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Álvaro Vargas Llosa: Sucessor de Temer vai se beneficiar das suas reformas
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Daniel Buarque

Álvaro Vargas Llosa: Sucessor de Temer vai se beneficiar das suas reformas

As polêmicas reformas encaminhadas pelo presidente Michel Temer vão ter um importante efeito para o Brasil e mesmo para outros países da América Latina, segundo o historiador e analista político peruano Álvaro Vargas Llosa.

Em um artigo publicado no jornal peruano “La Tercera”, Llosa argumenta que o governo Temer “já colhe algum resultado econômico e, o que é mais importante, propõe reformas que qualquer presidente do Brasil que tivesse um mínimo de lucidez sobre as causas do modelo atual levaria adiante”, diz.

Llosa (que é filho do escritor ganhador do Nobel de literatura Mario Vargas Llosa) explica que o processo pelo qual Temer chegou à Presidência foi cercado de questionamentos, e que o presidente tem sido citado em escândalos de corrupção, mas defende que não há provas contra ele até agora, e que seu governo deve seguir até as eleições do próximo ano.

“Temer está fazendo o que disse que faria ao assumir a Presidência”, diz, listando as reformas tributária, da previdência e trabalhista. Tudo isso há de ter um efeito positivo para o país, ele acredita.

“Se Temer sobreviver, o que ainda não é certo, seu sucessor ou sucessora se beneficiará do preço político que ele está pagando por reformas (ainda tímidas) que alguém tinha que começar”, diz.

Llosa é um comentarista tradicionalmente associado ao pensamento neoliberal, e forte crítico à esquerda latino-americana, especialmente a ligada ao regime cubano. Ele é autor de um livro que traça o perfil do que chama de “perfeito idiota latino-americano”, um personagem caricato que simbolizaria esses movimento de esquerda da região.

Em um artigo publicado na revista americana “National Interest” em junho do ano passado, Llosa defendia que o processo de impeachment de Dilma Rousseff havia sido correto e que tratar o afastamento dela como um golpe de Estado era “uma ofensa às incontáveis vítimas de golpes de verdade na história das repúblicas da América Latina”.

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Alvaro Vargas Llosa: Chamar impeachment de golpe é ofensa a ‘vítimas reais’
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Daniel Buarque

Alvaro Vargas Llosa: Chamar impeachment de golpe é uma ofensa

Alvaro Vargas Llosa: Chamar impeachment de golpe é uma ofensa

Tratar o afastamento da presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment como um golpe de Estado é uma ofensa às incontáveis vítimas de golpes de verdade na história das repúblicas da América Latina, defendeu o historiador e analista político peruano Alvaro Vargas Llosa, em artigo publicado na revista norte-americana “The National Interest”.

“Nenhuma lei foi violada, nenhum princípio constitucional foi quebrado e não houve uso da força em seu afastamento”, justifica Llosa.

Leia também: Impeachment não vai ser incluído em banco de dados sobre golpes no mundo

Segundo ele, por mais que o governo de Dilma tenha arruinado a economia, sobretaxado empresas e perdido controle da inflação, não havia um motivo real para justificar um golpe, pois “são pecados típicos do populismo latino-americano”, diz.

A crítica ao discurso de que o impeachment é um golpe não é surpresa vinda do analista que assina o texto. Llosa é um comentarista tradicionalmente associado ao pensamento neoliberal, e forte crítico à esquerda latino-americana, especialmente a ligada ao regime cubano. Ele é autor de um livro que traça o perfil do “perfeito idiota latino-americano”, um personagem caricato que simbolizaria esses movimento de esquerda da região.

A avaliação de Llosa surpreende, no entanto, ao indicar que apesar de não ter havido golpe, houve uma “traição” à presidente afastada.

“Seu vice-presidente, Michel Temer, que assumiu o governo dentro da lei, a traiu, assim como muitas organizações. E seim, houve um elemento de vingança política no ar quando muitos políticos d eoposição, que estão eles mesmos sob investigação, ajudaram a tirá-la do poder com discursos vazios”, diz.

A esperança, segundo Llosa, é de que Temer assuma um papel parecido com o do ex-presidente Itamar Franco, que assumiu após o impeachment de Collor e aceitou ser presidente por pouco tempo.

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