Brasilianismo

Em tempo real, mídia estrangeira narra vitória da extrema-direita no Brasil

Daniel Buarque

Pouco mais de uma hora antes da divulgação dos primeiros dados sobre a eleição presidencial no Brasil, o site do jornal britânico ''The Guardian'' começou uma cobertura em tempo real sobre a decisão política do país.

''Bolsonaro deve ser o próximo presidente do Brasil'', publicou o jornal às 22h04, horário de Londres, logo que foram anunciados os primeiros números.

''Um populista de extrema-direita, a favor de armas e de tortura foi eleito o próximo presidente do Brasil'', relatou, descrevendo a eleição como profundamente divisiva. A escolha, disse, ''deve transformar radicalmente o futuro da quarta maior democracia do mundo''.

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A eleição de Bolsonaro também foi o principal destaque na capa do site do jornal francês ''Le Monde''. também com cobertura em tempo real, o periódico francês tratou o presidente eleito como extremista, e avaliou que ele se beneficiou as fragilidades da classe política brasileira.

Assim que saiu o resultado, o ''New York Times'' também publicou reportagem sobre a eleição de Bolsonaro.

''O Brasil se tornou no domingo o país mais recente a caminhar rumo à extrema-direita, elegendo um populista estridente na mudança política mais radical desde que a democracia foi restaurada mais de 30 anos atrás'', disse.

O jornal também ressaltou que Bolsonaro exaltou a ditadura militar e defendeu a tortura, ameaçando destruir, prender o banir seus oponentes.

O site do jornal espanhol ''El País'' também colocou a eleição brasileira como principal destaque na noite de domingo, e também tratou o escolhido como um ultradireitista nostálgico da ditadura militar.

O jornal italiano ''La Repubblica'' noticiou a vitória de Bolsonaro e disse que ela representa uma ''fratura histórica'' para o Brasil.

O site do jornal peruano ''El Comercio'' também acompanhou a apuração dos votos no Brasil. ''O ultradireitista Jair Bolsonaro foi eleito presidente'', diz. Segundo a publicação, o capitão reformado conseguiu capitalizar sobre a decepção e a raiva da população afetada por anos de recessão e escândalos de corrupção.

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