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Deu no ‘Guardian’: Desilusão política faz crescer apoio à direita no Brasil
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Daniel Buarque

Deu no ‘Guardian’: Desilusão política faz crescer apoio à direita no Brasil

As crises política e econômica deixaram os brasileiros desiludidos. E a desilusão empurrou a população na direção a propostas políticas liberais, evangélicas e de populistas de direita, segundo uma reportagem do jornal britânico “The Guardian”.

Segundo a publicação, normalmente mais alinhada aos trabalhistas ingleses, grupos conservadores como o MBL estão gerando uma mudança na maré política do Brasil, onde o PT governou por 13 anos.

“O Partido dos trabalhadores, de esquerda, aproveitou 13 anos no topo, mas a recessão, o crime e o desencanto geral levaram muitos brasileiros a se voltar à direita”, explica o “Guardian”.

O jornal até menciona o deputado Jair Bolsonaro, citado em muitas reportagens estrangeiras sobre o crescimento da direita no Brasil, mas diz que o movimento conservador é mais amplo do que ele.

“Antes era inadmissível uma pessoa se posicionar como de direita –era basicamente um xingamento”, diz um entrevistado pelo jornal. Agora, diz a reportagem, isso mudou, e o apoio a políticas de direita está crescendo.

Este crescimento, explica a reportagem, faz com que haja cada vez menos apoio à democracia e cada vez mais vozes que clamam pela volta dos militares ao poder. “Os que pedem abertamente a volta da ditadura militar são uma minoria, mas eles parecem estar crescendo”, diz.

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Desânimo político no Brasil favorece Bolsonaro, diz analista americano
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Daniel Buarque

Fatiga com escândalos políticos beneficia Bolsonaro, diz analista americano

A apatia da população brasileira, mergulhada em um aparente ciclo interminável de escândalos políticos, tem chamado muito a atenção de observadores estrangeiros.

A mídia internacional tem tratado com surpresa da falta de protestos contra o governo de Michel Temer. E analistas já responsabilizaram a perplexidade e o desgosto dos brasileiros em relação à classe política, bem como a exaustão do povo que vê uma longa sequência de problemas no país.

“A raiva se foi. Agora, os brasileiros estão apenas cansados. Da recessão que não acaba, dos escândalos de corrupção que também não, dos políticos que não oferecem uma visão ou esperança de qualquer coisa diferente”, avalia Brian Winter, editor da revista “Americas Quarterly”, que publicou seu texto sobre o desânimo nacional.

Ex-correspondente no país, vice-presidente da Americas Society/Council of the Americas e autor de quatro livros sobre a América do Sul, Winter compara o clima de protestos em escândalos anteriores com o que se vê atualmente no Brasil, e indica o crescimento da apatia da população.

O problema disso, avalia, é que quem está conseguindo se fortalecer em um cenário de descrédito dos políticos é o deputado Jair Bolsonaro, mesmo que “muitos insistam que sua visão é extrema demais para o país”.

Segundo ele, o país pode enfrentar um cenário parecido com o dos EUA com a vitória de Donald Trump.

“Neste inverno brasileiro de descontentes, há um único político que é aplaudido em aeroportos, cujos apoiadores falam com convicção e fervor quase religiosos”, diz, sobre Bolsonaro.

Em uma entrevista ao blog Brasilianismo, no ano passado, Winter já falava desse contexto favorável à ascensão de líderes populistas no país, e questionava a ausência de novos nomes na política brasileira. segundo ele, era crescente o risco de o Brasil ceder ao autoritarismo.

“Os mesmos fatores que criaram o fenômeno Donald Trump estão presentes no Brasil. Exceto que, no Brasil, as coisas estão bem piores. É fácil ver este processo que vemos agora, de guerra de poderes, levar ao aparecimento de um líder autoritário em 2018”, disse.

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Deu na ‘Bloomberg’: Após vitória de Trump, Brasil vê risco em Bolsonaro
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Daniel Buarque

Deu na 'Bloomberg': Após vitória de Trump, Brasil vê risco em Bolsonaro

Deu na ‘Bloomberg’: Após vitória de Trump, Brasil vê risco em Bolsonaro

A revolta da classe média com a elite política, que levou à vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, pode ser uma ameaça aos políticos tradicionais também no Brasil, segundo uma reportagem publicada no site de mercados da agência de economia “Bloomberg“. Segundo a publicação, o deputado Jair Bolsonaro é o principal nome entre os que podem aproveitar a onda de Trump no Brasil.

“Nos últimos três anos, milhões de brasileiros foram repetidamente às ruas protestar contra o establishment político escondido em uma capital remota. Em vez de melhores serviços públicos e um governo mais honesto, eles ganharam a maior recessão já registrada, o impeachment da presidente e um escândalo de corrupção épico e sem precedentes que enredou dezenas de nomes da elite política e econômica do Brasil”, avalia a reportagem.

Enquanto o governo Temer tenta estabilizar as finanças e a política do país, abre-se a possibilidade para nomes “de fora” da política na disputa para a eleição de 2018.

“Mas uma virada radical arrisca gerar comoção social e prolongar ainda mais a pior recessão em um século no Brasil”, diz.

Segundo a “Bloomberg”, entretanto, é importante diferenciar a situação dos EUA e do Brasil, considerando que imigração e desigualdade não são preocupações brasileiras como são nos EUA e na Europa.

“No Brasil, uma nova classe média está cada vez mais insatisfeira com a qualidade dos serviços públicos como educação, saúde e segurança”, diz.

Nesse cenário de insatisfação, aparece a oportunidade para políticos populistas não tradicionais. E na comparação com o fenômeno Trump nos EUA, a “Bloomberg” diz que o mais parecido que há no Brasil é Bolsonaro.

“Ele construiu muito da sua popularidade nacional baseado na cobertura midiática de suas declarações ofensivas”, explica.

Outro nome citado pela agência de economia é o do prefeito eleito de São Paulo, João Dória, “um empresário e apresentador de TV multimilionário sem experiência política”, diz.

Apesar de avaliarem um cenário assim no Brasil como possível, pesquisadores ouvidos pela “Bloomberg” consideram que qualquer candidato, mesmo de fora da política tradicional, vai precisar de apoio político para chegar ao poder, e não conseguiria governar sem uma base forte.

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