Brasilianismo

Arquivo : Mark Weisbrot

Pesquisador americano critica condenação de Lula e chama provas de frágeis
Comentários Comente

Daniel Buarque

Pesquisador americano critica condenação de Lula e chama provas de frágeis

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção com base em provas inconsistentes, frágeis, segundo o codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington (EUA), Mark Weisbrot.

Em um artigo publicado na revista americana “The Nation”, Weisbrot criticou a condenação de Lula e o que ele vê como perseguição política a políticos de esquerda.

“Lula e seu Partido dos Trabalhadores são uma afronta à elite tradicional do país –que por sua vez está mergulhada na corrupção– então eles querem destruí-lo usando o meio que for necessário”, avalia Weisbrot, que é também presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa.

Alinhado à esquerda, Weisbrot é um dos principais críticos no exterior do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff – que disse considerar um golpe de Estado. Segundo ele, o processo contra Lula se baseia em depoimentos sem provas, o que não deveria ser suficiente para condená-lo.

O pesquisador ainda critica o trabalho do juiz Sergio Moro, que “foi pego várias vezes com seus dedos na balança da Justiça no caso de Lula”, diz.

“Quando a elite ostensivamente corrupta do Brasil realizou um golpe para se livrar da presidente eleita, Dilma Rousseff, no ano passado, causou grande impacto na democracia do país”, defende.

Siga o blog Brasilianismo no Facebook para acompanhar as notícias sobre a imagem internacional do Brasil


Taxa de juros de país em conflito impede recuperação brasileira, diz estudo
Comentários Comente

Daniel Buarque

juros2

Mesmo sem enfrentar fatores de risco como guerras ou conflitos civis, e sem ameaça evidente de calote, o Brasil tem a quarta maior taxa de juros do mundo, o que atrapalha a retomada da economia do país. Esta é a conclusão de um estudo publicado nesta semana pelo Center for Economic and Policy Research (CEPR), em Washington, DC (EUA).

“O Brasil atualmente paga um preço muito alto, em termos de crescimento econômico, desemprego, desenvolvimento e progresso social por conta das suas taxas de jutos exorbitantemente altas”, diz o paper, mencionando que 7,6% do PIB do país são destinados a dívidas públicas.

“Outros países com peso de juros semelhantes, como o Iêmen e o Egito, sofrem com conflitos civis e outros fatores de risco que poderiam aumentar a probabilidade de um calote. O Brasil, ao contrário, tem pouco risco de default, e com US$ 360 bilhões em reservas internacionais, não há muita chance de crises de balança de pagamentos que possam levar a inflação sem controle”, avalia.

O texto é assinado por Jake Johnston, Julia Villarruel Carrillo e pelo codiretor do mesmo Centro de Pesquisa Econômica e Política, Mark Weisbrot, comentarista frequente em análises sobre o Brasil.

Segundo ele, os juros do Brasil são uma decisão do Banco Central e de um setor bancário poderoso e concentrado, que lucra com os juros altos.

O trabalho defende que em vez das altas taxas, juros mais baixos poderiam criarm espaço para um estímulo importante para a recuperação econômica do país.

Taxa de juros de país em guerra impede recuperação brasileira, diz estudo nos EUA

Taxa de juros de país em guerra impede recuperação brasileira, diz estudo nos EUA

Apesar de a avaliação ser a conclusão de um trabalho acadêmico sério, o posicionamento político do codiretor do centro de pesquisas pode se refletir no paper, já que, para Weisbrot, Temer lidera um governo que não tem legitimidade no Brasil nem no resto do mundo, e tem enfrentado uma série de escândalos de corrupção.

Weisbrot é também presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa. Ele é um dos principais críticos no exterior do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff – que disse considerar um golpe de Estado – e do governo de Michel Temer. Segundo ele, a política de austeridade proposta por Temer pode empurrar o Brasil para um longo período de declínio econômico

“A campanha do impeachment, que o governo descreveu corretamente como golpe, é um esforço da elite brasileira tradicional para obter por outros meios aquilo que não conseguiu conquistar nas urnas nos últimos anos”, escreveu em um artigo publicado na “Folha de S.Paulo”, em abril.

Siga o blog Brasilianismo no Facebook para acompanhar as notícias sobre a imagem internacional do Brasil


Mark Weisbrot: Política de Temer pode aumentar crise e criar década perdida
Comentários Comente

Daniel Buarque

Mark Weisbrot: Política de Temer pode aprofundar crise e criar década perdida

Mark Weisbrot: Política de Temer pode aprofundar crise e criar década perdida

A política de austeridade proposta pelo governo interino de Michel Temer pode empurrar o Brasil para um longo período de declínio econômico, segundo o codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington (EUA), Mark Weisbrot.

Em artigo publicado no site norte-americano “The Hill”, Weisbrot atacou a mudança política imposta por Temer desde o afastamento de Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, e disse que as medidas tomadas agora, em vez de ajudarem na recuperação, podem atrapalhar o retorno do Brasil ao crescimento.

“O governo interino está aumentando a aposta na austeridade, e gerou toda a confiança de uma grande república de bananas nos investidores. Se o Senado votar pela remoção da presidente eleita, eles podem gerar um longo período de declínio econômico, comparável às décadas perdidas de 1980 e 1990”, argumentou.

Weisbrot é também presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa. Para ele, Temer lidera um governo que não tem legitimidade no Brasil nem no resto do mundo, e tem enfrentado uma série de escândalos de corrupção.

“Ironicamente, este governo anunciou a intenção de recuperar a ‘confiança’, especialmente de investidores internacionais. Mas o oposto aconteceu: A recessão está se aprofundando, o governo esta mais mergulhado em escândalos e a sua reputação internacional está caindo de um penhasco”, disse.

Weisbrot é um dos principais críticos no exterior do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff – que disse considerar um golpe de Estado.

“A campanha do impeachment, que o governo descreveu corretamente como golpe, é um esforço da elite brasileira tradicional para obter por outros meios aquilo que não conseguiu conquistar nas urnas nos últimos anos”, escreveu em um artigo publicado na “Folha de S.Paulo”, em abril.

Em sua avaliação, o governo do PT está sendo punido por conta da crise econômica.

Antes disso, ele já havia argumentado no próprio “The Hill” que apesar de não terem envolvimento direto com o processo, os EUA são favoráveis à troca de governo no Brasil.

Siga o blog Brasilianismo no Facebook para acompanhar as notícias sobre a imagem internacional do Brasil

 


Mark Weisbrot: Impeachment é golpe para elite tomar poder no Brasil
Comentários Comente

Daniel Buarque

Mark Weisbrot: Impeachment é golpe para elite tomar poder no Brasil

Mark Weisbrot: Impeachment é golpe para elite tomar poder no Brasil

Em um artigo publicado no jornal “Folha de S.Paulo”,  Mark Weisbrot, codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington (EUA), defendeu que o governo está certo ao comparar o processo de impeachment a um golpe.

“A campanha do impeachment, que o governo descreveu corretamente como golpe, é um esforço da elite brasileira tradicional para obter por outros meios aquilo que não conseguiu conquistar nas urnas nos últimos anos”, escreveu.

Em sua avaliação, o governo do PT está sendo punido por conta da crise econômica.

“É claro que o Partido dos Trabalhadores não estaria vulnerável a essa tentativa de golpe se a economia não estivesse em recessão profunda. Mas também a esse respeito a mídia está claramente equivocada, defendendo mais cortes nos gastos públicos e mais juros altos.”

Weisbrot é também presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa. Ele já havia publicado, em inglês, um artigo semelhante, criticando o impeachment no Brasil, no site “The Hill”. Segundo ele, os apesar de não terem envolvimento direto com o processo, os EUA são favoráveis à troca de governo no Brasil.

“O governo dos EUA vem guardando silêncio sobre esta tentativa de golpe, mas há poucas dúvidas quanto à sua posição. Ele sempre apoiou golpes contra governos de esquerda no hemisfério, incluindo, apenas no século 21, o Paraguai em 2012, Haiti em 2004, Honduras em 2009 e Venezuela em 2002”, disse.

Siga o blog Brasilianismo no Facebook para acompanhar as notícias sobre a imagem internacional do Brasil


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>