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Arquivo : ‘The Independent’

‘Caminho errado’ no Rio deixa turista ferida e imagem do Brasil manchada
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Daniel Buarque

‘Caminho errado’ deixa turista ferida e imagem do Brasil manchada

“Turistas no Brasil ocasionalmente são atacados quando, por acidente, entram em favelas, que muitas vezes são dominadas por gangues”.

A descrição do risco imposto a quem visita o Brasil é parte de uma reportagem da agências de notícias Associated Press, publicada por jornais britânicos como “The Guardian” e “The Independent”, sobre a família de ingleses que foi atacada em Angra dos Reis.

Uma turista do país foi ferida a bala no abdome no incidente, e a imagem do Brasil fica manchada em dezenas de notícias sobre o caso na imprensa estrangeira.

“Mãe britânica leva tiro na frente da sua família durante férias no Brasil quando acidentalmente entrou em uma favela violenta após uma confusão com o idioma”, diz o longo título, um tanto sensacionalista, do tabloide “Daily Mail” sobre o caso.

Outro tabloide, o “Sun” publicou várias fotos do carro em que a família estava, com marcas de tiros.

“O Ministério de Relações Exteriores alerta os turistas de que todas as favelas são ‘áreas perigosas’ devido ao ‘nível de violência nelas'”, diz a publicação.

O ataque contra turistas é um caso que aumenta a repercussão no resto do mundo e reforça imagem internacional de violência no Rio.

As principais publicações internacionais já vinham publicando reportagens sobre o aumento da criminalidade no Rio de janeiro, e agora aproximam a notícia do leitor estrangeiro.

O Rio, diz o jornal francês “Le Monde”, vive uma “guerra não declarada” um ano após a Olimpíada.

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Imprensa estrangeira compara violência no Brasil à da guerra na Síria
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Daniel Buarque

Imprensa estrangeira compara violência no Brasil a guerra na Síria

Imprensa estrangeira compara violência no Brasil a guerra na Síria

A divulgação de dados sobre a violência e a criminalidade no Brasil levou a imprensa internacional a destacar uma comparação entre o número de mortes registrado no país e a mortalidade na Síria, país que vive uma grave guerra civil.

“Enquanto uma onda de crimes atinge o Brasil, número de mortes diárias supera os da Síria”, diz o título de reportagem da revista “Forbes”. “Brasil tem mais mortes violentas do que a Síria devastada pela guerra em 2015”, diz o jornal britânico “The Independent”, duas das principais reportagens sobre o tema na mídia internacional.

Apesar de reconhecer que a Síria é um país muito menor, com população de 22 milhões de pessoas, a publicação inglesa ressalta o grave problema da violência no Brasil.

“Apesar de ter caído desde 2014, a taxa de homicídios brasileira em 2015 chegou a 28,6 por 100 mil pessoas, muito mais do que a de 10 por 100 mil que as Nações Unidas consideram o limite da violência crônica”, diz o jornal.

Segundo as reportagens, as pressões econômicas estão entre os motivos para o registro de números tão problemáticos.

“Dois anos seguidos de recessão econômica levaram ao aumento dos crimes violentos”, diz a “Forbes”, que ressalta ainda que o número de pessoas feridas a bala cresceu 6% no ano.

A violência e a criminalidade estão entre os principais estereótipos internacionais associados ao Brasil. A divulgação dos dados e a comparação com um país em guerra ajudam a reforçar ainda mais a imagem de insegurança que o resto do mundo vê no país.

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Impopular, governo Temer é acusado de roubar e não fazer, diz ‘Independent’
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Daniel Buarque

'Independent': Sem lua de mel, governo Temer é acusado de roubar sem fazer

‘Independent’: Sem lua de mel, governo Temer é acusado de roubar sem fazer

“O Brasil costumava dizer que seus políticos ‘roubam, mas fazem’ – o presidente Michel Temer não consegue fazer nem isso”.

A ironia é o (longo) título de uma reportagem do jornal britânico “The Independent” sobre a situação política do Brasil depois do impeachment de Dilma Rousseff. Sem direito a uma lua de mel com a política do país, diz o texto, Temer tem enfrentado protestos regulares, e tem baixa popularidade entre os eleitores.

“Para muitos brasileiros, a corrupção é o maior problema do país, e a ironia de que Dilma não foi pessoalmente condenada por fraude, mas Temer sim, não escapou a eles”, diz o jornal, indicando que o presidente está inelegível por oito anos, além de ser acusado de ter recebido propina.

Apesar de ser mencionado em escândalos de corrupção, explica, Temer não vai ter facilidade em “fazer” algo pelo país. “No caso de Temer [a frase ‘rouba, mas faz’] reflete a esperança de que seu governo ajude o país a sair da crise econômica, o que abafaria os escândalos de corrupção. Depois de cinco meses no poder, entretanto, Temer enfrenta um aprofundamento da recessão”, diz.

O jornal explica que o governo deve introduzir cortes “dolorosos” no orçamento, além de flexibilizar as leis trabalhistas, o que tem gerado protestos e preocupações no país.

“Estes dilemas refletem a taxa de aprovação de 14% de Temer na pesquisas de opinião de junho, enquanto apenas 5% dos brasileiros dizem que votariam nele em uma eleição presidencial.”

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Mídia estrangeira avalia postura política da imprensa brasileira na crise
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Daniel Buarque

Mídia estrangeira avalia postura política da imprensa brasileira na crise

Mídia estrangeira avalia postura política da imprensa brasileira na crise

Uma reportagem publicada no jornal britânico “The Independent” acusa a imprensa brasileira de ser muito partidária e causar danos ao processo político do país. Segundo o jornal, a mídia nacional distorce e manipula a cobertura jornalística da crise política, dando vantagem à oposição à presidente Dilma Rousseff.

O texto publicado no “Independent” é o mais recente e mais longo a tratar de um tema que já apareceu outras vezes na mídia internacional. Jornalistas e acadêmicos estrangeiros têm avaliado a cobertura da imprensa brasileira, e não são raras as críticas sobre “partidarismo”.

O tema ganhou destaque no resto do mundo especialmente após as entrevistas concedidas por Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornais estrangeiros, em março. Nos dois casos, eles evidenciam o momento ruim da relação entre o governo e a imprensa nacional. O clima de “hostilidade” foi percebido especialmente na conversa dos jornais de outros países com Lula, que atacou o jornalismo político do Brasil.

O jornal espanhol “El País” foi uma das publicações que percebeu os problemas na relação entre o governo e a imprensa, e tratou a entrevista de Lula como sintoma do estado das relações entre o governo e a imprensa nacional. O jornal mexicano “El Universal” chegou até mesmo a usar a questão da relação com a mídia em sua manchete: “Lula: Imprensa geram no Brasil clima similar ao da Venezuela”, diz, em comparação com a forte tensão política no país governado por Nicolás Maduro.

O site belga “La Libre” foi outro a tratar do tema recentemente. Em uma reportagem publicada na semana passada, o portal diz que “a mídia brasileira faz campanha contra Dilma”.

Segundo o “Independent”, em vez de mostrar as notícias sobre a crise brasileira em tons de cinza que representem bem os temas ambíguos e complicados da situação atual, a imprensa nacional assumiu uma narrativa simplista, que polariza a população em um debate entre os “bons” e os “maus”.

A publicação ressalta ainda que esta simplificação dos temas políticos gerou protestos contra a mídia brasileira, destacando manifestações em frente à sede da TV Globo.

Em um artigo publicado pelo blog de política da Universidade de Oxford, entretanto, o pesquisador brasileiro João Carlos Magalhães argumenta que apesar de a mídia brasileira ter grandes falhas, jornais e emissoras não podem ser culpados pelo ambiente político tóxico que tomou conta do país. “O quadro é muito mais complexo”, diz.

Um dos pontos centrais da análise de Magalhães, que trabalhou como jornalista na “Folha de S.Paulo” e agora faz doutorado sobre a ética das plataformas digitais na London School of Economics, é de que a chamada “grande mídia” talvez não tenha mais a força que as pessoas acham que ela tem.

“Afirmar que a grande mídia gesta um golpe ou irresponsavelmente inflama seu público, como muitos argumentam, é uma ilusão confortável”, diz. “Não porque os barões da mídia não queiram o impeachment, ou porque sejam campeões da democracia, mas porque nem se quisessem eles poderiam, sozinhos, dar um golpe. A grande mídia, a despeito de todo seu poder, não mais comanda a narrativa — e, acreditem, ela adoraria comandar. A fragmentação do sistema midiático também implica em uma fragmentação da ação moral, e com isso da responsabilidade moral também”, complementa.

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Jornal inglês acusa Brasil de ter ‘conspiração’ ao minimizar ameaça do zika
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Daniel Buarque

Jornal inglês acusa Brasil de ter 'conspiração' ao minimizar risco do zika

Jornal inglês acusa Brasil de ter ‘conspiração’ ao minimizar risco do zika

Enquanto o Brasil e a imprensa estrangeira falam da divulgação de informações falsas, histeria e teorias da conspiração relacionadas ao surto do vírus zika, o país parece tentar encobrir a epidemia com seu fracasso no diagnóstico da doença, segundo uma reportagem publicada pelo jornal britânico “The Independent”. Segundo o periódico, pode-se perceber uma tentativa ignorar casos suspeitos quase de forma proposital para fingir que o problema é menor de que ele de fato é.

A publicação fala que pode existir uma “conspiração real” por trás da subnotificação de casos suspeitos de zika, que parece uma tentativa deliberada de minimizar o problema relacionado ao surto da doença.

“Médicos, enfermeiras e pacientes no estado de Pernambuco, área mais afetada pelo zika no Brasil, alegam que as autoridades estão falhando no teste do vírus em ampla escala”, diz o jornal.

Na melhor das hipóteses, argumenta, pode-se falar de fracasso no registro de casos potenciais da doença. “Mas alguns indicam que está sendo muito difundida a falha, até mesmo de forma deliberada, no diagnóstico do zika no país mais afetado. Especialistas alegam que o diagnóstico incompleto leva a um número menor de casos confirmados”, diz.

O “Independent” acompanha o movimento da imprensa internacional, que tem dedicado ampla cobertura ao surto de zika e sua possível relação com a microcefalia no Brasil. Nas últimas semanas, várias publicações estrangeiras questionaram o clima de pânico que estava sendo criado no Brasil por conta da doença. A reportagem publicada pelo jornal é importante para mostrar que pode haver erros no trabalho do país, o que cria uma atmosfera artificial relacionada ao combate ao zika.

O jornal diz que o surto pode se ampliar ainda mais, especialmente com a Olimpíada do Rio. Ele alega ainda que este não é o primeiro caso em que o governo brasileiro tenta tratar problemas de saúde como menores de que eles realmente são, e relata que no passado houve tentativa de minimizar o impacto da dengue.

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‘Independent’ celebra Raduan Nassar em inglês: Brasil além de Paulo Coelho
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Daniel Buarque

'Independent' celebra tradução de Raduan Nassar: Brasil além de Paulo Coelho

‘Independent’ celebra tradução de Raduan Nassar: Brasil além de Paulo Coelho

A literatura brasileira pode oferecer uma narrativa diferente para os estrangeiros enquanto o mundo inteiro olha para o país prestando atenção em seus estereótipos durante a Olimpíada, em agosto. A avaliação do jornal britânico “The Independent” é de que isso vai ficar mais interessante agora que o escritor Raduan Nassar ganhou tradução da sua obra para o inglês.

“O nosso conhecimento da escrita brasileira não vai mais ficar limitado ao fenômeno Paulo Coelho”, diz o jornal. A publicação comemora uma “nova onda” de traduções de escritores brasileiros que trazem uma nova voz do Brasil para o resto do mundo.

Em meio a este crescimento da literatura brasileira em inglês, há “um escritor recluso, que não publica nada há 30 anos”, diz, se referindo a Raduan Nassar. “Seus romances – agora traduzidos para o inglês pela primeira vez- oferecem uma profunda compreensão do turbilhão em uma sociedade marcada por divisões de raça, classe e gênero”, diz o jornal.

O texto do “Independent” é de autoria de Stefan Tobler, tradutor de um dos livros de Nassar agora lançados em inglês. Ele fala sobre a vida reclusa do escritor, que rejeita a badalação de um autor famoso, e elogia sua obra, que “não fica quieta”, e merece elogios em todo o mundo.

“A escrita de Nassar é poderosa em parte porque ela não carrega julgamentos morais, mas experiências vividas, contadas por narradores que nem sempre são pessoas boas. Eles oferecem uma visão das forças obscuras que existem em toda sociedade”, explica.

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Polícia evidencia ‘apartheid simbólico’ no Brasil, diz mídia estrangeira
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Daniel Buarque

Reportagem do 'Independent' critica 'apartheid simbólico' no Brasil

Reportagem do ‘Independent’ critica ‘apartheid simbólico’ no Brasil

O racismo escondido da sociedade brasileira foi destacado em uma dezena de reportagens na mídia internacional ao longo dos últimos dias. A notícia de que mais de uma centena de adolescentes cariocas foram recolhidos pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, sem nenhum motivo aparente, a caminho das praias da zona sul da cidade gerou reação da mídia em diferentes países atacando a discriminação.

Segundo o jornal britânico “The Independent”, o caso demonstra que o Brasil vive um “apartheid simbólico”.

“Enquanto a cidade [do Rio de Janeiro] se prepara para receber a Olimpíada no próximo ano, trazendo muitos visitantes, a polícia tem realizado buscas em ônibus com jovens a caminho da praia, e alguns são levados a abrigos até serem buscados pela família, mesmo que não tenham cometido nenhuma ofensa”, diz o jornal.

A notícia foi publicada com tom crítico em pelo menos uma dezena de veículos de diferentes partes do mundo.

O Italiano “La Presse” destacou que a ação “preventiva” prendeu apenas jovens pobres e negros, o que não teria nenhuma base legal.

O site “RPP”, citando a agência internacional Efe, alegou que a ação demonstra uma tentativa de segregação de grandes cidades do Brasil, com exclusão dos mais pobres a fim de proteger os setores mais ricos da sociedade.

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Deu no ‘Independent’: Mundo quer saber preço de prostitutas no Brasil
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Daniel Buarque

Mapa mostra as palavras mais buscadas em relação a cada país em pesquisas sobre preços

Mapa mostra as palavras mais buscadas em relação a cada país em pesquisas sobre preços

Uma pesquisa usando o sistema de autocompletar do Google indica que as buscas mais frequentes no mundo relacionadas a preços em diferentes países querem saber quanto custa uma prostituta no Brasil.

A associação da imagem do Brasil com prostituição é antiga em todo o mundo, e alimenta forte preconceito em relação ao país até hoje. Segundo o jornal “The Independent”, “Quanto custa uma prostituta no Brasil?” é a busca mais frequente no Google.com quando se fala de pesquisas relacionadas a preços no mundo.

Mapa destaca as principais buscas por preços relacionadas a países da América do Sul

Mapa destaca as principais buscas por preços relacionadas a países da América do Sul

O jornal publicou nesta quarta-feira (22) um mapa mostrando quais palavras foram mais associadas com cada país a partir de buscas de preços no Google.

Usando um sistema específico para este tipo de pesquisa, o jornal usou o Google para perguntar “quanto custa * ” em cada país, e aguardou que a ferramenta de buscas completasse a pergunta com as palavras que mais são buscadas .

Pela pesquisa, o Brasil foi associado à prostituição, enquanto o interesse maior na Argentina é por “cerveja”, no Chile é por “coca” e nos EUA é por “patente”. Segundo o jornal, as pessoas que usam o Google têm ainda interesse em saber quanto custa um rim no Irã, uma vaca na Índia e um escravo na Mauritânia.

CORREÇÃO: A versão original deste post errou ao afirmar que a pesquisa havia levado em consideração o sistema de buscas na Inglaterra. O erro aparecia logo no título alegando que “ingleses querem saber preço de prostitutas no Brasil”. O erro foi percebido e corrigido 5 minutos após a publicação original. O próprio ‘Independent’ tem uma ressalva sobre metologia da pesquisa explicando que os resultados podem ser diferentes no Google local de cada país.


Projeção dos EUA diz que Brasil será a 6ª maior economia do mundo em 2030
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Daniel Buarque

Gráfico publicado pelo jornal 'The Independent' mostra a projeção das  maiores economias do mundo em 2030

Gráfico publicado pelo jornal ‘The Independent’ mostra a projeção das maiores economias do mundo em 2030

Uma projeção de um departamento do governo dos Estados Unidos indica que a economia brasileira vai ser a sexta maior do mundo em 2030, ultrapassando França e Reino Unido, que hoje estão à frente do país, mas sendo ultrapassado pela Índia.

Mesmo considerando o mau momento atual da economia brasileira, a projeção do USDA, Departamento de Agricultura dos EUA, indica quais serão as 20 maiores economias do mundo daqui a 15 anos. O estudo foi tema de uma reportagem do jornal inglês “The Independent” durante a semana.

Segundo o USDA, os EUA vão continuar sendo a maior economia do mundo, mas a China terá aumentado muito seu PIB e se aproximado da maior potência do mundo. A Índia também vai ter crescido muito e vai passar de 8º lugar para 3º.

A projeção indica que o PIB do Brasil em 2015 vai ser de US$ 3,95 trilhões.

O “Independent” destaca ainda a previsão de crescimento da Nigéria, que pode se tornar uma das maiores economias do mundo.


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