Brasilianismo

Arquivo : fevereiro 2016

‘Washington Post’ celebra chegada de brigadeiros à capital dos EUA
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Daniel Buarque

'Washington Post' celebra chegada de brigadeiros à capital dos EUA

‘Washington Post’ celebra chegada de brigadeiros à capital dos EUA

A ‘trufa” do Brasil chegou à capital dos Estados Unidos. Assim, o jornal “Washington Post” escreveu sobre o doce, soando como uma celebração da produção local de brigadeiros.

“Não exatamente um bombom, não exatamente uma trufa, um brigadeiro é um doce brasileiro macio e pegajoso preparado com leite consensado, cacau e manteiga”, explica o jornal, que publicou uma bela foto de um doce mordido.

A produção norte-americana é feita por duas irmãs que vivem nos arredores da capital, e que vendem os doces pela internet.

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Escândalos simbolizam que Brasil derrotará corrupção, diz revista canadense
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Daniel Buarque

Escândalos simbolizam que Brasil está derrotando a corrupção, diz revista canadense

Escândalos simbolizam que Brasil está derrotando a corrupção, diz revista canadense

As notícias diárias sobre escândalos reforçam internacionalmente a imagem de que o Brasil é um país totalmente corrupto. Segundo uma revista canadense especializada em direito e negócios, as coisas não são bem assim, e este é um momento histórico em que o país está se mobilizando para mudar está má fama, e derrotar a corrupção.

“Sim, o Brasil descobriu corrupção envolvendo grandes empresas estatais e políticos em altos cargos. Mas especialistas jurídicos dizem que o país está prestes a derrotar a corrupção com novas leis e regras detalhistas”, explica a edição mais recente da “InHouse”, revista editada pela Reuters no Canadá.

A publicação brinca com o estereótipo de país corrupto logo no início da reportagem: “Bem-vindos ao Brasil. O clima é belo. As passoas são amigáveis. Os negócios são corruptos. Corruptos? Claro. Pelo menos é o que se percebe na contínua cobertura da mídia sobre o país sul-americano (…). Mas esta não é toda a história. Na verdade, muitos dizem que esta imagem está longe de ser correta”, explica.

Ao longo da reportagem, a “InHouse” explica o desenrolar da Operação Lava Jato, e deixa claro que há um impacto imenso da corrupção na realidade política e econômica do país. O otimismo da análise vem da perspectiva histórica sobre a situação atual do país.

“O progresso pode causar bagunça”, diz, alegando que o Brasil deixou de ser uma ditadura apenas em 1985, e que desde então o país desenvolveu um sistema mais sofisticado de controlar o sistema e evitar ilegalidades. É preciso reconhecer os desafios, mas o país parece estar trabalhando no sentido de superá-los, argumenta.

Este posicionamento se alinha à perspectiva externa de muitos brasilianistas, pesquisadores estrangeiros que analisam a realidade do país de forma objetiva, de fora para dentro. Alguns destes acadêmicos indicam que é preciso analisar a evolução do Brasil em uma perspectiva histórica mais longa, avaliando os avanços de décadas, e sem se apegar apenas ao momento atual.

A questão, para estes analistas, não é negar os problemas do Brasil, mas olhar para o passado, ver o quanto se avançou, e pensar na perspectiva futura de forma otimista. Anthony Pereira, diretor do Brazil Institute do King’s College London, já fez comentário parecido em entrevista ao blog Brasilianismo. O pesquisador americano Riordan Roett, um dos mais importantes estudiosos da política brasileira no exterior tem opinião semelhante – de que o momento do Brasil é de descer ladeira abaixo, mas país vai sobreviver. Até mesmo um editorial do “New York Times” defendeu tese parecida: “É o começo de um novo Brasil”, diz, explicando que há um forte sentimento de combate à corrupção aliado a fortes bases democráticas, que podem trazer um futuro positivo para o país.

Otimismo é a tônica da reportagem canadense, que encerra dando dicas para que empresas do país que têm negócios no Brasil cuidem para seguir as regras do país. A mudança, explica a publicação, não afeta apenas a realidade brasileira. “As medidas anticorrupção se aplicam a qualquer e todo negócio no país, incluindo o de empresas canadenses com operações no Brasil”, diz.

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‘Folha’: Israel investe para apoiar onda de imigrantes brasileiros no país
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Daniel Buarque

Reportagem da “Folha de S.Paulo” diz que o governo de Israel vai investir o equivalente a R$ 1,2 milhão para apoiar a imigração de brasileiros para o país.

Desde o ano passado, veículos da imprensa israelense têm divulgado notícias relativas a um grande aumento da imigração de brasileiros para o país. Em agosto, o “Haaretz”, por exemplo, dizia que uma média de 200 a 250 judeus brasileiros se mudam para Israel a cada ano, mas que em 2015 o número já chegava a 500. O motivo para a “alta histórica”, segundo o jornal, é especialmente a violência e a criminalidade nas cidades brasileiras.

“Enquanto o antissemitismo tem sido um motivo importante para o aumento da imigração de judeus da França recentemente, este não é o caso do Brasil, onde judeus raramente se sentiram perseguidos. Eles se sentem ameaçados, entretanto, pelo aumento da criminalidade, que pode afetar desproporcionalmente os judeus por causa da sua relativa visibilidade entre as classes altas do Brasil”, dizia o “Haaretz”.

A “Folha” diz que foi confirmado o aumento de 58% no número de novos imigrantes brasileiros em 2015, em comparação com o ano anterior (de 308 para 486), alega ainda que a previsão é de que esse número deve chegar a cerca de 750 neste ano, e explica que a verba do governo servirá para programas de recolocação profissional.

Leia a reportagem completa no site da ‘Folha’

Apesar de jornais locais de Israel destacarem a preocupação dos brasileiros com a violência, a “Folha” diz que o principal motivo para a migração é a crise econômica.

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‘Economist’ conta história do edifício Copan, ‘obra-prima’ da arquitetura
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Daniel Buarque

'Economist' conta história do edifício Copan, 'obra-prima' da arquitetura

‘Economist’ conta história do edifício Copan, ‘obra-prima’ da arquitetura

O edifício Copan, em São Paulo, teve sua “biografia” contada em uma reportagem publicada pela revista “The Economist”. Segundo a publicação, apesar do seu tamanho, de hospedar 5 mil pessoas e do caótico centro da cidade, o prédio mantém graciosidade. “É o maior ‘til’ do mundo”, diz, em referência ao formato ondulado que lembra o sinal gráfico.

“A obra-prima modernista de Niemeyer foi concebida durante uma onda de industrialização e otimismo nos anos 1950, e nunca alcançou a ambição de seus construtores”, diz, alegando que o objetivo era fazer do prédio um hotel.

Acostumada a cobrir temas relacionados à política e economia do Brasil, a “Economist” não deixa de ressaltar o momento turbulento pelo qual o país passa. “O Copan, assim como o centro da cidade está prosperando”, diz, enquanto a cidade e o Brasil sofrem com a crise.

“O prédio está melhor de que a cidade”, explica a revista, que diz que o centro de São Paulo está sendo revitalizado e agora é “chique”, com bons restaurantes, bares e galerias.

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Material ‘made in Brazil’ foi usado em bomba do Estado Islâmico, diz estudo
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Daniel Buarque

Estudo diz que material de empresa brasileira foi usado em bomba pelo Estado Islâmico

Estudo diz que material de empresa brasileira foi usado em bomba pelo Estado Islâmico

Uma lata de pasta de alumínio produzida no Brasil foi encontrada entre os materiais usados pelo grupo terrorista Estado Islâmico na fabricação de bombas no Iraque. O produto “made in Brazil” é citado entre os mais de 700 componentes, cabos e outros produtos químicos de diferentes países foram transformados em armas pelo EI.

Estudo diz que material de empresa brasileira foi usado em bomba pelo Estado Islâmico

Estudo diz que material de empresa brasileira foi usado em bomba pelo Estado Islâmico

Segundo o relatório da Conflict Armament Research, que traça a origem de componentes usados em explosivos, o material brasileiro chegou aos terroristas depois de ser vendido para a Turquia. A pesquisa mostra que 51 empresas de 20 países diferentes estão envolvidas no fornecimento de substâncias para explosivos, que não podem ser rastreados quando chegam nas áreas de conflitos.

Uma reportagem da Rádio França Internacional conseguiu ouvir a empresa Aldoro, de Rio Claro (SP), que é citada no estudo. A Aldoro fabrica pigmentos metálicos de alumínio e pasta de alumínio, e explica que suspendeu vendas para a Turquia após ser alertada sobre o uso do seu material.

“Brasília nos ligou para dizer que um balde de nosso produto,que pode ser usado em explosivos, havia sido encontrado na Síria”, explicou à RFI o diretor da empresa, Stassan Martendal. Segundo ele, é impossível rastrear o que acontece com o produto ao chegar nesses países que fazem fronteira com a Síria, e não há maneiras legais de impedir esse comércio clandestino.

O relatório diz que 13 empresas da Turquia participam da cadeia de abastecimento do grupo Estado Islâmico.

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BBC: Especialista em impeachment diz que Dilma pode sobreviver no poder
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Daniel Buarque

BBC: Especialista em impeachment diz que Dilma pode sobreviver no poder

BBC: Especialista em impeachment diz que Dilma pode sobreviver no poder

O site brasileiro da rede britânica BBC entrevistou o cientista político argentino Anibal Pérez Liñan, professor de ciência política da Universidade de Pittsburgh e especialista em processos de impeachment na América Latina. Liñan avaliou o momento turbulento por que passa o governo de Dilma Rousseff, mas disse que ela ainda pode ter uma relação forte o suficiente com o Congresso para sobreviver no poder.

Leia a entrevista completa no site da BBC

Anibal Pérez Liñan: “Ela está enfrentando um coquetel explosivo: situação econômica ruim, escândalos e oposição fortes, o contexto é bastante ruim. Mas ainda não está claro para mim se a classe política realmente vai pressionar pelo impeachment, porque os escândalos no Brasil atualmente atingem não apenas o governo, mas toda a classe política, por diferentes razões – veja o caso de FHC. Claro que a credibilidade do governo é ameaçada, mas acho que até agora os políticos estão um pouco tímidos porque os problemas atingem a todos.”

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Diretora da OMS diz confiar que Brasil fará Olimpíada livre de zika
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Daniel Buarque

Diretora da OMS diz confiar que Brasil terá Olimpíada livre de zika

Diretora da OMS diz confiar que Brasil terá Olimpíada livre de zika

Em visita ao Brasil como parte do esforço global contra o surto de zika, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse estar confiante de que o Brasil terá uma Olimpíada livre da doença.

A declaração ganhou destaque em reportagem da agência internacional Reuters sobre a visita de Chan. Segundo ela, o governo brasileiro tem feito tudo o que pode para combater o mosquito transmissor da doença.

“Quero assegurar que o governo está trabalhando muito próximo do movimento olímpico internacional e o comitê organizador local, com o apoio da OMS, para garantir que teremos um plano de trabalho muito bom para combater o mosquito, e para garantir que as pessoas que virão tanto como visitantes quanto como atletar terão o máximo de proteção de que elas precisam”, disse Chan.

A declaração é importante dentro do contexto internacional de desconfiança do resto do mundo em relação à capacidade do Brasil de combater o surto da doença. O zika e sua possível relação com a microcefalia se tornou o assunto mais comentado em relação ao país no resto do mundo, e muitos dos principais comentários costumam questionar a capacidade do Brasil de combater os mosquitos.

Chan foi recebida pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Ela participou de reuniões com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, e outros ministérios envolvidos no combate à epidemia. Após os encontros em Brasília, Chan disse estar bem impressionada com as ações para mobilizar a sociedade civil, setores religiosos e empresariado. “Nunca tinha visto uma liderança atacar o problema com tamanha velocidade e seriedade”.

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‘Não é fácil entender o Brasil’, diz criador de site em inglês sobre o país
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Daniel Buarque

'Não é fácil entender o Brasil', diz criador do plus55, site em inglês sobre o país

‘Não é fácil entender o Brasil’, diz criador do plus55, site em inglês sobre o país

“Bem-vindo ao Brasil real”. A frase aparece estampada em um muro serve de entrada para um novo portal, em inglês, sobre o país. O plus55 é um site produzido por jornalistas brasileiros e que pretende ser uma “ponte”, traduzindo o país como ele é “de verdade” para o resto do mundo. O trabalho é semelhante ao de um brasilianista brasileiro, alguém que tenha ao mesmo tempo um olhar de dentro para fora e de fora para dentro do país.

O objetivo é romper com o desconhecimento que ainda existe no resto do mundo e que é possível encontrar em muitas das reportagens publicadas na imprensa internacional sobre o país, explicou Gustavo Ribeiro, um dos criadores do portal, em entrevista este blog Brasilianismo.

Tanto é assim que um dos primeiros textos a serem publicados no portal é uma carta aberta ao “New York Times”, depois que o jornal norte-americano publicou um texto que descrevia de forma superficial, cheia de estereótipos e preconceito o carnaval brasileiro em meio ao surto de zika. “O repórter do NYT não entendeu o Brasil”, dizia. “Somos um país complexo – e qualquer análise extremamente simplificada sobre a nossa sociedade provavelmente será equivocada”, disse Ribeiro.

“O Brasil ainda é um país relativamente isolado”, explicou. “Há muitos clichês sobre nós reproduzidos na imprensa lá fora – o que é fruto, muitas vezes, de interpretações a partir de códigos que não são os nossos e preconcepções.”

Ele reconhece que há uma extensa cobertura internacional sobre o país na mídia estrangeira, mas explica que parte das reportagens mostra um certo grau de desconhecimento sobre nossa cultura, modo de vida e forma de pensar. Além disso, a mídia é só uma parte dessa imagem, e é importante levar mais informação sobre o país para um público mais amplo. “Eu morei na França nos últimos três anos e fiquei impressionado com o número de pessoas que achavam que a nossa capital era Rio ou São Paulo – e que a salsa era brasileira”, disse.

Colocado no ar recentemente, o plus55 ainda trabalha para consolidar uma voz própria e encontrar um público estrangeiro que se interesse pelo Brasil além dos seus clichês. Se conseguir este objetivo, pode ter o potencial de ajudar a formar uma imagem internacional mais próxima da realidade vivida no pais, e mais distantes da superficialidade e de preconceitos.

Leia abaixo a entrevista completa

Brasilianismo – O Brasil é citado na imprensa internacional mais de 200 vezes a cada dia. Por que é importante produzir um veículo de comunicação brasileiro para o público internacional e ‘traduzir’ o país?
Gustavo Ribeiro – Não é fácil entender o Brasil. Mesmo nós, brasileiros, temos dificuldade. O Brasil ainda é um país relativamente isolado – geográfica, linguística e economicamente… Apesar de se falar muito sobre o Brasil, muitas vezes não se fala bem. É claro que há ótimos correspondentes, que conseguem compreender as ambiguidades do nosso país. Mas uma grande parte das reportagens mostra um certo grau de desconhecimento sobre nossa cultura, modo de vida e forma de pensar. Abordamos isso, inclusive, em um artigo sobre uma matéria do NYT. Eu morei na França nos últimos três anos e fiquei impressionado com o número de pessoas que achavam que a nossa capital era Rio ou São Paulo – e que a salsa era brasileira.

Brasilianismo – A apresentação do plus55 fala em desinformação e informação equivocada sobre o país no exterior. Que tipo de erros acha que os estrangeiros cometem ao pensar sobre o Brasil?
Gustavo Ribeiro – Quando nos referimos à desinformação e informação equivocada, não falamos apenas da imprensa internacional. Há muitos clichês sobre nós reproduzidos na imprensa lá fora – o que é fruto, muitas vezes, de interpretações a partir de códigos que não são os nossos e preconcepções. Entretanto, nós também contribuímos para isso. Muito da imagem que se leva daqui para fora insiste nessas imagens consolidadas – e pouco faz para mudar a imagem do país.

Brasilianismo – O Brasil é um país múltiplo, a há nuances complicados que mesmo os próprios brasileiros têm dificuldade em entender. Que imagem internacional o plus55 pretende ajudar os estrangeiros a terem a respeito do Brasil?
Gustavo Ribeiro – Justamente que somos um país complexo – e que qualquer análise extremamente simplificada sobre a nossa sociedade provavelmente será equivocada. Nós queremos ser uma fonte de informação alternativa, um olhar de dentro para um público que tem interesse em saber mais do país. Somos o país do carnaval e futebol (ou éramos), mas também temos um povo trabalhador e empreendedor, temos uma economia relevante internacionalmente…

Brasilianismo – Os estrangeiros encontram notícias sobre o Brasil em alguns dos principais veículos de comunicação internacionais. Como o plus55 pretende atrair leitores estrangeiros? Que leitores o portal pretende atingir?
Gustavo Ribeiro – Nossa proposta é ser um olhar de dentro. Acreditamos que os brasileiros têm um ponto de vista sobre o Brasil que deve ser levado em conta – mesmo para o leitor internacional. Nossa plataforma atua em um nicho e tenta atingir um leitor que já é interessado pelo Brasil – e acha, como nós, que ouvir o que alguém de dentro fala é importante para analisar os fenômenos brasileiros.

Brasilianismo – Brasileiros são em parte responsáveis pela propagação de clichês e estereótipos sobre o país no exterior – basta ver o tipo de imagem usada em apresentações internacionais produzidas pelo próprio país. De que forma o plus55 vai lidar com a imagem superficial do Brasil ao escrever sobre o país?
Gustavo Ribeiro – Como o nosso leitor já tem, em tese, um interesse pré-estabelecido no Brasil, podemos escrever textos que o contextualizem de forma mais aprofundada.

Brasilianismo – Pesquisadores de nation branding alegam que imagem internacional poderia ser pensada como um espelho da realidade de um país, mesmo que apresente algumas distorções. Apesar de possivelmente incorrer em erros, o olhar externo sobre o país permite uma objetividade que talvez brasileiros não consigam ter a respeito da sua pátria. Ao se colocar em oposição a esta imagem internacional, o plus55 não corre o risco de se tornar um veículo de patriotismo ufanista sobre o país?
Gustavo Ribeiro – Não somos um veículo de publicidade da marca Brasil. Não criamos a plus55 para tecer loas ao país. Mas para informar o público estrangeiro sobre ele. E não hesitamos em criticar – ou o governo ou a nós mesmos, cidadãos brasileiros. Em uma matéria sobre o Aedes aegypti, por exemplo, nós falamos claramente que uma das razões para que não nos livremos do mosquito é o fato de não fazermos a nossa parte – e colocarmos tudo na conta do governo.

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‘O Globo’: Prisão de publicitário afeta eleições na República Dominicana
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Daniel Buarque

Deu no 'Globo': Prisão de publicitário afeta eleições na República Dominicana

Deu no ‘Globo’: Prisão de publicitário afeta eleições na República Dominicana

Reportagem publicada pelo jornal “O Globo” diz que a prisão do publicitário João Santana, parte da Operação Lava Jato, tem recebido atenção especial na Republica Dominicana. Não apenas porque era onde o marqueteiro estava quando a prisão foi decretada, mas porque ele estava envolvido com as eleições daquele país. Santana e sua mulher, Mônica Moura, trabalhavam na campanha de reeleição de Danilo Medina, do Partido de Libertação Dominicana (PLD), explica o jornal.

Medina admitiu ao jornal “El Diario de Hoy” que o marqueteiro brasileiro era seu principal assessor de campanha e reconheceu o efeito negativo de sua saída na disputa. A prisão ganhou destaque também no “Diario Libre”,que alega que isso “estremece o ambiente político do país”.

“O Partido Revolucionário Moderno (PRM), de oposição, pediu ao presidente para explicar seus vínculos com Santana e também para não obstruir investigações judiciais. O deputado Vinicio Castillo Semán, fundador do partido Força Nacional Progressista (FNP), considerado de extrema direita, também pediu à Procuradoria Geral da República uma investigação formal sobre as atividades de João Santana no país. Para o parlamentar, ‘Santana e suas empresas realizaram muitas operações na República Dominicana e receberam muito dinheiro do governo'”, diz “O Globo”.

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Jornal inglês acusa Brasil de ter ‘conspiração’ ao minimizar ameaça do zika
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Daniel Buarque

Jornal inglês acusa Brasil de ter 'conspiração' ao minimizar risco do zika

Jornal inglês acusa Brasil de ter ‘conspiração’ ao minimizar risco do zika

Enquanto o Brasil e a imprensa estrangeira falam da divulgação de informações falsas, histeria e teorias da conspiração relacionadas ao surto do vírus zika, o país parece tentar encobrir a epidemia com seu fracasso no diagnóstico da doença, segundo uma reportagem publicada pelo jornal britânico “The Independent”. Segundo o periódico, pode-se perceber uma tentativa ignorar casos suspeitos quase de forma proposital para fingir que o problema é menor de que ele de fato é.

A publicação fala que pode existir uma “conspiração real” por trás da subnotificação de casos suspeitos de zika, que parece uma tentativa deliberada de minimizar o problema relacionado ao surto da doença.

“Médicos, enfermeiras e pacientes no estado de Pernambuco, área mais afetada pelo zika no Brasil, alegam que as autoridades estão falhando no teste do vírus em ampla escala”, diz o jornal.

Na melhor das hipóteses, argumenta, pode-se falar de fracasso no registro de casos potenciais da doença. “Mas alguns indicam que está sendo muito difundida a falha, até mesmo de forma deliberada, no diagnóstico do zika no país mais afetado. Especialistas alegam que o diagnóstico incompleto leva a um número menor de casos confirmados”, diz.

O “Independent” acompanha o movimento da imprensa internacional, que tem dedicado ampla cobertura ao surto de zika e sua possível relação com a microcefalia no Brasil. Nas últimas semanas, várias publicações estrangeiras questionaram o clima de pânico que estava sendo criado no Brasil por conta da doença. A reportagem publicada pelo jornal é importante para mostrar que pode haver erros no trabalho do país, o que cria uma atmosfera artificial relacionada ao combate ao zika.

O jornal diz que o surto pode se ampliar ainda mais, especialmente com a Olimpíada do Rio. Ele alega ainda que este não é o primeiro caso em que o governo brasileiro tenta tratar problemas de saúde como menores de que eles realmente são, e relata que no passado houve tentativa de minimizar o impacto da dengue.

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