Brasilianismo

Arquivo : março 2015

Brasil tem três cidades entre as dez com mais congestionamentos no mundo
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Daniel Buarque

Página do estudo da fabricante de GPS TomTom

Página do estudo da fabricante de GPS TomTom

Um estudo da fabricante de GPS TomTom revelou que o Rio de Janeiro é a terceira cidade com mais congestionamentos do mundo. O ranking diz ainda que Salvador e Recife estão têm o 5º e o 6º pior trânsito do planeta.

O estudo foi divulgado pela própria fabricante, e ganhou destaque em veículos de imprensa internacionais, como o “Washington Post”, que destacou uma foto do trânsito no Rio de Janeiro.

O dado sobre congestionamentos no mundo revela que o trânsito está espalhado por vários países, e não é necessariamente um problema brasileiro. Ainda assim, o Brasil é o país com mais cidades entre as dez com pior congestionamento do mundo, o que revela a falta de planejamento e os limites de infraestrutura das metrópoles brasileiras. Isso se reflete, naturalmente, sobre a expectativa que o mundo tem em relação à produtividade nessas cidades.

A pesquisa usou dados dos próprios equipamentos de GPS ao longo de 2014 e levou em consideração o tempo que cada viagem dentro das cidades leva nos horários com e sem congestionamento, para calcular a diferença na velocidade média.

Segundo a TomTom, Istambul, na Turquia, tem o pior congestionamento do mundo, com nível de 58%. Em segundo lugar vem a Cidade do México, com 55% de índice de congestionamento.

O nível de congestionamento do Rio de Janeiro é de 51%, o de Salvador é 46%, e do Recife é 45%.

O ranking completo inclui ainda Fortaleza (23º lugar, índice de 35%), São Paulo (36º lugar, índice de 33%), Belo Horizonte (70º lugar, índice de 27%), Porto Alegre (89º lugar, índice de 25%), Brasília (106º lugar, índice de 21%), e Curitiba (118º lugar, índice de 19%).

Trânsito do Rio de Janeiro em destaque no jornal 'Washington Post'

Trânsito do Rio de Janeiro em destaque no jornal ‘Washington Post’

Tags : Trânsito


Deu no ‘L.A. Times’: Brasil luta para repatriar esmeralda de 380 kg
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Daniel Buarque

Disputa dipomática por esmeralda achada no Brasil, em destaque no jornal 'L.A. Times'

Disputa dipomática por esmeralda achada no Brasil, em destaque no jornal ‘L.A. Times’

O assunto passou sem tanta atenção no Brasil, mas a imprensa norte-americana deu bastante destaque nesta semana à disputa judicial envolvendo o pedido brasileiro para repatriar uma enorme esmeralda de mais de 380 quilos que foi levada da Bahia para Los Angeles.

O jornal “Los Angeles Times” publicou uma longa reportagem com a confusa história que começou como um caso simples, mas acabou virando celeuma internacional.

A joia foi encontrada em 2001, o caso judicial já se arrasta desde 2009, e virou uma disputa diplomática no ano passado, dando destaque aos pedidos brasileiros pela posse da esmeralda.

Na segunda-feira (30), um juiz americano rejeitou o pedido do governo brasileiro para suspender o processo iniciado há seis anos para determinar a posse da joia, pedindo que a esmeralda de 180 mil quilates, avaliada em US$ 372 milhões (o equivalente a R$ 1,2 bilhão) e considerada a maior do mundo, seja reconhecida como “tesouro nacional” brasileiro e devolvida ao patrimônio cultural do país.

“A esmeralda é, literalmente, uma peça do Brasil, que pertence ao Brasil e deve estar no Brasil”, afirmou o advogado, segundo a agência France Presse.

“O Brasil tem outras opções no esforço de ter a esmeralda”, segundo o “L.A. Times”, mas pode ter que compensar o atual dono nos EUA pelos gastos que ele teve com a joia até hoje.


‘Cruel ou engraçada’, pegadinha de Silvio Santos se torna viral no mundo
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Daniel Buarque

Reportagem sobre pegadinha do SBT no site australiano 9 News

Reportagem sobre pegadinha do SBT no site australiano 9 News

O vídeo da pegadinha do apocalipse zumbi produzida pelo “Programa Silvio Santos”  no último fim de semana se transformou em um viral internacional. Dois dias depois da exibição do vídeo na TV, a brincadeira do SBT foi tema de centenas de republicações em sites com textos em inglês e espanhol.

Os jornais da Austrália foram os primeiros a tratar do assunto como notícia, mas desde a segunda-feira que o mais recente vídeo de pegadinha já era divulgado em sites e listas de entretenimento.

O grande destaque, entretanto, foi dado para o quanto a pegadinha foi bem produzida e de fato assustadora.

“Se a pegadinha é cruel ou divertida é algo inteiramente subjetivo”, disse o 9 News, da Austrália.

Já o site Irlandês Joe.ie, questionou a autenticidade da pegadinha. Apesar de ser uma brincadeira assustadora, “isso tudo pode ser uma pegadinha em que as vítimas sabem o que está acontecendo o tempo todo”, diz. “Estamos falando da TV brasileira, então qualquer coisa é possível”.

Sucesso imediato no Brasil, é de se esperar que ao longo da semana o vídeo continue ganhando destaque em outras publicações internacionais.


‘Esqueça o Brasil’, recomenda canal de economia dos EUA
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Daniel Buarque

Reportagem do canal americano CNBC recomenda que o Brasil seja esquecido

Reportagem do canal americano CNBC recomenda que o Brasil seja esquecido

Em meio à instabilidade econômica e à frustração gerada pelo anúncio de que o PIB do Brasil cresceu apenas 0,1% no último ano, uma reportagem do canal norte-americano de economia CNBC (da rede NBC) recomendou que os investidores internacionais deixassem de lado qualquer ideia de tentar ganhar dinheiro no Brasil.

“Esqueça o Brasil”, diz o título da reportagem.

“O Brasil, um mercado emergente queridinho apenas dois anos atrás, está se desfazendo em um estagnação econômica e turbilhão político”, diz.

Para a CNBC, a Aliança do Pacífico, bloco econômico formado por México, Peru, Colômbia, Chile e Costa Rica, é uma opção de investimento que ofusca os atrativos que o Brasil ainda possa ter.

“Um dos pontos que os economistas levantam contra o Brasil é que o país não aproveitou a oportunidade de passar reformas econômicas enquanto os preços das commodities estavam em alta recorde na década passada”, diz a CNBC.


Simon Anholt: Discutir impeachment é constrangedor para a imagem do Brasil
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Daniel Buarque

impeachment

O consultor britânico Simon Anholt não acredita que um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff possa afetar de forma profunda e duradoura a imagem internacional do Brasil. Segundo ele, entretanto, o atual debate sobre o assunto é algo que pode envergonhar o país no cenário mundial, pois o tema “é um pouco constrangedor para uma nação que está tentando se apresentar ao mundo como moderna e civilizada”.

Anholt é o nome mais respeitado entre pesquisadores de Nation Branding e Competitive Identity, áreas de pesquisa acadêmica e de mercado que tratam a imagem internacional de países como se fossem marcas, tentando descobrir o que se pensa sobre cada nação no resto do mundo. Foi ele quem criou o próprios termos que dão nome às pesquisas, escreveu livros importantes para a academia e desenvolveu algumas das mais populares metodologias para medir a reputação de nações no resto do mundo, como o Nation Brands Index – ranking de países mais conhecidos e admirados do mundo (o Brasil tem se mantido estável em 20º lugar entre 50 países avaliados).

O consultor já se debruçou de forma mais atenta sobre o caso do Brasil. Ele vê o país como um exemplo de nações “decorativas, mas pouco úteis”. Isso porque o Brasil é visto como um “país de festa” e tem uma boa imagem em questões relacionadas a lazer e diversão, mas uma reputação fraca em assuntos sérios como política e economia.

Em entrevista ao Blog Brasilianismo, ele disse que o atual mau momento do Brasil pode não afetar a imagem do país, e que a única coisa que pode melhorar a imagem internacional do Brasil é a forma como o país afeta a vida das pessoas em outros países

Veja abaixo os principais pontos da entrevista.

Brasilianismo – O Brasil está passando por uma séria instabilidade política, e algumas pessoas estão discutindo a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Que tipo de impacto algo assim tem sobre a imagem internacional do país?

Simon Anholt – Bem, obviamente, é um pouco constrangedor para uma nação que está tentando se apresentar ao mundo como moderna e civilizada, mas duvido que o impacto se tornasse mais profundo ou duradouro.

As pessoas não são estúpidas e sabem que as ações de um indivíduo não dizem nada demais sobre o país como um todo, mesmo que esse indivíduo seja o chefe de Estado.

Além disso, um único episódio isolado, não importa o quão positivo ou negativo, raramente tem qualquer impacto duradouro sobre a reputação de um país.

Brasilianismo – A mídia do resto do mundo tem dado muita atenção aos problemas econômicos por que o Brasil está passando. A economia tem mais importância para a imagem internacional do país do que a política?

Simon Anholt – Ninguém, exceto os investidores profissionais, se preocupa de verdade com o desempenho econômico de outros países.

A única coisa que de fato tem qualquer impacto sobre a imagem internacional do Brasil é o que o país consegue contribuir para a vida das pessoas em outros países.

Quão bem o país serve a sua própria população é, por definição, de pouco interesse para outras populações.

Brasilianismo – A revista “The Economist” disse recentemente que o Brasil está em um “atoleiro”. A revista foi em parte responsável por colocar o Brasil no centro das atenções do mundo com uma capa dizendo o país “decolava”. Chegou ao fim o tempo de o Brasil receber a atenção do mundo e ser visto de forma positiva? O país pode voltar a melhorar sua imagem?

Simon Anholt – Só há um caminho para qualquer país se tornar mais admirado, e isso é tornando-se mais admirável.

O sucesso ou fracasso do Brasil como um país só é realmente diretamente relevante para os brasileiros. Se o Brasil quer que as pessoas de outros países o admirem, então ele tem que fazer algo por eles. Isso significa contribuir ativamente com algo para a humanidade e para o planeta, e não simplesmente gerir seus próprios assuntos.


Deu na ‘Economist’: Brasil tem política mais fragmentada do mundo
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Daniel Buarque

Artigo da 'Economist' sobre democracia no Brasil

Artigo da ‘Economist’ sobre democracia no Brasil

A desaceleração econômica em todo o mundo deixou os problemas políticos do Brasil e da América Latina mais em evidência nos últimos anos, segundo um artigo publicado na revista “The Economist” nesta quinta-feira (26). Com o fim do período de bonança, veio o crescimento da insatisfação popular com os políticos que se vê na atual instabilidade no país.

Segundo o analista da publicação internacional, o Brasil sofre com o sistema partidário mais fragmentado do mundo, o que deixa o governo disfuncional. E, com a instabilidade política, a ideia de reformar o sistema voltou à pauta.

A “Economist” minimiza os riscos de retrocessos autoritários, diz que a democracia parece consolidada, mas alega que a situação é complicada, com governos fracos e sem muita saída.

“Apenas reformar a política não vai melhorar a qualidade da democracia na América Latina. Mas enquanto governar se torna cada vez mais difícil, os políticos deveriam fazer tudo o que pudessem para restaurar o prestígio e a efetividade dos sistemas políticos da região”, diz.


Deu na ‘Forbes’: Impeachment de Dilma é uma péssima ideia
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Daniel Buarque

Artigo da 'Forbes' diz que o impeachment é uma má ideia

Artigo da ‘Forbes’ diz que o impeachment é uma má ideia

Um artigo publicado pela revista americana de economia “Forbes” nesta semana defende que seria um erro pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A publicação, que costuma publicar reportagens críticas ao modelo econômico do governo Dilma, e que tem uma ideologia que poderia estar mais alinhada com a oposição, diz acreditar que o impeachment não resolveria os problemas do país. Além disso, diz, ainda colocaria o PMDB no poder, o equivalente a “raposas cuidando do galinheiro”.

O texto da “Forbes” se junta a uma série de análises internacionais que tratam o impeachment como uma “subversão” das regras do jogo democrático. Por mais que haja sérias críticas ao governo Dilma e grandes suspeitas sobre a presidente, enquanto não há provas contra ela, a manipulação política no sentido de derrubar o governo é interpretada como falta de estabilidade política – algo que é rejeitado pelo resto do mundo.

A “Forbes” defende que a corrupção na Petrobras é um desastre político e econômico, e diz que o pior é ver que no Brasil funcionou um esquema típico de “república das bananas” usando dinheiro público para proteger interesses políticos privados.

Dilma “provavelmente sabia de algo” do que estava acontecendo na estatal, diz a revista, “mas a menos que se prove que Dilma foi cúmplice no escândalo de corrupção da Petrobras, o impeachment dela é uma má ideia”.

A explicação para este posicionamento é que o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, se tornaria o presidente, e que o partido “não é muito conhecido por sua capacidade de liderança”.

“Brasileiros e investidores que estão colocando dinheiro para trabalhar têm todo o direito de pensar que as raposas estão cuidando do galinheiro, se o PMDB estiver no controle”, diz o texto do jornalista Kenneth Rapoza, que cobre o Brasil para a publicação.

Além disso, segundo a “Forbes”, Dilma é quem garante o trabalho do ministro Joaquim Levy, que está atuando para restaurar a confiança internacional no Brasil. Se ela sair, ele provavelmente iria junto, diz.

“Os brasileiros têm o direito de estar insatisfeitos com Dilma e toda a elite política do Brasil. O impeachment da presidente não vai resolver seus problemas”, finaliza a revista.


Boteco, barulho e ‘inho’: TV Russa lista dez ‘surpresas’ sobre o Brasil
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Daniel Buarque

Página em espanhol da rede russa RT, falando sobre surpresas no Brasil

Página em espanhol da rede russa RT, falando sobre surpresas no Brasil

Os brasileiros adoram ir ao boteco, não respeitam muito o espaço individual de cada pessoa, falam muito de perto, fazem barulho, não comem nada com as mãos e usam um guardanapo encerado que não ajuda a se limpar.

Segundo o site em espanhol da rede de TV russa RT (sim, a TV russa publica notícias e análises em espanhol 24 horas por dia), essas são algumas das dez características que mais surpreendem os viajantes estrangeiros que passam pelo Brasil. Criado em 2009 o canal é uma das principais fontes de informação russas abertas ao Ocidente (e compreensível para quem não fala russo).

O texto publicado pelo site da TV russa é baseado em um post do site When on Earth, em inglês. Na versão do RT, o Brasil é um dos países latino-americanos mais visitados por turistas, e “os estrangeiros encontram ali não apenas sol, praia e carnaval, mas também costumes e características que nunca viram em outros lugares do mundo”.

É uma interessante fonte de dados sobre a forma como o Brasil é visto por visitantes que passam pelo país.

Veja abaixo a lista de surpresas para os estrangeiros

1 – Botecos
“Um tipo de loja de alimentos onde se vendem diferentes aperitivos a baixos preços”, diz. “Normalmente têm um espaço pequeno com mesas e cadeiras de plástico fora do local”.

2 – Pessoas abertas
“Algumas pessoas podem sentir um certo incômodo quando algum brasileiro chega perto demais para falar”.

3 – Não toque na comida
“Comer sanduíches, hambúrgueres, pizza ou frango frito com as mãos é falta de educação no Brasil”.

4 – Barulho por todas as partes
“Além de gente cantando, assobiando ou falando, se escuta todo tipo de barulho produzido por automóveis, vendedores ambulantes e gente alegre”.

5 – Diminutivos
Brasileiros usam o sufixo “inho/inha” para expressar carinho.

6 – Polegar para cima
Sinal de aprovação no resto do mundo, no Brasil, o polegar levantado expressa “sim”, “bem” e “obrigado”.

7 – Demonstração pública de afeto
Os casais brasileiros são muito carinhosos na hora de mostrar seus sentimentos.

8 – Abacate doce
No Brasil “o abacate não é uma verdura, é uma fruta” comida doce, e não salgada.

9 – O guardanapo
Os estrangeiros que visitam o Brasil sempre têm problemas com os guardanapos de papel oferecidos por restaurantes. “Eles parecem papel encerado que não ajudam muito a limpar os lábios e os dedos”.

10 – Brasil com “S”
O uso do nome do país com S confunde os viajantes de língua inglesa, acostumados a se referir à nação como “Brazil”.


Contra mitos, revista francesa diz que futebol brasileiro não é espetacular
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Daniel Buarque

Página da revista francesa sobre os mitos a respeito do futebol brasileiro

Página da revista francesa sobre os mitos a respeito do futebol brasileiro

Existem imagens, reputações e existe a realidade. Segundo a revista “France Football”, uma das mais respeitadas publicações sobre o esporte no mundo, pensar que o futebol brasileiro é espetacular é um clichê, mais preso à imagem de que à realidade.

O futebol é uma das principais fontes de imagens a respeito do Brasil no mundo, e é interessante que publicações internacionais tenham começado (desde bem antes da Copa do ano passado, é verdade), a questionar a ideia de que o Brasil é o “país do futebol”.

Na véspera do jogo amistoso entre o Brasil e a França, quinta-feira, às 17h (de Brasília), no Stade de France, em Saint-Denis, a revista francesa decidiu ignorar as pautas que simplesmente revisitam os confrontos entre os dois times. Em vez disso, ela resolveu analisar o que é verdade e o que é mito a respeito do futebol Brasileiro, elencando os sete clichês sobre o Brasil.

Entre os principais pontos, a revista fala sobre a baixa frequência de torcedores s jogos no país e sobre a busca pela eficácia acima da “arte” no esporte.

Veja abaixo a lista e os comentários da revista.

1 – O futebol brasileiro é espetacular
Foi-se o tempo do futebol bonito. Agora o que vale “é a eficácia acima de tudo”.

2 – Todos os brasileiros têm técnica
No imaginário ocidental, o jovem brasileiro aperfeiçoa suas técnicas com os pés enfiados nas areias de Copacabana debaixo do sol, e nas quadras de futsal. O futebol de alguns brasileiros, entretanto, faz questionar “se eles acharam a porta do ginásio, ou se não se confundiram com uma sala de musculação superequipada”.

3 – Os laterais não são zagueiros
As grandes equipes brasileiras tinham laterais muito ofensivos. Depois da derrota na Copa de 2014, entretanto, Dunga mudou o estilo, usando laterais “menos ofensivos, mais robustos”, que são mais zagueiros de que jogadores de contra-ataque.

4 – Os goleiros são ruins
“Qum disse que o Brasil não tem grandes goleiros?”
Com Gilmar, Taffarel, Dida e Júlio César na história, o Brasil consagrou bons “camisa 1” e tem o melhor goleador entre os goleiros, Rogério Ceni.

5- Sempre tem festa nas arquibancadas
Pensar que o que se viu na Copa é o que acontece sempre no Brasil é “uma simples miragem”. A média de espectadores no Campeonato Brasileiro é de menos de 16 mil pessoas.

6- O nível do campeonato é baixo
A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) classifica o campeonato brasileiro como o 4º melhor do mundo no século XXI.

7- Os jogadores são muito religiosos
Sim, é verdade. “É difícil escapar de Deus quando acontece um jogo do Brasil”. Jogadores rezam juntos, fazem sinais ao céus “no limite do proselitismo”.

Tags : Esportes


Em inglês, Reuters ‘acha melhor tirar’ referência a corrupção sob FHC
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Daniel Buarque

Duas versões da entrevista da Reuters com FHC. À esquerda  em inglês, sem menção à corrupção em 1997, e à direita em português, com o parágrafo que gerou polêmica.

Duas versões da entrevista da Reuters com FHC. À esquerda em inglês, sem menção à corrupção em 1997, e à direita em português, com o parágrafo que gerou polêmica.

Um lapso da agência internacional de notícias Reuters se tornou o tema mais comentado no Twitter brasileiro nesta terça-feira. A primeira versão em português da entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, publicada na véspera pela agência, incluía uma frase que deveria ser vista apenas pelo editor responsável pela publicação no Brasil: “Podemos tirar, se achar melhor”.

O comentário estava ao lado de um parágrafo que fazia menção ao fato de um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras ter dito que o desvio de dinheiro havia começado antes de o PT chegar ao poder, ainda no governo FHC, em 1997.

O curioso, entretanto, é que o parágrafo falando sobre a denúncia de Pedro Barusco não faz parte da reportagem publicada em inglês no resto do mundo, como pode ser visto no recorte das duas versões do mesmo texto publicadas no site da própria agência, em inglês e em português, da forma como apareciam na noite de terça.

A Reuters no Brasil acabou achando melhor manter o parágrafo, e pediu desculpas por qualquer confusão, mas o caso ganhou notoriedade por ser visto como uma suposta blindagem da mídia ao PSDB. E assim #PodemosTirarSeAcharMelhor se tornou o tema mais tuitado do dia.

Antes de acusar a agência Reuters de promover interesses políticos no Brasil, é bom ressaltar que todo repórter já deixou recados para o editor dentro de textos assim, que erros acontecem, que a Reuters é uma agência respeitada e que não dá para saber exatamente se o caso foi apenas um lapso, ou um ato falho que expõe algum perfil tendencioso (houve gente até querendo responsabilizar veículos que republicaram de forma automática o texto pelo erro que foi exclusivamente da agência). Em nota, a Reuters disse que a pergunta que vazou havia sido feita por um dos editores do Serviço Brasileiro ao jornalista que escreveu a versão original da matéria em inglês.

O fato de a versão em inglês não ter o parágrafo controverso (nem nenhum comentário dizendo que a reportagem foi editada após a publicação), assim como a explicação dada pela agência, pode levar a pensar que o texto original não tinha a referência, incluída pela redação brasileira. Ou ainda, pode-se pensar que duas versões foram deixadas prontas pela reportagem, uma para o Brasil e outra para o resto do mundo. É difícil saber o que aconteceu e qual a motivação do editor da nota em inglês e em português, mas sem dúvida dá mais munição para quem vê proteção à imagem da oposição.