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Arquivo : ‘The Nation’

Pesquisador americano critica condenação de Lula e chama provas de frágeis
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Daniel Buarque

Pesquisador americano critica condenação de Lula e chama provas de frágeis

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção com base em provas inconsistentes, frágeis, segundo o codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington (EUA), Mark Weisbrot.

Em um artigo publicado na revista americana “The Nation”, Weisbrot criticou a condenação de Lula e o que ele vê como perseguição política a políticos de esquerda.

“Lula e seu Partido dos Trabalhadores são uma afronta à elite tradicional do país –que por sua vez está mergulhada na corrupção– então eles querem destruí-lo usando o meio que for necessário”, avalia Weisbrot, que é também presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa.

Alinhado à esquerda, Weisbrot é um dos principais críticos no exterior do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff – que disse considerar um golpe de Estado. Segundo ele, o processo contra Lula se baseia em depoimentos sem provas, o que não deveria ser suficiente para condená-lo.

O pesquisador ainda critica o trabalho do juiz Sergio Moro, que “foi pego várias vezes com seus dedos na balança da Justiça no caso de Lula”, diz.

“Quando a elite ostensivamente corrupta do Brasil realizou um golpe para se livrar da presidente eleita, Dilma Rousseff, no ano passado, causou grande impacto na democracia do país”, defende.

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Greg Grandin: Postura de Obama em impeachment antecipou ascensão de Trump
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Daniel Buarque

Greg Grandin: Postura de Obama sobre impeachment antecipou ascensão de Trump

Greg Grandin: Postura de Obama sobre impeachment antecipou ascensão de Trump

A forma como o governo de Barack Obama, nos EUA, lidou com a derrubada de três governos de esquerda na América Latina (Honduras, Paraguai e o impeachment de Dilma Rousseff no Brasil) antecipou o discurso que ele agora precisa assumir ao ver a vitória do republicano Donald Trump para sucedê-lo na Presidência norte-americana.

Segundo artigo do historiador norte-americano Greg Grandin, professor da New York University, na revista “The Nation”, o fato de Obama não ter denunciado o que chama de “golpe” no Brasil e nesses outros países acabou servindo de exemplo para a forma como ele agora aceita a derrota nos EUA.

“A ironia é amarga. Depois de ajudar a normalizar a transição autoritária neoliberal no exterior, Obama, nas últimas semanas da sua Presidência, agora se encontra fazendo o mesmo em casa. Os termos usados para descrever a aproximação da Presidência de Trump são exatamente os mesmos que o Departamento de Estado usou para acatar o golpe no Brasil: a resiliência das instituições democráticas… a necessidade de aceitar os altos e baixos da competição eleitoral… a lei… e por aí vai”, explica.

Para Grandin, assim como não houve vontade democrática na derrubada de governos pela América Latina, o mesmo acontece nos EUA, considerando que Hillary Clinton foi derrotada no Colégio Eleitoral mesmo tendo mais votos nacionalmente do que o presidente eleito.

Grandin ressalta ainda o que chama de “segunda ironia”. O fato de que os governos de centro direita que assumiram o poder na América Latina durante o governo de Obama preferiam que Hillary tivesse vencido as eleições nos EUA, e agora vão ter que lidar com o governo de Trump.

O historiador Grandin conhece bem o Brasil. Ele é autor do livro “Fordlândia”, sobre uma cidade-utopia que o empresário norte-americano Henry Ford tentou construir na Amazônia no início do século XX. Ele foi um dos entrevistados para o livro “Brazil, um país do presente”, e ajudou a traçar a imagem que os norte-americanos têm da Amazônia brasileira.

Ideologicamente ligado à esquerda, Grandin escreve esporadicamente sobre o na revista “The Nation”. Em um texto publicao após o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência, ele publicou um artigo chamando o impeachment de “golpe escravagista”.

“A retirada de Dilma pode ser chamada de muitas coisas, entre elas um golpe midiático e um golpe constitucional. Pelo menos em parte, é também um golpe escravagista”, dizia.

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Deu na ‘Nation’: Ameaçado, PT está mergulhado em toneladas de lama tóxica
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Daniel Buarque

Reportagem da 'Nation' questiona possível futuro do PT

Reportagem da ‘Nation’ questiona possível futuro do PT

As imagens do rompimento da barragem da Samarco em Mariana foram tão fortes que podem marcar até mesmo a história política do país. Segundo uma análise publicada na revista norte-americana “The Nation”, as cenas do rio de lama tóxica em Minas Gerais podem ilustrar o capítulo final na história da ascensão e queda do PT no poder do Brasil.

“Eleito em 2002 em meio a um otimismo sem limites, o PT agora está mergulhado no equivalente político de um milhão de toneladas de lama tóxica”, diz o texto assinado pelo correspondente Andy Robinson, que questiona: “O Partido dos Trabalhadores pode sobreviver?”.

A crítica soa ainda mais relevante por se tratar de uma revista que tem uma ligação histórica com o pensamento de esquerda. E a reportagem deixa claro que os problemas do partido estão ligadas a uma postura pouco ligada à esquerda no atual governo.

“A presidente Dilma Rousseff está enfrentando um processo de impeachment, uma economia que se afunda – e ativistas das bases do partido estão furiosos com suas políticas de austeridade e a estretégia de desenvolvimento que favorece grandes empresas”, diz o texto.

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