Carnaval venceu puritanismo político no Brasil, diz colunista da Bloomberg
O conservadorismo político e o instinto puritano não conseguiram afetar a maior festa do Brasil, e o país manteve sua irreverência durante o Carnaval, segundo um artigo do colunista Mac Margolis publicado na página de opinião da agência de economia Bloomberg.
"Felizmente para o Brasil, santimônia não rima com o samba, e a criatividade superou a penúria", escreve Margolis.
O título publicado no site da Bloomberg diz que "Bolsonaro não diminuiu o espírito carnavalesco". Apesar de mencionar todo o movimento político conservador que levou à eleição do presidente, o texto trata especificamente do Rio de Janeiro e do prefeito Marcelo Crivella. Segundo Margollis, o prefeito se fantasiou de "paladino fiscal" e atuou para sufocar o carnaval, mas não conseguiu atrapalhar a folia.
Em vez de diminuir a festa, explica, a pressão política e o corte de verbas levaram a uma reação festiva, com críticas em forma de carnaval. "Os foliões do Rio prestaram pouca atenção ao seu desmancha-prazeres –isto quando não transformaram o obscurantismo oficial em objeto de alegria e escárnio alegre."
O texto fala ainda sobre a importância do carnaval para a economia do Rio, que ainda sofre efeitos de uma longa crise, e diz que a festa é importante para atrair visitantes e reforçar a cultura local.
"O Carnaval do Rio é o feriado mais famoso do Brasil, a principal atração para os turistas internacionais, e uma vitamina para uma cidade ainda afetada por três anos de prostração econômica."
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