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Arquivo : Luiz Inácio Lula da Silva

Lula foi mina de ouro para a corrupção da Odebrecht, diz revista americana
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Daniel Buarque

Lula foi mina de ouro para corrupção na Odebrecht, diz revista americana

Nunca existiu uma máquina de corrupção como a que a empreiteira Odebrecht criou no Brasil, segundo uma longa reportagem publicada recentemente pela revista americana Bloomberg Businessweek. Em uma abordagem explicativa sobre os escândalos revelados recentemente no Brasil e em outros países, o texto revela que o que a empreiteira fazia no Brasil vai muito além das propinas comuns no resto do mundo.

“A Odebrecht admitiu à corte distrital dos EUA no Brooklyn, em Nova York, em dezembro do ano passado, que o Departamento de Operações Estruturadas distribuiu aproximadamente US$ 788 milhões em propinas no Brasil e outros 11 países, garantindo mais de 100 contratos que geraram US$ 3,3 bilhões em retornos para a empresa.”

A reportagem se rebruça sobre o Departamento de Operações Estruturadas, “talvez a máquina de corrupção mais eficiente e de maior alcance já desmantelada no mundo dos negócios”, diz.

O texto explica como a empresa se envolveu em esquemas de corrupção, e indica que a eleição de Lula foi um momento chave para estes processos.

“Nenhum cliente era mais importante para Emílio do que Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-sindicalista chegou à presidência em 2003 com a promessa de acabar com a miséria e reativar a economia. Ele foi uma mina de ouro para a Odebrecht”, diz.

Segundo o texto, as operações da empresa cresceram à medida que o governo Lula acelerava os gastos em infraestrutura que exigiam pagamentos ilícitos.

A operação também se estendeu além da fronteira brasileira. “Desde que o Departamento de Operações Estruturadas foi montado, a Odebrecht financiou esquemas que elegeram meia dúzia de presidentes na América Latina, comprou a amizade de chefes de Estado em Angola, Peru e Venezuela e molhou a mão de centenas de políticos do Panamá à Argentina”, revela.

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‘Washington Post’ diz que Lula tem dois caminhos: a Presidência ou a prisão
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Daniel Buarque

Deu no ‘Washington Post’: Lula tem dois caminhos, a Presidência ou a prisão

“Daqui a um ano, o político mais popular do Brasil deve estar dormindo em um desses dois lugares: no conforto atrás dos portões do palácio presidencial ou em uma pequena cama atrás das grades.”

Assim o jornal americano “The Washington Post” vê o futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo uma análise publicada dias após o depoimento prestado por ele a Sergio Moro.

Segundo o jornal, Lula se vê ameaçado pela Justiça, mas ainda tem alta popularidade, e teria chances de voltar ao poder.

“Se ele conseguir segurar o processo judicial por tempo suficiente para ganhar a eleição de outubro de 2018, incluindo todos os apelos, ele ganharia imunidade presidencial, o protegendo de processos por quatro anos”, explica a publicação.

O jornal relata o depoimento a Moro, em que Lula negou envolvimento em escândalos de corrupção, e explica que, apesar de o juiz ser visto como um heroi, manifestantes foram às ruas também para apoiar o ex-presidente.

“Mesmo se Lula não for condenado, analistas dizem, as investigações mancharam sua reputação e deixaram seu partido em pedaços”, explica o jornal.

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Mídia estrangeira vê Brasil de 2018 dividido entre Trump e ‘poderoso’ Lula
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Daniel Buarque

Mídia estrangeira vê Brasil de 2018 dividido entre Trump e ‘poderoso’ Lula

Duas reportagens publicadas na mídia estrangeira na última semana simbolizam uma tendência cada vez mais comum nas análises internacionais sobre o cenário político do Brasil nas eleições de 2018. Segundo publicações como o “Washington Post” e o “Financial Times”, o país chegará à próxima decisão política dividido entre uma versão local de Donald Trump e a volta do ‘poderoso’ Lula.

A ideia de ascensão de um nome externo à política tradicional no Brasil como opção à fragmentação do establishment de Brasília tem sido comentada no exterior há algum tempo. Isso seria o resultado da destruição do sistema político tradicional no país, como explicou uma análise recente da agência de geopolítica americana Stratfor.

Em uma entrevista concedida ao blog Brasilianismo no fim do ano passado, Brian Winter, diretor da “Americas Quarterly” avaliava que o país tinha todos os ingredientes que levaram Trump à Presidência dos EUA. A agência de economia Bloomberg também publicou recentemente uma reportagem sobre o risco de o deputado Jair Bolsonaro se tornar este “Trump brasileiro”.

A reportagem mais recente sobre este tema no “Washington Post” foi publicada com uma foto do presidente dos EUA sobreposta à bandeira brasileira. O texto parte de uma entrevista pela ex-presidente Dilma Rousseff ao jornal, durante uma passagem pelos EUA.

“Com a aproximação de eleições presidenciais, um número de candidatos pouco ortodoxos emergiu e ameaça desfazer ainda mais o legado de Dilma e do seu antecessor, o líder carismático Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o jornal.

O mesmo “Washington Post”, curiosamente, publicou uma análise em novembro do ano passado fazendo a comparação de forma invertida. Segundo ele, as proposta de Trump antes de assumir a presidência dos EUA é que se aproximavam do “populismo” do governo Dilma.

O “Financial Times” também tratou, em reportagem publicada recentemente, da emergência de nomes de fora da política brasileira. Segundo o jornal de economia, entretanto, mais do que Bolsonaro, quem mais tem chance de crescer é o prefeito de São Paulo, João Dória.

Para o “FT”, entretanto, o caminho não está tão aberto assim, visto que o país pode assistir à volta do “poderoso” Lula, como chama o ex-presidente.

Apesar das denúncias de corrupção e da responsabilidade de Lula pelos erros de Dilma na presidência, diz, pesquisas indicam que Lula venceria uma eleição presidencial no país hoje.

“Ele terminou seu mandato em 2010 com 83% de aprovação após uma longa expansão da economia em que a classe média do Brasil cresceu e chegou a formar metade da população”, diz o “FT”.

Segundo o jornal de economia, Lula pode se beneficiar politicamente das fragilidades do governo de Michel Temer, que está tentando aprovar medidas pouco populares, e que está sob pressão por conta das investigações da Lava Jato.

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Think tank publica edição de revista acadêmica sobre política brasileira
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Daniel Buarque

Think Tank publica edição especial de revista acadêmica sobre política brasileira

Uma coletânea de trabalhos acadêmicos sobre política e presidencialismo no Brasil está sendo publicada pelo think tank americano Council on Hemispheric Affairs (Coha).

O trabalho foi editado pelo pesquisador sênior do Coha Sean W. Burges e por Tracy Beck Fenwick, ambos de origem australiana, e foi publicado na revista acadêmica “Policy Studies”.

Segundo um resumo publicado na página do Coha, o objetivo central da edição é analisar a situação política brasileira nos últimos anos, comparando os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff em diferentes áreas.

“A comparação aprofunda o entendimento do poder e influência presidenciais além da própria Presidência brasileira, já que muitas das características do governo Lula foram continuadas pelo de Dilma”, diz.

A edição especial avalia a questão do poder presidencial e da política brasileira sob várias metodologias e abordagens acadêmicas, desde a ciência política, passando por economia política, relações internacionais, sociologia e análise de políticas públicas.

A publicação reúne cinco artigos produzidos por importantes nomes da pesquisa sobre o Brasil no resto do mundo, como o próprio Sean Burges, que deu uma entrevista ao blog Brasilianismo recentemente sobre política externa, Katrhyn Hochstetler, da London School of Economics, e Timothy J. Power, de Oxford.

Com sede em Washington, DC., o Coha foi fundado em 1975 e faz um contraponto mais à esquerda dos think tanks americanos mais populares, como o Instituto Brookings e o Council on Foreign Relations –apesar de esta postura política não ser declarada ou oficial pelo instituto, que diz defender apenas a democracia e condenar regimes autoritários.

Sem fins lucrativos, o centro de pesquisas se propõe a promover interesses comuns do hemisfério e aumentar a visibilidade de assuntos regionais, além de aumentar a importância das relações inter-americanas e incentivar o desenvolvimento de uma relação construtiva entre os EUA e o resto do continente.

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Deu na ‘Forbes’: Popularidade de Lula preocupa investidores estrangeiros
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Daniel Buarque

Deu na ‘Forbes’: Popularidade de Lula preocupa investidores estrangeiros

Enquanto o mercado internacional começa a apostar na recuperação rápida da economia brasileira após anos de recessão, muitos investidores do resto do mundo ainda têm uma preocupação: a alta popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma reportagem publicada no site da revista de economia “Forbes” diz que a chance de um retorno de Lula à Presidência nas eleições de 2018, reforçada por pesquisas de opinião recentes, gera tensão entre estes investidores.

“Uma nova Presidência de Lula seria marcada pelas lembranças de corrupção, má gestão e burocracia judicial ligadas ao governo Dilma. Uma vitória de Lula levaria a um aumento do risco Brasil. Ficaríamos definitivamente mais céticos”, diz o gestor de investimentos Mike Reynal, em entrevista à “Forbes”.

Segundo a revista, a volta do ex-presidente seria ruim para a economia, e um dos entrevistados chega a dizer que seria um “desastre”, que deixaria o mercado financeiro em pânico.

“Nos anos Lula, investidores assistiram a uma rápida expansão do papel do governo na economia”, diz, citando a Petrobras e escândalos de corrupção envolvendo estatais e empreiteiras.

Como contraponto, a “Forbes” diz que o mercado pode lidar com uma possível volta de Lula, desde que a economia volte a crescer. A revista ainda lembra da desconfiança que os mercados tinham em relação a Lula antes de ele ser eleito, o que acabou se revelando uma preocupação desnecessária.

“Na primeira vez o medo era em relação a política, o que acabou sendo um erro. Lula não se tornou um Hugo Chávez brasileiro. Mas muitos analistas no mercado agora o veem como uma versão mais raivosa de Dilma, sem dever nada aos centros industriais do Brasil, que têm cobrado sua prisão nos últimos 12 meses. Ninguém sabe exatamente se este seria o caso. Diga o que quiser sobre Lula, ele é um dos políticos mais habilidosos do Brasil”, diz.

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Deu na ‘Folha’: Em carta, deputados dos EUA criticam Moro e defendem Lula
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Daniel Buarque

Deu na 'Folha': Em carta, deputados dos EUA criticam Moro e defendem Lula

Deu na ‘Folha’: Em carta, deputados dos EUA criticam Moro e defendem Lula

Reportagem publicada pela “Folha de S. Paulo” na última semana revela que um grupo de 12 deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos publicou uma carta pública em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto também acusa o juiz Sergio Moro de persegui-lo por meio de decisões “arbitrárias”.

Endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, a carta afirma que o ex-presidente Lula está sendo “perseguido”.

“Estamos especialmente preocupados com a perseguição do ex-presidente Lula da Silva, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos.”

“Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula.”

Na carta do grupo liderado pelo deputado democrata John Conyers, os legisladores afirmam que Lula tem sido alvo de uma “campanha de calúnias e acusações não comprovadas de corrupção pelos grandes veículos privados de mídia alinhados com as elites do país”.

Em julho, um grupo de deputados havia publicado uma carta contra o processo de impeachment, assinada por 39 deputados democratas e 20 organizações.

A carta mais recente foi divulgada dias depois de uma outra manifestação internacional a favor de Lula, publicada pelo jornal britânico “The Guardian”. Nesta, um grupo de mais de 20 políticos, intelectuais e ativistas britânicos declararam solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticaram o que chamam de “julgamento midiático” do líder do PT.

Em abril do ano passado, um grupo de 19 pensadores e artistas escreveu no jornal que o processo para retirar Dilma da Presidência não era democrático. Em maio, um grupo de 20 parlamentares britânicos condenou o impeachment em uma outra carta no jornal.

O espaço serviu também para que o governo de Michel Temer respondesse às acusações de golpismo. Um dia após as críticas, o embaixador brasileiro em Londres, Eduardo dos Santos, publicou uma carta no mesmo jornal reagindo à acusação de parlamentares britânicos. Segundo o embaixador, a democracia brasileira ”está viva e bem”.

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Em carta, políticos e acadêmicos britânicos criticam ‘perseguição’ a Lula
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Daniel Buarque

Em carta, políticos e acadêmicos britânicos criticam 'perseguição' a Lula

Em carta, políticos e acadêmicos britânicos criticam ‘perseguição’ a Lula

Em uma carta aberta publicada pelo jornal britânico “The Guardian”, um grupo de mais de 20 políticos, intelectuais e ativistas britânicos declararam solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticaram o que chamam de “julgamento midiático” do líder do PT.

“Após a derrubada antidemocrática de Dilma Rousseff como presidente do Brasil por um processo ilegítimo, em que 62 senadores invalidaram os votos de 54 milhões de pessoas, houve uma campanha de difamação sem precedentes contra o ex-presidente Lula”, diz a carta.

“Este ‘julgamento midiático’ é uma tentativa de evitar que Lula participe do processo político”, continua.

Segundo a carta, Lula mantém alta popularidade no país, e é um possível candidato nas próximas eleições presidenciais, o que geraria perseguição a ele.

“Investigadores foram incapazes de achar nenhuma atividade ilegal cometida por ele. Apesar disso, eles o fizeram passar por várias restrições arbitrárias e detenções, levando a uma investigação na ONU sobre possíveis infrações a seus direitos”, continua a carta.

Desde o início do processo de impeachment de Dilma, a sessão de cartas do “Guardian” se tornou um importante ponto de divulgação de manifestos públicos de britânicos contra a mudança de governo no Brasil.

Em abril do ano passado, um grupo de 19 pensadores e artistas com atuação fora do país escreveu no jornal que o processo para retirar Dilma da Presidência não era democrático. “Estamos extremamente preocupados com os contínuos esforços de partes da direita do Brasil para desestabilizar –- e por fim retirar do poder-– o governo eleito e constitucional”, dizia o texto, acusando o processo de ser um golpe de Estado.

Em maio, um grupo de 20 parlamentares britânicos condenou o impeachment em uma outra carta no jornal. Segundo os políticos, o processo era um insulto à democracia do país. “Condenamos a suspensão da presidente Dilma Rousseff no Brasil. É errado que alguns parlamentares pisoteiem a vontade política expressada nas urnas por 54 milhões de brasileiros”, dizia.

O espaço serviu também para que o governo de Michel Temer respondesse às acusações de golpismo. Um dia após as críticas, o embaixador brasileiro em Londres, Eduardo dos Santos, publicou uma carta no mesmo jornal reagindo à acusação de parlamentares britânicos. Segundo o embaixador, a democracia brasileira “está viva e bem”.

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‘Washington Post’: Lula foi o político mais popular, agora pode ser preso
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Daniel Buarque

'Washington Post': Ex-político mais popular da Terra, Lula pode ser preso

‘Washington Post’: Ex-político mais popular da Terra, Lula pode ser preso

O jornal norte-americano “The Washington Post” publicou uma longa reportagem sobre a situação política do ex-presidente Lula no país. Com uma abordagem analítica, a publicação tenta explicar como o ex-presidente pode ter passado de uma fase em que era chamado de “político mais popular na Terra” a uma situação que pode levá-lo à prisão.

“Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula, é um gigante na política moderna da América Latina. Em oito anos como presidente, ele presidiu sobre um crescimento econômico enquanto introduziu políticas de bem estar social que ajudaram a tirar 36 milhões de pessoas da pobreza”, diz a reportagem.

Citando analistas brasileiros, o jornal diz que o mito de Lula perdeu força por uma conjunção de problemas econômicos e denúncias de corrupção.

“Agora o ícone da esquerda brasileira foi despojado de muito da sua força”, complementa.

Segundo a publicação, a ex-presidente Dilma Rousseff danificou o legado de Lula com uma política que ampliou os gastos do governo ao mesmo tempo que que o boom das commodities chegou ao fim.

Apesar da situação problemática, o jornal deixa claro que Lula “está longe de ter sido eliminado da política”.

“Pesquisas recentes mostram ele na liderança da corrida eleitoral para a Presidência em 2018, com quase um terço dos votos”, diz. “A popularidade de Lula se mantém forte em parte por causa da sua narrativa como um presidente que nasceu na pobreza”, explica.

O jornal ressalta que parte das acusações contra o ex-presidente parecem exagerada, mas indica que os problemas legais de Lula não param de crescer.

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‘Bloomberg View’: Colapso do lulismo deixa cratera na política brasileira
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Daniel Buarque

'Bloomberg View': Colapso do lulismo deixa cratera na política brasileira

‘Bloomberg View’: Colapso do lulismo deixa cratera na política brasileira

A denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve levar ao enfraquecimento do maior ícone da política brasileira recente, o que pode causar problemas para o sistema político brasileiro, segundo um artigo publicado na ”Bloomberg View”, site de opinião da rede internacional de notícias de economia.

“Por maior que seja a limpeza da investigação de corrupção, o colapso do lulismo também deixa uma cratera no sistema político brasileiro”, diz o correspondente no país Mac Margolis, que assina o texto.

A preocupação, segundo o artigo, é que o sistema partidário pode ficar mais fragmentado e menos funcional.

“Apesar de seus problemas, o Partido dos Trabalhadores – uma união de sindicatos, católicos liberais e intelectuais marxistas – foi a primeira organização política moderna independente a surgir no Brasil na segunda metade do século 20”, explica.

Margolis explica que Lula é um ícone nacional, e que a denúncia contra ele representa uma virada na política brasileira.

“Desde Getúlio Vargas, nenhum político dominou a vida pública do Brasil como Lula o fez”, diz.

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Lula vira réu em julgamento politicamente carregado, diz mídia estrangeira
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Daniel Buarque

Lula vira réu em julgamento políticamente carregado, diz mídia estrangeira

Lula vira réu em julgamento politicamente carregado, diz mídia estrangeira

A decisão da Justiça de aceitar a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou uma das principais notícias sobre o Brasil no resto do mundo nesta semana. Com grande destaque nos principais veículos da imprensa estrangeira, a notícia foi analisada como sendo “o julgamento mais politicamente carregado da história moderna do Brasil”, como descreveu o jornal britânico “The Guardian”.

“A decisão de levar o julgamento adiante vem em meio a um período de intenso tumulto político e econômico, que foi exacerbado pelas investigações da Lava Jato e por uma conspiração para dar fim a 13 anos de governo do PT”, explica o jornal. Segundo a reportagem, “o palco está montado”.

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O “Guardian” avalia ainda que o governo Temer também está implicado em escândalos de corrupção e tem enfrentado uma série de protestos. “O julgamento de Lula pode aumentar a temperatura ainda mais”, diz.

O “Financial Times” noticiou o fato de Lula ter se tornado réu e destacou que ele continua sendo bem avaliado por muitos brasileiros, mesmo com todas as acusações.

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“Apesar das acusações contra o carismático ex-metalúrgico e sindicalista, uma pesquisa do Datafolha mostrou, em julho, que ele ainda seria o candidato mais popular nas próximas eleições presidenciais, em 2018”

A revista de economia “Forbes” ressaltou que a notícia sobre o julgamento de Lula seria inimaginável dez anos atrás. “Mas este é o Brasil de 2016”, diz.

Segundo a publicação, apesar de Lula exagerar ao se dizer a alma mais honesta do Brasil, ele “pode ter razão ao dizer que o processo judicial é politicamente motivado. “Hoje em dia no Brasil há pouco que não seja politicamente motivado”, diz.

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A motivação política tem destaque também em reportagem do francês “Le Figaro”. “Vários observadores denunciaram a falta de fundamentos para as acusações contra Lula e a natureza política do processo”, diz.

O “New York Times” diz que a decisão de tornar Lula réu ocorreu “em meio a um debate nacional sobre a possibilidade de os promotores estarem exagerando em seus esforços para envolvê-lo” nos escândalos de corrupção.

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