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Arquivo : zika vírus

‘LA Times’ é finalista do Pulitzer com fotos sobre surto de zika no Brasil
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Daniel Buarque

‘LA Times’ é finalista do Pulitzer com fotos sobre surto de zika no Brasil

A fotógrafa Katie Falkenberg, do jornal americano “Los Angeles Times” foi nomeada uma das finalistas do prêmio Pulitzer, anunciado nesta segunda (10) por conta de um trabalho mostrando a crise de saúde desencadeada pelo zika no Brasil.

Com foco na dificuldade das famílias que tiveram bebês com microcefalia, o trabalho tratava da “Maternidade nos tempos de zika”.

“No início de 2016, o nordeste do Brasil se tornou o epicentro de uma epidemia de zika, levando enormes mudanças à vida de milhares de pessoas. Houve um aumento sem precedentes nos casos de microcefalia, uma condição em que bebês nascem com cabeças menores do que o normal, e que é associada a problemas cerebrais”, explica Falkenberg, em texto publicado pelo jornal após a nomeação pelo Pulitzer.

A fotógrafa explica ainda que há um forte estigma em torno do nascimento de bebês com microcefalia, e que era preciso ser sensível ao falar com as famílias que seriam retratadas.

“O trabalho final se tornou uma série aprofundada que chamou a atenção para um efeito paralelo e pouco tratado da epidemia de zika: o impacto em comunidades rurais do Brasil que estão entre as mais pobres e negligenciadas”, diz.

A epidemia de zika foi um dos assuntos mais abordados pela imprensa internacional ao tratar do Brasil no ano passado. Os principais veículos de comunicação do mundo trataram do surto da doença, dos seus efeitos socioeconômicos, dos riscos ao turismo e à Olimpíada, bem como a onda de rumores e teorias da conspiração que se espalharam pelo país. Em um momento de grave crise na política e na economia, a epidemia ajudou a consolidar a tempestade perfeita de notícias negativas sobre o país.

O Pulitzer de fotografia deste ano foi vencido por E. Jason Wambsgans, do jornal “Chicago Tribune”.

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‘New York Times’ debate possibilidade de que Olimpíada no Rio seja adiada
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Daniel Buarque

'New York Times' debate possibilidade de que Olimpíada no Rio seja adiada

‘New York Times’ debate possibilidade de que Olimpíada no Rio seja adiada

A instabilidade vivida no país por conta das crises política e econômica, bem como a epidemia de zika e problemas com a organização do evento levaram o jornal norte-americano “The New York Times” a debater a possibilidade de que a Olimpíada do Rio ser adiada. A publicação convidou três articulistas para falar sobre o tema e avaliar a possibilidade de os Jogos ocorrerem daqui a três meses, ou mais adiante, quando a situação do país for mais estável.

O pesquisador do departamento de geografia da Universidade de Zurique Christopher Gaffney defendeu que adiar a Olimpíada é o caminho mais seguro. O foco da sua análise é a epidemia de zika, que pode se tornar um problema global por conta do evento no Rio.

“Permitir que minhares de pessoas viagem ao Brasil e depois voltem a seus países seria irresponsável”, diz.

Em oposição a este argumento, o professor de ciência política da Universidade de Oregon Jules Boykoff, autor de um livro sobre a história política das Olimpíadas, escreveu em defesa da manutenção dos jogos na data marcada.

Sob o ponto de vista político, ele alega que é importante que os Jogos aconteçam mesmo em meio a uma situação problemática, e que ofereçam espaço e visibilidade para protestos contra eles.

“Adiar ou cancelar a Olimpíada do Rio seria negar o presente involuntário: Uma demonstração pública de alto nível do direito ao dissenso político.”

Um terceiro texto, da planejadora urbana Theresa Williamson, argumenta que a realização ou não da Olimpíada nas datas previstas é menos importante de que entender o que há por trás do evento. Segundo ela, permitir que o Rio seja sede da Olimpíada foi um erro.

“O Rio vai sediar uma Olimpíada sem problemas fazendo o que faz de melhor: escondendo os problemas e mostrando sua face artificial”, diz.

“Moradores de favelas vão ser bloqueados, escolas vão ser fechadas, manifestantes vão ser mantidos à distância para que o tráfego possa fluir e os espectadores possam ter sua experiência sem preocupações”, explica.

As críticas aos jogos e a possibilidade de mudança nos planos do evento não são novidade na mídia internacional.

Em fevereiro, um artigo publicado na revista “Forbes” já falava em possíveis mudanças nos Jogos por conta dos problemas do país. Com a crise no Brasil agravada pelo surto de vírus zika, “está começando a parecer que chegou a hora de cancelar os jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro”, dizia. “A razão é simples: mulheres jovens não podem viajar com segurança para o país”, completava o texto, publicado na seção de finanças nos esportes.

Em entrevista ao site brasileiro da rede britânica BBC, em março, o consultor britânico Simon Anholt disse que a Olimpíada do Rio é uma ameaça maior à reputação do Brasil no exterior do que as crises política e econômica pelas quais o país está passando. O problema, segundo ele, é que grandes eventos internacionais, como a Copa e a Olimpíada, fazem o mundo ver uma abudância de notícias sobre a realidade do país sede, o que pode frustrar as expectativas dos estrangeiros.

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Deu no ‘NYT’: Surto de zika vírus é vitória dos mosquitos sobre os humanos
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Daniel Buarque

Deu no 'NYT': Surto de zika é vitória dos mosquitos sobre os humanos

Deu no ‘NYT’: Surto de zika é vitória dos mosquitos sobre os humanos

Em meio a uma onda de notícias negativas no mundo sobre a epidemia de zika vírus e o surto de microcefalia no Brasil, o “New York Times” destacou que este é mais um caso em que o mosquito é mais astuto do que os humanos e consegue derrotar todos os esforços para combatê-lo.

Uma reportagem do jornal falou sobre o histórico combate a doenças transmitidas por mosquitos na América Latina, especialmente no Brasil, que além de ser o maior país da região, está no centro das atenções do mundo por conta da proximidade da Olimpíada.

O jornal acompanhou o caso dando continuidade ao alerta emitido pelo centro de controle de doenças do governo americano, que recomendou que grávidas evitem viajar ao Brasil. “Oficiais do governo disseram que a decisão de emitir o alerta contra viagens foi tomada rapidamente no fim da semana, e desencadeou uma onda de esforços diplomáticos para informar aos governos dos países mencionados”, diz o jornal.

Leia também: Zika e microcefalia começam a criar preocupação global na mídia estrangeira

O zika vírus, relacionado ao aumento nos casos de microcefalia no Brasil, está deixando a imprensa estrangeira em alerta para a saúde do país. Depois de reportagens começarem a destacar o tema no resto do mundo no final de novembro, a atenção global só cresceu, tentando entender o que acontece no país e como o risco pode se espalhar além das fronteiras.

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