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Reforma do G7 poderia incluir Brasil e Índia, defende analista dos EUA
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Daniel Buarque

O Brasil e a Índia teriam mais direito de fazer parte de uma possível expansão do G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo, do que a Rússia. O argumento foi defendido pelo analista americano James Dobbins em um artigo publicado pelo jornal “USA Today”.

A análise foi publicada depois do clima pesado da última reunião dos líderes do G7, com oposição do presidente dos EUA, Donald Trump, ao resto dos países. Segundo Dobbins, Trump defendeu que a Rússia fosse incluída em futuras reuniões, mas China, Índia e Brasil deveriam ter mais chances de serem convidados.

“As maiores democracias de mercado livre do mundo se encontram anualmente na cúpula desde 1975. O presidente Trump propôs que a Rússia deveria ser incluída em futuras reuniões. Mas a Rússia não parece se qualificar sob nenhuma avaliação”, diz Dobbins.

Para ele, além de um capitalismo corrupto e uma democracia não liberal, a Rússia não é uma das 10 maiores economias do mundo. “A China, a Índia e o Brasil têm maiores Produtos Internos Brutos, e os dois últimos também são democracias de mercado”, disse, indicando esses como possíveis candidatos em um reforma do grupo.

Dobbins é analista do think tank americano RAND Corporation e foi secretário-adjunto de Estado dos EUA para a Europa. Também é autor do livro “Foreign Service: Five Décades on Frontlines of American Diplomacy” (Serviço exterior: cinco décadas nas linhas de frente da diplomacia americana).

No artigo, ele explica que a Rússia chegou a ser acrescentada nessas reuniões em 1997, numa época em que havia esperança de reformas democráticas e econômicas no país, mas que acabou sendo afastada em 2014, depois de invadir a Crimeia. Mesmo sem isso, continua ele, a Rússia ainda não se qualificaria para a reentrada no grupo.

“Se poder bruto e influência fossem os critérios, então a China pareceria o próximo membro. Se a democracia e uma economia aberta fossem a medida, a Índia deveria ser a próxima”, diz.

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Para professor, Trump inspira conservadorismo de direita na América do Sul
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Daniel Buarque

A ascensão de Donald Trump na política dos Estados Unidos está ajudando a alimentar o crescimento de movimentos conservadores na América Latina, segundo uma análise do professor Omar G. Encarnación publicada na prestigiosa revista de política internacional “Foreign Policy”.

Segundo Encarnación, o “trumpismo” pode ser percebido em países como Brasil, Argentina e Chile, onde políticos de direita assumiram o poder nos últimos anos. “Pela primeira vez em décadas, as três maiores economias da América do Sul estão nas mãos de governos conservadores”, avalia.

Professor de Estudos Políticos no Bard College, no Estado de Nova York, Encarnación admite que muito ainda separa a postura do presidente americano dos líderes latinos. Segundo ele, também é natural perceber que o crescimento da direita é uma reação ao predomínio da esquerda ao longo das últimas décadas, o que gerou uma fatiga no continente.

Ainda assim, ele diz que há importantes pontos em comum entre os líderes conservadores da América do Sul e Trump. Entre as semelhanças, ele aponta o conservadorismo social, o crescimento da força política de evangélicos e declarações xenófobas e contra a imigração.

O artigo diz que o Brasil é o principal exemplo de crescimento desse conservadorismo social –embora erre ao dizer que o impeachment de Dilma Rousseff tenha ocorrido por corrupção.

“A direita latino-americana também está adotando o conservadorismo social com mais rigor do que nunca, seguindo o modelo estabelecido pela direita cristã americana nos anos 80. Isso é mais pronunciado no Brasil, com sua crescente população evangélica; embora o Brasil continue sendo o maior país católico do mundo, cerca de 30% dos brasileiros agora reivindicam uma identidade evangélica, acima dos 10% registrados apenas três décadas atrás. Este movimento está agora começando a flexionar seus músculos políticos, com o incentivo dos aliados à direita política. Líderes evangélicos foram uma força impressionante por trás do impeachment de Dilma Rousseff, a primeira presidente do Brasil, por acusações de corrupção em 2016, depois de se cansarem do liberalismo social do Partido dos Trabalhadores de Dilma e seu apoio ao aborto, direitos gays e educação sexual.”

Segundo o professor, é possível afirmar que os evangélicos também estão por trás do governo de Michel Temer, o que pode ser comparado ao que acontece atualmente nos EUA.

“Como Trump, Temer buscou uma aliança com líderes evangélicos para amenizar o impacto de inúmeros escândalos e lapsos de ética. De fato, Temer, um católico de ascendência libanesa, pode até dever seu emprego ao movimento evangélico. Em 2016, sua ascensão à presidência foi ameaçada por um boato de que ele era um adorador do diabo. Líderes evangélicos correram para o lado de Temer para declarar em uma mensagem de vídeo para a nação através de redes sociais que Temer não era um satanista. Em troca dessa ajuda, Temer nomeou vários líderes evangélicos para seu gabinete”, diz.

Encarnación também cita o crescimento de movimentos xenófobos no Brasil, e compara as declarações do deputado Jair Bolsonaro contra imigrantes haitianos ao discurso de Trump.

Bolsonaro, “acusou os refugiados haitianos no Brasil de ‘trazer doenças ao país’. Isso ecoa a alegação de Trump de que os haitianos que imigraram para os Estados Unidos ‘todos têm AIDS'”, diz.

Apesar do crescimento da direita na América do Sul, Encarnación diz que o conservadorismo econômico na região é mais limitado do que nos EUA por conta da alta desigualdade. Para ele, isso explica como políticos como Temer não conseguem levar adiante uma agenda de maior austeridade econômica. Além disso, ressalta que a esquerda do continente pode ter perdido força, mas continua viva.

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Tarifa de Trump afeta Brasil, que ele já acusou de roubar empregos dos EUA
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Daniel Buarque

Donald Trump pode ter mirado a China, mas acabou acertando o Brasil.

O país vai ser um dos países mais afetados pela decisão do presidente dos EUA de impor tarifas de importação para aço e alumínio de 25% e 10%, segundo uma análise publicada pela rede de TV de finanças CNBC.

A avaliação cita o Departamento de Comércio do governo dos EUA e diz que as economias brasileira e canadense vão ser as que mais vão sofrer com a decisão, e não a China, supostamente alvo da decisão.

“A China, frequentemente criticada politicamente por fazer dumping com preços de aço não é um dos dez maiores importadores de aço para os EUA”, diz a CNBC.

Segundo reportagem da Folha, o Brasil está entre os países que mais devem ser afetados pela medida: é o segundo maior exportador de aço aos EUA, atrás apenas do Canadá. No ano passado, a receita gerada com vendas aos norte-americanos somou US$ 2,63 bilhões (cerca de R$ 8,5 bilhões).

Além disso, o jornal diz que o governo brasileiro recebeu a notícia com “enorme preocupação” e disse que não descarta ações multilaterais para preservar os interesses do país, segundo o ministério da Indústria e Comércio Exterior.

Apesar de a avaliação ser de que a medida erra o alvo ao afetar o Brasil, antes de se tornar presidente, Trump já citou o país como uma das nações que ”tiram vantagem” dos EUA, e ele reclamou que brasileiros ”roubam empregos” de americanos.

Em entrevista ao canal CBS em 2015, o republicano colocou os brasileiros entre os responsáveis pela “exportação de postos de trabalho” gerada pela abertura comercial americana.

Além disso, um ano antes da eleição, ele mencionou o país ao criticar os acordos comerciais dos EUA.

”Olhe só nossos acordos comerciais com a China, nossos acordos comerciais com o México. Nossa fronteira com o México. Um exemplo: nossos negócios com o Japão. Eles nos dão milhões de carros. A gente não recebe nada em troca. É uma rua de mão única com eles. O Brasil. Não tem um país no mundo que não tire vantagem da gente”, disse.

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Sob Trump, EUA parecem uma ‘república de bananas’, como o Brasil, diz CNBC
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Daniel Buarque

CNBC diz que EUA parecem república de bananas como o Brasil

A crise política nos Estados Unidos e os pedidos de impeachment do presidente Donald Trump levaram a rede CNBC a comparar o país ao Brasil. Segundo um artigo publicado nesta semana, a instabilidade faz os EUA se aproximarem de uma “república de bananas” bem diferente do que o país costumava ser, e bem parecida com o Brasil.

“Parabéns, EUA. Vocês finalmente, depois de tantos anos, se transformaram no Brasil”, diz.

Apesar de o foco da reportagem ser a crise americana, a avaliação que o artigo escrito por Kevin Williamson mostra bem a interpretação que se faz no exterior a respeito da contínua instabilidade brasileira.

“Ninguém fora da América Latina se preocupa muito com a possibilidade de o presidente do Brasil, Michel Temer, sofrer impeachment, embora sua situação no momento tenha mais do que alguns paralelos com a do presidente americano”, diz a CNBC.

“A presidente brasileira antes dele, Dilma Rousseff, também sofreu impeachment. Esse tipo de coisa acontece em países como o Brasil, que vivem períodos curtos de estabilidade e prosperidade e, de repente, enfrentam crises sem um motivo óbvio.”

Segundo a CNBC, rede de TV voltada a notícias de economia, os EUA até recentemente não eram tão instáveis assim. “Os Estados Unidos não eram este tipo de país”, diz, criticando a atual instabilidade.

“Os fatos em Washington têm uma sensação distintamente tropical, e não é o aquecimento global. Os republicanos que se uniram a Trump agora estão aprendendo que é muito difícil guiar o navio do Estado com um dedo médio. As instituições americanas são muito robustas, e este momento de república de bananas provavelmente pode ser superado, desde que não seja muito mais longo”, diz.

A CNBC critica a situação da democracia americana, e finaliza defendendo que as urnas sejam o caminho para a estabilidade política. “Haverá uma outra eleição em 2020, quando o eleitorado americano pode fazer seu julgamento em Trump.”

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Mídia estrangeira vê Brasil de 2018 dividido entre Trump e ‘poderoso’ Lula
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Daniel Buarque

Mídia estrangeira vê Brasil de 2018 dividido entre Trump e ‘poderoso’ Lula

Duas reportagens publicadas na mídia estrangeira na última semana simbolizam uma tendência cada vez mais comum nas análises internacionais sobre o cenário político do Brasil nas eleições de 2018. Segundo publicações como o “Washington Post” e o “Financial Times”, o país chegará à próxima decisão política dividido entre uma versão local de Donald Trump e a volta do ‘poderoso’ Lula.

A ideia de ascensão de um nome externo à política tradicional no Brasil como opção à fragmentação do establishment de Brasília tem sido comentada no exterior há algum tempo. Isso seria o resultado da destruição do sistema político tradicional no país, como explicou uma análise recente da agência de geopolítica americana Stratfor.

Em uma entrevista concedida ao blog Brasilianismo no fim do ano passado, Brian Winter, diretor da “Americas Quarterly” avaliava que o país tinha todos os ingredientes que levaram Trump à Presidência dos EUA. A agência de economia Bloomberg também publicou recentemente uma reportagem sobre o risco de o deputado Jair Bolsonaro se tornar este “Trump brasileiro”.

A reportagem mais recente sobre este tema no “Washington Post” foi publicada com uma foto do presidente dos EUA sobreposta à bandeira brasileira. O texto parte de uma entrevista pela ex-presidente Dilma Rousseff ao jornal, durante uma passagem pelos EUA.

“Com a aproximação de eleições presidenciais, um número de candidatos pouco ortodoxos emergiu e ameaça desfazer ainda mais o legado de Dilma e do seu antecessor, o líder carismático Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o jornal.

O mesmo “Washington Post”, curiosamente, publicou uma análise em novembro do ano passado fazendo a comparação de forma invertida. Segundo ele, as proposta de Trump antes de assumir a presidência dos EUA é que se aproximavam do “populismo” do governo Dilma.

O “Financial Times” também tratou, em reportagem publicada recentemente, da emergência de nomes de fora da política brasileira. Segundo o jornal de economia, entretanto, mais do que Bolsonaro, quem mais tem chance de crescer é o prefeito de São Paulo, João Dória.

Para o “FT”, entretanto, o caminho não está tão aberto assim, visto que o país pode assistir à volta do “poderoso” Lula, como chama o ex-presidente.

Apesar das denúncias de corrupção e da responsabilidade de Lula pelos erros de Dilma na presidência, diz, pesquisas indicam que Lula venceria uma eleição presidencial no país hoje.

“Ele terminou seu mandato em 2010 com 83% de aprovação após uma longa expansão da economia em que a classe média do Brasil cresceu e chegou a formar metade da população”, diz o “FT”.

Segundo o jornal de economia, Lula pode se beneficiar politicamente das fragilidades do governo de Michel Temer, que está tentando aprovar medidas pouco populares, e que está sob pressão por conta das investigações da Lava Jato.

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‘Forbes’ e Bloomberg apontam semelhanças entre governos de Trump e de Dilma
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Daniel Buarque

'Forbes' e Bloomberg apontam semelhanças entre governos de Trump e de Dilma

‘Forbes’ e Bloomberg apontam semelhanças entre governos de Trump e de Dilma

A comparação pode parecer pouco provável para os dois países, mas artigos publicados nesta semana em duas importantes publicações de notícias econômicas –a agência Bloomberg e a revista “Forbes“– dizem que há semelhanças entre as politicas implementadas pelo novo presidente dos EUA, Donald Trump, e a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Comparado a um “caudilho” latino-americano, diz Mac Margolis, colunista da Bloomberg no Brasil, o governo Trump tem algumas semelhanças com o da presidente brasileira deposta pelo impeachment no ano passado.

“Considere os traços compartilhados, as preferências e peculiaridades políticas, que agitaram o Brasil e poderiam anunciar problemas para qualquer democracia dividida. Questionamento dos mercados? Confere. Obstinação? Sim, senhor. Desprezo pela política convencional? Confere novamente. Um apetite por fatos alternativos e imunidade à realidade fiscal? Confere duplamente. Tomados em conjunto, esses traços oferecem uma receita para um desastre”, diz o texto.

O argumento dele é que os Estados Unidos e suas instituições, bem como o próprio Trump, podem aprender com os erros e o populismo de Dilma para evitar que o país siga o caminho do Brasil rumo à atual crise econômica.

'Forbes' e Bloomberg apontam semelhanças entre governos de Trump e de Dilma

‘Forbes’ e Bloomberg apontam semelhanças entre governos de Trump e de Dilma

Para a “Forbes” a semelhança está não exatamente nas políticas implementadas, mas na situação polícia do governo.

“O presidente Donald Trump está se parecendo cada vez mais com a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff”, diz Kenneth Rapoza, responsável pela cobertura de mercados emergentes na “Forbes”.

“Por mais que, de longe, Trump pareça muito diferente de Dilma, há um ponto que é assustadoramente parecido: Dilma tinha muito pouco apoio no Congresso, mesmo entre seus aliados. O mesmo acontece com Trump”, diz a revista, indicando oposição a seu governo dentro do Partido Republicano.

“Como Dilma, Trump é um ator externo em seu próprio partido”, complementa.

Rapoza menciona a análise de Margolis, explicando que claro que os dois políticos têm grandes diferenças entre si, mas que as semelhanças também existem.

A análise da “Forbes” abre ainda a possibilidade de um outro caminho parecido entre Trump e Dilma – o impeachment. Desde antes mesmo da posse do presidente americano, grupos de oposição fazem movimentos para criticar o conflito de interesses entre suas empresas e o governo para pedir que ele seja retirado do poder.

“Para os democratas de esquerda, [a comparação de Trump com a brasileira] é algo maravilhoso, já que Dilma sofreu impeachment (…). Imagine o quanto eles ficariam felizes se o presidente dos EUA tivesse o mesmo destino.”

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Para pesquisador, ex-embaixador pode ajudar o Brasil na relação com Trump
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Daniel Buarque

Para pesquisador, ex-embaixador pode ajudar o Brasil na relação com Trump

Para pesquisador, ex-embaixador pode ajudar o Brasil na relação com Trump

Em reportagem publicada na “Folha”, o pesquisador australiano Sean Burges explica que a presença do diplomata Thomas Shannon no governo Trump pode ajudar o Brasil.

Vice-diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos da universidade Australian National e pesquisador sênior do Council on Hemispheric Affairs, Burges acaba de lançar o livro “Brazil in the World: The International Relations of a South American Giant” (“Brasil no Mundo: As Relações Internacionais de um Gigante Sul-Americano), editado em inglês pela Manchester University Press, em que aborda o “jeito brasileiro” de fazer diplomacia.

Segundo ele, a presença de Shannon no Departamento de Estado vai ajudar a superar um dos principais desafios da relação bilateral entre Brasil e EUA: o desconhecimento dos americanos em relação ao Brasil.

“O que atrapalha o desenvolvimento de políticas e iniciativas que são do interesse dos dois países é uma falta de conhecimento sobre o Brasil em Washington e um justificado legado de desconfiança do Brasil em relação aos EUA”, disse. Shannon, “conhece o Brasil e fala a língua das pessoas que estão em torno de Trump, o que pode ajudar”.

Shannon chegou a atuar como interino no cargo de secretário de Estado no início do novo governo dos EUA. Ex-embaixador em Brasília, ele é subsecretário de Estado para Assuntos Políticos —principal posto ocupado por diplomatas— e deve ter um papel central nas relações exteriores dos EUA no governo Trump

“Por mais que Trump esteja mudando a diplomacia americana, Shannon ainda está lá. Ele tem um senso muito claro do que pode ser feito e do que não pode ser feito, conhece o jogo e sabe falar a língua de Trump”, explicou Burges.

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Robert Wood: Brasil não vai estar no radar do governo de Donald Trump
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Daniel Buarque

Robert Wood: Brasil não vai estar no radar do governo de Donald Trump

Robert Wood: Brasil não vai estar no radar do governo de Donald Trump

O Brasil não vai estar no radar do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que toma posse nesta sexta (20).

A avaliação é do analista-chefe para a América Latina da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), ligada à revista “The Economist”, Robert Wood, em entrevista à Rádio França Internacional.

“O Brasil não estará no foco das políticas econômicas e comercias da administração Trump. Os Estados Unidos estarão focados nas relações com o México, o parceiro no âmbito de um tratado de livre comércio da América do Norte, e talvez com a China. Se olharmos durante a administração de Obama, o Brasil também não esteve no centro das políticas externas do governo americano. Não vai haver mudanças”, disse Wood.

Segundo ele, o Brasil pode ser afetado indiretamente pelo novo governo americano. Mas ele diz não ver motivo para preocupação, pois os EUA mais exportam para o Brasil do que importam, entãoo país pode não ser visto como adversário no âmbito do comércio.

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