Brasilianismo http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br Daniel Buarque é jornalista e escritor com mestrado sobre a imagem internacional do país pelo Brazil Institute do King's College de Londres. Thu, 22 Jun 2017 10:08:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Em meio a crise política, gestor americano se mostra otimista com o Brasil http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/em-meio-a-crise-politica-gestor-americano-se-mostra-otimista-com-o-brasil/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/em-meio-a-crise-politica-gestor-americano-se-mostra-otimista-com-o-brasil/#comments Thu, 22 Jun 2017 10:08:44 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3467

Em meio a crise política, gestor americano se mostra otimista com o Brasil

O gestor de investimentos Mark Mobius, especialista norte-americano em mercados emergentes da Franklin Templeton, tem se consolidado como a voz mais otimista sobre o Brasil no resto do mundo.

Em uma entrevista à agência de notícias Reuters, nesta semana, ele defendeu mais uma vez que mesmo com toda a crise política, o país é um bom lugar para investir neste momento.

“Acho que veremos um período de três ou quatro anos com crescimento de 40% ou 50%”, disse, se referindo a investimentos no país. Segundo ele, isso vai acontecer porque a crise fez com que a economia caísse demais, e agora é a hora da retomada.

“Este escândalo da Lava Jato vai ser muito bom para o Brasil, pois vai forçar reformas no governo”, avaliou, repetindo uma interpretação positiva da luta contra a corrupção no país.

Apesar da perda de quase metade do valor da Bovespa nos últimos anos, Mobius acredita que a economia vai voltar a crescer e impulsionar o mercado interno do país.

Mobius diz administrar investimentos no valor de US$ 1,2 bilhão no Brasil. Ele tem sido uma voz frequente a tratar do Brasil na mídia internacional. Mesmo antes do impeachment de Dilma Rousseff, que era defendido por muitos investidores, ele já indicava que a depressão na economia brasileira era um bom momento para investir no país.

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ONG internacional denuncia impunidade da violência doméstica no Brasil http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/ong-internacional-denuncia-impunidade-da-violencia-domestica-no-brasil/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/ong-internacional-denuncia-impunidade-da-violencia-domestica-no-brasil/#respond Wed, 21 Jun 2017 13:10:53 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3463

ONG internacional denuncia impunidade da violência doméstica no Brasil

Um relatório divulgado pela ONG internacional de direitos humanos Human Rights Watch denuncia a falta de Justiça para casos de violência doméstica no Brasil.

Intitulado “Um Dia Eu Vou Matar Você”, o trabalho se debruça sobre casos de impunidade em Roraima, examinando “problemas sistemáticos na resposta à violência doméstica”.

“A HRW documentou 31 casos de violência doméstica e entrevistou vítimas, poiciais e oficiais de justiça. A ONG encontrou falhas em todos os pontos do sistema de resposta a abusos domésticos”, diz o texto.

Segundo o relatório, apenas um quarto das mulheres que sofrem violência dentro de casa no Brasil denunciam as agressões. O caso analisado, diz, é ainda pior, pois mesmo casos que são denunciados enfrentam barreiras nas instituições do país.

“Os assassinatos de mulheres subiram 139% de 2010 a 2015 em Roraima, chegando a 11,4 homicídios por 100 mil mulheres naquele ano, o último para o qual há dados disponíveis. A média nacional é de 4,4 assassinatos por 100 mil mulheres – já é uma das mais altas do mundo. Estudos no Brasil e no mundo estimam que uma grande porcentagem de mulheres que sofrem mortes violentas são mortas por parceiros ou ex-parceiros.”

Segundo a HRW, o Brasil precisa atuar para diminuir as barreiras enfrentadas pelas mulheres que sofrem abusos e querem fazer denúncias.

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Escândalos diminuíram chances de Temer aprovar reformas, diz Bloomberg http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/escandalos-diminuiram-chances-de-temer-aprovar-reformas-diz-bloomberg/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/escandalos-diminuiram-chances-de-temer-aprovar-reformas-diz-bloomberg/#respond Tue, 20 Jun 2017 22:43:49 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3459

Escândalos diminuíram chances de Temer aprovar reformas, diz vídeo da Bloomberg

As denúncias contra o presidente Michel Temer, que viu seu governo ser envolvido em um escândalo de corrupção, diminuíram as chances de o Brasil aprovar reformas que o mercado vê como importantes para o país, segundo uma análise da agência internacional de economia Bloomberg.

Em um vídeo resumindo a situação política e econômica do país, a apresentadora Vonnie Quinn avaliou a atual crise sob a perspectiva da mudança no quadro brasileiro desde a época em que o mundo ficou otimista com o país até a pior recessão da sua história.

“Na teoria, o Brasil é uma potência com grandes reservas de petróleo. Por outro lado, a distribuição de sua riqueza é muito desigual”, avaliou, explicando que a prosperidade está presa a commodities, e que o país sofre quando o mercado desvaloriza esses produtos.

“Em toda a história, o Brasil teve a tendência de alternar ciclos de crescimento e de crise”, diz.

Um dos principais problemas do país atualmente, segundo ela, é exemplificado pelo atual enfraquecimento do presidente que prometia passar reformas, como a da Previdência.

“O escândalo da Petrobras expôs um sistema de corrupção institucionalizada ligando as maiores empresas do Brasil com seus partidos políticos”, diz.

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‘Washington Post’: Trabalhadores brasileiros pagam o preço pela corrupção http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/washington-post-trabalhadores-brasileiros-pagam-o-preco-pela-corrupcao/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/washington-post-trabalhadores-brasileiros-pagam-o-preco-pela-corrupcao/#respond Mon, 19 Jun 2017 20:54:46 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3456

‘Washington Post’: Trabalhadores brasileiros pagam preço por corrupção

Enquanto escândalos de corrupção afetam algumas das maiores empresas do Brasil, são os trabalhadores do país que mais sofrem com os impactos da crise em toda a economia, segundo uma reportagem publicada pelo jornal americano “The Washington Post”.

“A investigação da Lava Jato resultou em prisões para muitos políticos, bem como executivos nas indústrias de construção, petroquímica e de carne do Brasil, sob a acusação de suborno envolvendo contratos governamentais lucrativos. Três anos depois, o expurgo na indústria provocou demissões em massa, afastando empresas que um dia foram mundialmente conhecidas”, diz a reportagem.

De acordo com o jornal, apesar dos efeitos positivos da luta contra a corrupção, o processo tem sido doloroso e criado desemprego, inclusive entre trabalhadores altamente qualificados.

“Muitos trabalhadores brasileiros que não participaram diretamente do escândalo pagaram um preço alto. E, como alguns dos principais executivos negociaram delações premiadas, seus funcionários se viram presos em impérios em ruínas, com setores inteiros da economia destruídos de um dia para o outro”, explica.

Na avaliação do “Washington Post”, a crise está gerando uma “fuga de cérebros” de alguns dos setores mais lucrativos do Brasil, e isso pode ter um impacto duradouro na competitividade global do país.

“No momento em que a economia do país se recuperar, a próxima geração de engenheiros brasileiros pode não ter mentores experientes para orientá-los”, diz.

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Deu na ‘Forbes’: Para investidores estrangeiros governo Temer nunca erra http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/14/deu-na-forbes-para-investidores-estrangeiros-governo-temer-nunca-erra/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/14/deu-na-forbes-para-investidores-estrangeiros-governo-temer-nunca-erra/#comments Wed, 14 Jun 2017 10:20:37 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3453

Deu na ‘Forbes’: Para investidores estrangeiros, Temer nunca erra

Não importa o tamanho da crise política, das denúncias ou da ameça imposta pela Justiça, para os investidores internacionais de olho no Brasil, o presidente Michel Temer nunca está errado.

“O presidente Temer deixou sindicatos, ativistas progressistas e celebridades com medo de que a democracia tenha sido ‘usurpada’ por um golpe de direita nojento e misógino. O céu parece estar estar desabando. E, no entanto, Wall Street nem se importa”, diz uma reportagem publicada no site da revista de economia “Forbes”.

“Apesar de toda a crise política, investidores não estão assustados”, complementa, comparando a situação do Brasil à dos EUA sob Donald Trump.

Um dos motivos para esta confiança no presidente, segundo investidores ouvidos pela revista, é a crença de que Temer continua levando adiante as reformas econômicas que o mercado acha necessárias para o Brasil.

“Dinheiro estrangeiro está sendo investido no Brasil mesmo que a situação pareça negativa. Esta é uma situação bem diferente do que acontecia na crise do ano passado, em torno Dilma Rousseff. Ela acabou sendo cassada por uma questão técnica. (…) Quando ficou claro que os dias de Dilma no governo estavam contados, o Brasil disparou. Ele foi o país com melhor desempenho no ano passado entre os BRICs, um dos melhores mercados de ações para ganhar dinheiro em 2016”, diz.

Um dos investidores entrevistados pela “Forbes” foi o gestor americano especialista em mercados emergentes Mark Mobius, da Franklin Templeton. “Achamos que o Brasil está no caminho para o crescimento no próximo ano”, disse Mobius, que frequentemente defende investimentos no país mesmo em meio às recentes crises.

Segundo a revista, ele acredita que o movimento anti-corrupção no Brasil vai gerar mudanças no governo para evitar novos problemas fiscais no futuro.

A revista ressalta ainda que o otimismo dos investidores tem se confirmado recentemente, com aparente melhora da economia brasileira.

Segundo a reportagem, apesar de não se abalar com as crises, os investidores estão acompanhando de perto o que acontece no Brasil. “O destino de Temer interessa aos mercados porque as reformas econômicas dependem do seu capital político.”

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Lula foi mina de ouro para a corrupção da Odebrecht, diz revista americana http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/13/lula-foi-mina-de-ouro-para-a-corrupcao-da-odebrecht-diz-revista-americana/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/13/lula-foi-mina-de-ouro-para-a-corrupcao-da-odebrecht-diz-revista-americana/#respond Tue, 13 Jun 2017 18:24:19 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3449

Lula foi mina de ouro para corrupção na Odebrecht, diz revista americana

Nunca existiu uma máquina de corrupção como a que a empreiteira Odebrecht criou no Brasil, segundo uma longa reportagem publicada recentemente pela revista americana Bloomberg Businessweek. Em uma abordagem explicativa sobre os escândalos revelados recentemente no Brasil e em outros países, o texto revela que o que a empreiteira fazia no Brasil vai muito além das propinas comuns no resto do mundo.

“A Odebrecht admitiu à corte distrital dos EUA no Brooklyn, em Nova York, em dezembro do ano passado, que o Departamento de Operações Estruturadas distribuiu aproximadamente US$ 788 milhões em propinas no Brasil e outros 11 países, garantindo mais de 100 contratos que geraram US$ 3,3 bilhões em retornos para a empresa.”

A reportagem se rebruça sobre o Departamento de Operações Estruturadas, “talvez a máquina de corrupção mais eficiente e de maior alcance já desmantelada no mundo dos negócios”, diz.

O texto explica como a empresa se envolveu em esquemas de corrupção, e indica que a eleição de Lula foi um momento chave para estes processos.

“Nenhum cliente era mais importante para Emílio do que Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-sindicalista chegou à presidência em 2003 com a promessa de acabar com a miséria e reativar a economia. Ele foi uma mina de ouro para a Odebrecht”, diz.

Segundo o texto, as operações da empresa cresceram à medida que o governo Lula acelerava os gastos em infraestrutura que exigiam pagamentos ilícitos.

A operação também se estendeu além da fronteira brasileira. “Desde que o Departamento de Operações Estruturadas foi montado, a Odebrecht financiou esquemas que elegeram meia dúzia de presidentes na América Latina, comprou a amizade de chefes de Estado em Angola, Peru e Venezuela e molhou a mão de centenas de políticos do Panamá à Argentina”, revela.

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Para mídia estrangeira, decisão do TSE salva Temer, mas enfraquece política http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/12/para-midia-estrangeira-decisao-do-tse-salva-temer-mas-enfraquece-politica/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/12/para-midia-estrangeira-decisao-do-tse-salva-temer-mas-enfraquece-politica/#respond Mon, 12 Jun 2017 17:13:52 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3446

Se o presidente Michel Temer parecia “politicamente morto”, como diz uma reportagem recente do jornal francês “Le Monde”, sua vitória no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral no fim da semana passada foi vista no exterior como um sinal de fortalecimento do seu governo.

Se por um lado, o presidente se consolidou no poder e agora deve pressionar por aprovar suas reformas, entretanto, a imprensa internacional indica que a política brasileira perdeu ainda mais do pouco que tinha de credibilidade.

“O TSE salvou o governo Temer e seu programa de reformas, mas vai provocar o desencanto dos brasileiros, acentuando a separação entre o mundo político e a sociedade”, explica o jornal francês, citando um cientista político brasileiro.

Segundo o “New York Times”, a decisão do TSE “aliviou a pressão sobre o líder profundamente impopular enquanto ele resiste a pedidos por sua renúncia por envolvimento em escândalos de corrupção”.

“Com os índices de aprovação de Temer caindo a níveis baixos enquanto ele tenta reprimir protestos nas ruas das cidades brasileiras, a manobra na corte eleitoral gerou debates sobre o funcionamento dos três poderes do governo brasileiro, enquanto a corrupção atinge não apenas o presidente, mas membros do seu ministério, líderes do Congresso e membros importantes do Judiciário.”

Segundo um cientista político citado pelo jornal, a decisão do TSE mostra que as instituições brasileiras não estão funcionando tão bem.

Para o jornal britânico “The Guardian”, a decisão do TSE vai ajudar Temer a manter sua coalizão no governo e impulsionar a agenda de reformas.

“A turbulência política no Brasil, que começou com o processo do ano passado para remover Dilma do poder por violar leis de orçamento atingiu um tom crítico. Há protestos quase semanais que exigem a saída de Temer, frequentes disputas acaloradas no Congresso e um debate permanente na mídia sobre se Temer conseguirá terminar seu mandato”, diz, com informações de agências de notícias.

Um texto da Associated Press publicado pelo jornal “The Washington Post” também trata da polarização que cerca a política brasileira atual. Segundo a publicação, essa atmosfera foi refletida no tribunal eleitoral, onde houve vários momentos tensos.

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Deutsche Welle: Julgamento no TSE é um teste para a democracia brasileira http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/08/deutsche-welle-julgamento-no-tse-e-um-teste-para-a-democracia-brasileira/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/08/deutsche-welle-julgamento-no-tse-e-um-teste-para-a-democracia-brasileira/#comments Thu, 08 Jun 2017 18:43:14 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3443

A cobertura internacional do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE tem sido modesta durante esta semana, com algumas poucas reportagens apresentando o processo que pode retirar o presidente do poder enquanto a maioria da imprensa estrangeira aguarda o resultado para publicar reportagens e análises sobre a decisão da Justiça e os impactos dela para o país.

Um texto publicado pela rede alemã Deutsche Welle simboliza o tom que domina esta atenção de outros países sobre o Brasil: O julgamento no TSE é um teste de estresse para a democracia brasileira.

“O sistema judicial do Brasil tem aterrorizado políticos e empresários desde a campanha eleitoral de 2014”, diz a reportagem, explicando que juízes e procuradores ganharam status de “estrelas do rock” no país.

Se o TSE decidir anular a eleição de Dilma e Temer, diz a DW, o Brasil corre o risco de se aprofundar no caos político, com forte estresse sobre a Constituição.

“Uma eleição indireta seria constitucionalmente correta, mas a administração resultante teria ainda menos legitimidade do que o atual governo Temer”, diz o texto. “A maioria dos brasileiros quer ter uma eleição direta, mas a constituição deveria ser alterada para isso acontecer”, complementa.

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Deu na ‘Foreign Policy’: Brasil se tornou uma terra dominada por gangues http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/07/deu-na-foreign-policy-brasil-se-tornou-uma-terra-dominada-por-gangues/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/07/deu-na-foreign-policy-brasil-se-tornou-uma-terra-dominada-por-gangues/#comments Wed, 07 Jun 2017 21:50:38 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3440

Na semana em que foram divulgados novos números sobre a violência no Brasil, com uma leve redução no total de homicídios, que acabou tendo pouca atenção internacional, a revista de política internacional “Foreign Policy” publicou uma reportagem sobre a criminalidade do Brasil, em que diz que o país se tranformou em uma “gangland”, uma terra dominada por gangues.

“Com a política do país marcada por escândalos de corrupção, as gangues do Brasil estão enfrentando uma guerra mortal dentro e fora do sistema prisional”, diz a apresentação do texto.

A reportagem se baseia em alguns dos casos de maior visibilidade da violência brasileira, incluindo o assalto realizado pelo PCC no Paraguai e os massacres dentro de presídios, especialmente em Manaus.

Segundo a “FP”, o crime do século, no Paraguai, “revelou um novo nível de complexidade nas guerras transfronteiriças da droga da América do Sul, a última evidência de que uma crise de segurança pública estava se desenvolvendo sob a corrupção política e a recessão prolongada no Brasil”, diz. Segundo o texto, em nenhum lugar é essa crise mais aparente do que nas prisões do país.

“O crime violento no Brasil é endêmico, alimentado pela esmagadora desigualdade de renda, policiais militares que tratam cidadãos como combatentes inimigos e narco- corrupção que absorve dinheiro e distorce a justiça em todos os níveis do sistema”, avalia a “FP”.

A revista diz que a última crise no sistema prisional concentra esses males sociais através de uma lupa que mostra onde os problemas mais prementes do Brasil foram deixados à prova desde a ditadura militar.

“O aumento da prosperidade desde então tem feito pouco para reduzir a taxa de homicídios; Em 2012, de acordo com um relatório da ONU, os 64 mil homicídios do Brasil rivalizaram com o número de mortos da guerra civil síria. Desde 2000, a população carcerária do país dobrou para se tornar a quarta maior do planeta, com mais de 622 mil detidos em um sistema destinado a manter 371 mil.”

A reportagem deixa claro, entretanto, que as prisões são apenas um pedaço de um sistema de justiça fundamentalmente quebrado no Brasil.

“O crime organizado está crescendo –e também a enorme desigualdade que deixa muitos homens jovens com poucas maneiras de viver de maneira digna. (…) Crime oferece uma fraternidade que parece mais forte e mais segura do que o estado distante.”

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Anthony Pereira: Instabilidade corroeu imagem do Brasil, mas também clichês http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/03/anthony-pereira-instabilidade-corroeu-imagem-do-brasil-mas-tambem-cliches/ http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/03/anthony-pereira-instabilidade-corroeu-imagem-do-brasil-mas-tambem-cliches/#respond Sat, 03 Jun 2017 12:48:44 +0000 http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/?p=3437

Anthony Pereira: Instabilidade corroeu imagem do Brasil, mas também estereótipos

Apesar de afetar negativamente a imagem que o Brasil fortaleceu no resto do mundo na virada do século 20 ao 21, a atual instabilidade política e econômica pode ajudar a mostrar que o Brasil é um país complexo e vai além dos estereótipos mais comuns.

A análise é do cientista político Anthony Pereira, diretor do Instituto Brasil do King’s College London, em entrevista à “Folha de S.Paulo”.

“Por um longo tempo, o Brasil se beneficiou de uma imagem favorável no exterior. De 1995 até por volta de 2012, a estabilidade político-econômica era muito atraente. Mesmo naquela época, porém, muitos associavam o Brasil a coisas divertidas que não eram nada essenciais. Essa imagem foi corroída de alguma forma por anos de instabilidade, mas talvez –talvez– observadores estrangeiros também passaram a perceber que o Brasil é complicado e que está lidando com vários assuntos graves que o resto do mundo também lida. Talvez o estereótipo do Brasil como decorativo e supérfluo esteja desaparecendo aos poucos”, disse.

Esta avaliação segue a linha defendida por Pereira no prefácio que escreveu para a segunda edição do livro “Brazil, um País do Presente” (escrito pelo autor deste blog Brasilianismo). Na avaliação dele, apesar de crises e instabilidades, “o mundo está cada vez mais interessado no Brasil, e o Estado brasileiro está mais presente em assuntos internacionais do que jamais esteve antes”.

Na entrevista à “Folha” o cientista político avalia a atual crise em torno do governo de Michel Temer. Para ele, a saída do presidente e novas eleições diretas seriam a saída mais democrática para o país.

“Uma eleição indireta no Congresso poderia parecer casuística e ilegítima para muitas pessoas. Dada essa alternativa, um eleição direta parece mais robusta, do ponto de vista da qualidade da democracia brasileira.”

Questionado sobre o debate internacional sobre o impeachment de Dilma Rousseff, Pereira criticou o processo, mas disse não vê-lo como um golpe de Estado.

“Com relação ao impeachment, concordei com o que as pessoas viram como ilegítimo, não porque os procedimentos usados eram inconstitucionais, mas porque a justificativa para o impeachment parecia arbitrária, aplicada de forma inconsistente e casuística. Mas também discordei dos que chamaram de ‘golpe’.”

Em entrevista ao “Valor Econômico”, em 2015, Pereira já tentava analisar de forma objetiva a situação política brasileira, fugindo da polarização do debate nacional.

“O debate político no Brasil atualmente é muito passional. Eu tento me colocar de forma mais objetiva. Olhando de fora, conseguimos ver essa questão de forma menos passional de que os analistas que estão no Brasil, avaliando comparativamente e escapando da narrativa das pessoas que estão vivendo a crise, o calor do momento. Falar que este é o governo mais corrupto que já houve, por exemplo, é algo que não tem base comparativa real”, dizia, na época, sobre o governo de Dilma.

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