipos que o mundo tem do Brasil, que já são de um país não muito rico financeiramente, mas de grande riqueza de cultura e seu povo.

O consultor é o criador do Nation Brands Index (NBI), índice que avalia a imagem de 50 países, incluindo o Brasil, no resto do mundo. Ele é pioneiro em estudos que comparam a forma como uma nação é vista pelo resto do planeta à maneira como consumidores veem marcas no mercado, e suas pesquisas avaliam sentimentos globais em relação aos países a partir de pesquisas de “top of mind”.

Os dados mais recentes das pesquisas deste tipo deixam bem claro que as crises pelas quais o país vem passando não afetam a imagem do Brasil. Divulgado em novembro do ano passado, já em meio às turbulências econômica e política e depois da perda de grau de investimento, o NBI mostrou que o Brasil na verdade subiu uma posição no ranking global de imagens de nações, e agora é o 20º país mais admirado do mundo. A mudança foi interpretada sem euforia, já que há muitos anos o Brasil costuma oscilar entre a 20ª e a 22ª posição no ranking global de 50 países – mas a manutenção do patamar em meio à crise mostra bem a estabilidade da imagem mesmo com todo o noticiário jogando contra.

Uma semana antes da divulgação do NBI, também em novembro do ano passado, um outro índice sobre imagem do Brasil mostrava que “crises internas não são exportadas”. Segundo o Latin American Country Brand Report, relatório da FutureBrand, o Brasil continua liderando o ranking de marca-país mais fortes da América Latina. A avaliação considera que, mesmo com as atuais crises, a imagem do Brasil ainda é a mais valiosa da região, com uma imagem ainda fortemente marcada por estereótipos como futebol, samba, praia e café.

Um outro estudo, publicado em janeiro deste ano, trazia uma avaliação semelhante. Segundo o ranking “Best Countries”, divulgado pela consultoria internacional WPP, mesmo com toda a crise, o Brasil é o 20º “melhor país do mundo”. O ranking se baseia nas percepções globais a respeito de 60 países do mundo. Ele leva em consideração a ideia que “por trás da riqueza e do sucesso de um país estão as políticas que criam possibilidades, as pessoas que se esforçam e a história que molda o ambiente e a perspectiva”, diz. Segundo este trabalho, o Brasil é um ótimo lugar para diversão e aventura, mas não exatamente um bom lugar para viver ou fazer negócios.

Todos esses levantamentos confirmam uma tendência positiva para a “marca Brasil”, e o fato de que as crises internas, por piores que pareçam, não afetam a reputação do país no resto do mundo. A imagem do Brasil está muito ligada ao estereótipo de Brasil como país “mais decorativo de que útil”, mais “simpático” do que “admirado”, como Anholt costuma explicar. Isso porque o Brasil é visto como um “país de festa” e tem uma boa imagem em questões relacionadas a lazer e diversão, mas uma reputação fraca em assuntos sérios como política e economia.

Na entrevista, Anholt explicou que as imagens internacionais dos países não costumam sofrer mudanças radicais, e disse que os estereótipos têm grande potencial de se manter fortes na forma como o resto do mundo interpreta as outras nações.

“Um dos motivos pelos quais as pessoas amam o Brasil é porque não pensam no país como sendo um país financeiramente rico. As pessoas pensam que o Brasil é rico em cultura, rico em paisagens, rico em ecologia e rico em estilo de vida. Prosperidade econômica sempre foi algo que as pessoas tiveram dificuldade de entender no contexto do Brasil”, explicou.

“Se a economia de um país entra em colapso e fica assim por muitos anos, isso pode ter algum impacto na forma como o resto do mundo pensa sobre aquele país. Mas os altos e baixos tradicionais do ciclo da economia, por mais que sejam dolorosos para os brasileiros, mal são percebidos pelas pessoas nos outros países”, disse.

Anholt citou a Grécia como exemplo de país que está em forte crise há bem mais tempo, mas cuja imagem não se alterou. “Tenho analisado a imagem da Grécia com cuidado, e as percepções básicas das pessoas em relação à Grécia não mudaram. Nem deveriam. O sol ainda brilha. Ainda é um belo país habitado por pessoas adoráveis. Tudo o que sempre foi verdade sobre a Grécia, continua sendo verdade.”

“Infelizmente ou felizmente, o Brasil tem esta imagem estereotipada, de um país de festas. honestamente, muitos países têm imagem pior de que isso. É uma imagem boa para o turismo do país, ajuda alguns produtos de exportação, é realmente ok. Esta é a imagem com a qual o brasil está preso, e o país tem que explorar isso da melhor forma possível”, diz.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista concedida por Anholt no ano passado

Brasilianismo – Pode-se dizer que o Brasil tem um problema de imagem atualmente?
Simon Anholt – A opinião pública em geral não muda a imagem de um país por causa de uma crise econômica. Se a economia de um país entra em colapso e fica assim por muitos anos, isso pode ter algum impacto na forma como o resto do mundo pensa sobre aquele país. Mas os altos e baixos tradicionais do ciclo da economia, por mais que sejam dolorosos para os brasileiros, mal são percebidos pelas pessoas nos outros países. E nem deveria ser. Com que frequência você pensa sobre a situação econômica da Guiana, da Guatemala, ou da Namíbia? Você não pensa. As pessoas não pensam assim sobre outros países, a não ser que sejam investidores.

A opinião pública internacional não vê uma catastrofe econômica como sendo culpa do país em que a catástrofe acontece. Eles culpam os políticos, fenômenos internacionais, mas não rebaixam um país porque algo ruim acontece em sua economia. A opinião pública não é a Standard and Poors, que dá uma nota a cada ano com base na performance econômica. Se o Brasil quisesse mandar um exército para invadir a argentina, a opinião pública global provavelmente rebaixaria a imagem do Brasil, mas o fato de o Brasil passar por uma crise econômica não afeta a imagem do Brasil.

Brasilianismo – Você vem pesquisando imagem internacional de países há bastante tempo. É possível perceber alguma mudança na forma como o Brasil é visto no resto do mundo?
Anholt – A imagem do Brasil melhorou aos poucos até a Copa do Mundo no ano passado. O Nation Brands Index é um índice muito estável, qualquer movimento na imagem de um país é interessante. O Brasil era um dos poucos países cuja imagem melhorou de forma orgânica gradualmente um pouco a cada ano até o ano passado. Depois da Copa, o índice da imagem do Brasil caiu um pouco, como era previsivel, porque o Brasil provavelmente não estava pronto para receber tanta atenção. Assim como aconteceu na África do Sul depois da copa de 2010, o evento mostrou ao mundo como o país realmente é, mais desorganizado e desigual de que as pessoas imaginavam. A Copa permitiu que a mídia internacional mostrasse a realidade do país, e isso diminuiu a opinião positiva em relação à imagem do Brasil. Isso deve acontecer novamente na Olimpíada. As pessoas costumam pensar que um evento internacional esportivo só melhoram a imagem de um país, mas isso não é verdade. O que o evento faz é colocar um holofote no país e faz as pessoas olharem para o país. A imagem melhora se a realidade for melhor de que a percepção. Se a percepção for melhor de que a realidade, a imagem piora. E foi isso que aconteceu no caso do Brasil.

Brasilianismo – Antes da Copa, você dizia que o evento era uma oportunidade para o Brasil mostrar que era mais de que um país de festas. O país aproveitou essa oportunidade?
Anholt – A realidade é que os países não têm muito controle sobre a imagem deles que é projetada no resto do mundo. Os governos acham que tudo depende da imagem que eles vendem, mas não é assim que as coisas funcionam. Um país não consegue moldar a forma como o resto do mundo o vê, mesmo que contrate as melhores agências de publicidade do mundo. Não importa o quanto o país gaste com propaganda, as pessoas ignoram esse tipo de publicidade e prestam atenção somente na realidade do país. Claro que é fácil criticar o fato de o Brasil ter apenas reforçado sua imagem de país de festas, mas se foi isso que as pessoas procuraram ao olhar para o país durante a Copa, não havia muito que o Brasil pudesse fazer para tentar passar uma imagem diferente. A não ser mudar sua realidade, mas isso é algo que demora um período mais longo, muito mais de que o tempo de governos específicos. Ao longo de décadas, se um país mudar realmente, sua imagem também vai mudar. Mas é uma ilusão achar que a imagem de um país muda radicalmente de um ano para o outro.

Infelizmente ou felizmente, o Brasil tem esta imagem estereotipada, de um país de festas. Honestamente, muitos países têm imagem pior de que isso. É uma imagem boa para o turismo do país, ajuda alguns produtos de exportação, é realmente ok. Esta é a imagem com a qual o Brasil está preso, e o país tem que explorar isso da melhor forma possível.

Brasilianismo – Não há nada que um país possa fazer para mudar sua imagem, então?
Anholt – O resultado de todas as minhas pesquisas provam que um país só pode fazer uma coisa para fazer com que pessoas no resto do mundo mudem sua opinião em relação a ele. Isso é se tornar relevante para pessoas de outros países. Todos os governos com que tive contato são obcecados com o próprio país, com sua oprópria performance e qualidade de vida e prosperidade, e gastam muito dinheiro para mostrar ao resto do mundo o quanto ele é bem sucedido. Mas fora do país, ninguém se importa, pois não é lá que eles moram. Eu não me importo com o quanto é maravilhoso viver no Brasil, pois eu não moro no Brasil. Se o Brasil quer que alguém na Inglaterra, na Nigéria ou na Islândia se importe com o Brasil, o país precisa fazer alguma diferença na vida dessas pessoas nesses países.

Está claro que a única coisa que faz com que as pessoas admirar outro país é a contribuição que o país dá para o resto mundo, para a humanidade, para o planeta. O Brasil fez mais por sua imagem internacional ao sediar a Rio +20 de que qualquer outra coisa que o país já tenha feito. Aquele foi o único momento em que pessoas no resto do mundo se sentiram felizes por o Brasil existir. Quando o governo brasileiro para para pensar como o país pode ser mais admirado no mundo, ele deveria pensar em outra pergunta. Ele deveria se perguntar o que ele pode fazer pelo mundo, o que pode fazer pela humanidade. Isso naturalmente deve ter algo a ver com o ambiente, desmatamento, ou redução da pobreza. As pessoas no resto do mundo querem saber o que o Brasil faz por eles, elas não ligam para o que o Brasil faz por si mesmo.

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Brasil fica em 74º lugar em ranking de países com mais terrorismo no mundo
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Daniel Buarque

Brasil fica em 74º lugar em lista de países com mais terrorismo no mundo

Brasil fica em 74º lugar em lista de países com mais terrorismo no mundo

Frequentemente apontado pela mídia estrangeira como “um dos países mais violentos do mundo”, por conta dos dados e homicídios e criminalidade registrados nacionalmente, o Brasil não costuma ser associado a problemas relacionados ao terrorismo internacional. Enquanto o mundo ainda tenta entender os grandes atentados realizados na última semana em Paris e em Beirute, um levantamento sobre o terrorismo em todo o planeta mostra que o Brasil não está totalmente livre deste problema, entretanto.

Mapa de pesquisa mostra o Índice de Terrorismo Global

Mapa de pesquisa mostra o Índice de Terrorismo Global

O Brasil é o 74º país do mundo com maior incidência de casos de terrorismo, segundo o Índice de Terrorismo Global, um levantamento de atentados realizados ao longo de 2014 em todo o mundo.

Segundo o índice, o Brasil teve três incidentes que podem ser considerados terrorismo registrados no ano passado.

O índice de terrorismo do Brasil (GTI) é 2,21 em uma avaliação que vai de 0 a 10. No total, duas pessoas morreram e três propriedades foram danificadas nos atentados. O relatório completo não detalha que incidentes foram estes, entretanto.

O país subiu seis posições nesse nada elogioso ranking em apenas um ano. Em 2013, o Brasil estava em 80º lugar na lista, com pontuação 1,62.

A maior mudança ocorre em comparação com o ano de 2011, quando o índice não registrou nenhum incidente que possa ser considerado terrorismo no país. No ranking daquele ano, o Brasil aparecia em 122º lugar, e era considerado um país “sem impacto de terrorismo”.

Mapa mostra todos os casos de terrorismo registrados no mundo em 2014

Mapa mostra todos os casos de terrorismo registrados no mundo em 2014

O Iraque lídera o ranking, com pontuação mais alta possível, 10, seguido pelo Afeganistão (9,23), pela Nigéria (9,21), pelo Paquistão (9,06) e pela Síria (8,1).

Em 2014, 32.658 pessoas morreram em todo o mundo por causa do terrorismo. O número é 80% mais alto de que o registrado pelo mesmo índice um ano antes. O Estado Islâmico e o Boko Haram são, juntos, responsáveis por 51% dessas mortes, e 78% das vítimas de terrorismo morreram nos cinco países que lideram o ranking. Somente no Iraque, que aparece no topo da lista, foram registradas 9.929 mortes por terrorismo.

O Índice de Terrorismo Global faz uma análise detalhada das tendências da violência deste tipo em 162 países. O estudo é desenvolvido pelo Instituto de Economia e Paz, um “think tank” multinacional voltado ao desenvolvimento de metodologias para estudo da paz. O trabalho investiga os padrões de terror, as metodologias de ataque, as organizações envolvidas e os contextos políticos em uma estrutura geográfica.

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